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James Patterson fatura mais do que Cristiano Ronaldo

05

Agosto

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 17:26
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James Patterson continua a ser o escritor mais popular do Mundo

 

Sérgio Almeida


Noventa e cinco milhões de dólares (o equivalente a 86 milhões de euros) foi o rendimento obtido pelo escritor norte-americano James Patterson no último ano (entre junho de 2015 e junho de 2016), segundo dados da revista Forbes.

A impressionante verba torna Patterson, autor de séries como Alex Cross” ou Maximum Ride, no escritor mais bem pago do mundo, à frente de outros pesos-pesados como Jeff Kinney, autor de Diário de um banana (19.5 milhões de dólares ganhos), e a inevitável J. K. Rowling, com uns 'parcos' 19 milhões,

Os impressionantes números do rei dos best-sellers pedem meças até a figuras das áreas do entretenimento e do desporto, normalmente as mais bem pagas. O autor de êxitos como Perigo duplo e Salvar o Mundo só é ultrapassado pela cantora Taylor Swift (com uns inatingíveis 195 milhões) e pela banda One Direction (110 milhões).

Os proventos do autor norte-americano permitiram-lhe mesmo ultrapassar na lista Cristiano Ronaldo, o atleta mais bem pago do Mundo, com os seus 88 milhões de dólares.

A maior novidade da lista é a entrada de Paula Hawkins, autora do thriller A rapariga no comboio. Editado em Portugal pelo Grupo 20120 – através da chancela Topseller –, o romance subiu diretamente para o nono lugar da tabela, graças aos 10 milhões de dólares obtidos no ano passado.

Entre nós, o rlivro, cuja adaptação ao cinema estreia já a 6 de outubro, com Emily Blunt no papel principal, encontra-se há um ano no top 10 de ficção, com 17 edições e 88 mil exemplares editados.

Na mesma tabela figuram outros autores bem familiares dos leitores portugueses. São disso exemplo John Grisham (4º lugar/18 milhões de dólares),  Stephen King (5º/15 milhões), Danielle Steel (6º/15 milhões), Nora Roberts (7º/15 milhões), E. L. James (8º/14 milhões), e John Green (10º/10 milhões), ex aequo com Veronica Roth.
 

Escritores portugueses homenageiam refugiados

03

Julho

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 17:30
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Nove contos inéditos  sobre os refugiados de alguns dos mais talentosos autores portugueses da atualidade estão reunidos no livro Uma Terra Prometida – Contos sobre refugiados.

Afonso Cruz, Ana Margarida de Carvalho, Carlos Vaz Ferraz, Cristina Carvalho, Filomena Marona Beja, José Fanha, Miguel Real, Nuno Camarneiro e Sérgio Luís de Carvalho são os nove escritores que criaram narrativas acerca da palavra do ano em 2015: refugiado.

De acordo com a IN Edições, responsável pela publicação, "são nove histórias que nos obrigam a uma viagem à realidade daqueles que nada têm a perder e cuja única motivação é a sua enorme esperança num futuro melhor. Histórias sobre a fuga e a perda, o caminho e o perigo, sobre o recomeço, ou o fim definitivo. Histórias que, por nos falarem dos limites do humano, muito além dos laços culturais, geográficos ou religiosos, poderiam, afinal, ser sobre qualquer um de nós"

 O livro marca a estreia na literatura nacional da IN Edições, chancela que afirma "promover um estilo de vida independente, intimista, invencível e apaixonante. Direcionada para o público em geral, mas focada sobretudo no universo feminino, a nossa missão é proporcionar momentos de lazer, felicidade e bem-estar àqueles que não dispensam a companhia de um livro".

Foz Côa homenageia Manuel António Pina

19

Junho

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 22:10
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O Festival de Poesia de Vila Nova de Foz Côa, um dos mais antigos eventos literários em Portugal, regressa este ano, com dois fins de semana repletos de atividades.

 

Já no próximo dia 25, sábado, o poeta Manuel Alegre vai ser alvo de uma homenagem, marcada para as 17 horas, no pequeno auditório do Centro Cultural local. O tributo vai consistir num encontro-leitura com o poeta, seguido de uma sessão de autógrafos. As atividades iniciam-se meia hora antes, com intervenções do presidente da Câmara de Foz Côa, Gustavo Duarte, e do diretor do festival de poesia, Jorge Maximino.

 

 Na sexta-feira seguinte, dia 1 de julho, estão previstas sessões de leituras de textos poéticos, asseguradas pelo ator João d'Ávila, uma conferência de Teresa Martins Marques sobre a obra de David Mourão-Ferreira e apresentação do livro de Ernesto Rodrigues Do movimento operário e outras margens.

 

Sábado, 2 de julho, apresenta o programa mais completo.O ponto alto acontece às 15.30 horas, com uma homenagem a Manuel António Pina, feita em vários momentos. Primeiro, tem lugar uma leitura de textos (em que participam, entre outros, António José de Almeida, Aurelino Costa e Minês Castanheira), a que se segue um debate com Sousa Dias, João Luís Barreto Guimarães e Ernesto Rodrigues. Depois da exibição de um fragmento de um documentário sobre o poeta natural do Sabugal, da autoria de Alberto Serra, o coletivo de poesia Sindicato do Credo vai apresentar uma performance multimédia intitulada Regresso devagar ao teu sorriso. A apresentação de uma antologia de entrevistas ao autor de Como se desenha uma casa encerra a homenagem.

 

No dia, há ainda a destacar um debate sobre a poesia portuguesa, "entre tradições, transgressões e desassossegos", em que participam Fernando de Castro Branco, Sousa Dias, Maria João Cantinho e Ernesto Rodrigues.

Francisco José Viegas escreve livro de viagens

08

Junho

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 15:02
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Um livro de viagens de Francisco José Viegas sobre a região indiana de Caxemira marca o início da colaboração entre a empresa Nomad e o festival Literatura em Viagem, que  prevê a publicação anual de obras deste género.


Escritor, editor e jornalista, Francisco José Viegas irá escrever sobre a Caxemira de ontem e de hoje, “revelando um território envolto em mistério e conflito, eternamente dividido, mas que merece ser viajado”, afirmam os promotores do projeto, em comunicado.

De acordo com o que está previsto, o livro resultante desta viagem será apresentado na próxima edição do Literatura em Viagem, em Matosinhos, que decorrerá nos dias 12, 13 e 14 de maio 2017.

A ligação do romancista às viagens é por demais evidente, tanto no plano profissional (foi diretor da revista Grande Reportagem), mas também nos livros. As histórias protagonizadas pelo detetive Jaime Ramos situam-se, muitas vezes, em locais distantes, seja Brasil, Moçambique ou Austrália.

Com o livro Longe de Manaus, foi galardoado em 2005 com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Diretor da revista Ler e responsável editorial da Quetzal, Francisco José Viegas chegou a dirigir a Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional.

O regresso da mítica Coleção Vampiro

22

Maio

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 15:45
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Referência para sucessivas gerações de leitores de policiais, a Coleção Vampiro regressa já às livrarias a 26 de maio, dia em que vão ser relançados os livros Os crimes do Bispo, de S.S. Van Dine , e Vivenda Calamidade, de Ellery Queen.

A Livros do Brasil, adquirida pelo Grupo Porto Editora, retoma desta forma a emblemática coleção de clássicos do policial, um ano depois de ter relançado a igualmente marcante coleção Dois mundos.

“Numerados, em formato de bolso e com um preço acessível” – três marcas características desta coleção –, os livros agora lançados permitem recuperar uma das mais populares coleções literárias em Portugal ao longo de várias décadas.

Recorde-se que Coleção Vampiro foi criada no final dos anos 40 e durante a sua existência inicial publicou mais de 700 títulos. Foi a ação da Vampiro que tornou familiares junto do público português autores de referência como Raymond Chandler, Agatha Christie, Dashiell Hammett, Rex Stout, Erle Stanley Gardner, Georges Simenon ou Van Dine e Ellery Queen, muitos deles pioneiros no género e criadores de detetives marcantes que tinham a dedução como principal arma contra o crime.

Rosa Montero lança novo romance no Porto

16

Maio

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 16:00
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Rosa Montero, uma das autoras mais proeminentes da literatura espanhola contemporânea, vai estar no Porto no domingo para apresentar o seu novo romance, O peso do coração.

A sessão, marcada para as 17 horas, no Teatro do Campo Alegre, está inserida no ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro, promovido pela Porto Editora.

A escritora Lídia Jorge, protagonista de uma edição anterior do Porto de Encontro, é uma das convidadas desta sessã, na qual as leituras vão ser asseguradas pelo escritor galego Carlos Quiroga.

Está ainda previsto um momento musical, a cargo do conceituado pianista Fausto Neves.

Nesta terça-feira, dia 16 de maio, a Porto Editora lança o mais recente romance de Rosa Montero e um dos seus livros mais realistas.

Usando a ficção científica como género, "uma ferramenta poderosíssima para falar do mundo e das suas possibilidades", neste título encontram-se os temas fundamentais na obra da autora – a identidade, a memória, o dogmatismo e a morte –, num livro que é simultaneamente um thriller, uma distopia, uma história de amor e uma reflexão sobre o peso da vida e a criação literária.


A ridícula ideia de não voltar a ver-te, Lágrimas na chuva, ou o mundialmente famoso A louca da casa são alguns dos títulos mais aclamados de Rosa Montero.

Livro do ano em França já chegou a Portugal

08

Maio

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 15:57
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O nome do autor e o título do livro não o deixariam supor, mas À espera de Bojangles, de Olivier Bourdeaut, é um dos livros-sensação do ano em França. A obra já se encontra também disponível nas livrarias.


A vida deste autor, de 35 anos, nunca mais foi a mesma desde que, no início deste ano, a pequena editora de Bordéus Finitude fez chegar o seu primeiro romance às livarias.

 

Num par de meses, À espera de Bojangles conquistou três prémios em França (Grand Prix RTL/Lire, Le roman des étudiants France Culture /Télérama e Prix roman France Télévisions) e viu os direitos serem vendidos para 13 países (além de Portugal, Alemanha, Espanha, Itália, Dinamarca, Suécia, Holanda, Bulgária, República Checa, Hungria, Coreia do Sul, Estados Unidos, Israel e China.

 

Também a crítica se rendeu ao estilo “poético e fantasioso” da coqueluche literária francesa do ano, que lhe valeu de pronto comparações com A espuma dos dias, de Boris Vian.

 

Manuel S. Fonseca, da Guerra e Paz, editora que adquiriu os direitos de publicação de À espera de Bojangles para Portugal, destacou “a imparável fantasia” e a “alegre e irresistível luminosidade” de “um livro que dança”.

 

Em entrevista promocional, Olivier Bourdeaut  revelou que escreveu o livro durante dois meses em Espanha, período em que se entregou à tarefa de missão à noite. “Queria mudar de cenário, de ritmo de vida! Estava longe de imaginar que terminaria o romance ou mesmo que o começaria. Nunca me vi paralisado diante da página em branca. Mas tive momentos de abatimento...”

 

Apesar de À espera de Bojangles ter sido o primeiro livro que publicou, Bourdeaut já tinha escrito um romance anterior. Com 27 anos, assinou uma obra que o próprio agora considera “cínica, violenta e sombria”. Um motivo que o levou a optar por um estilo oposto. “Se puder trazer duas horas de luminosidade ao leitor, melhor ainda!”, adianta.

Segredos de Roma revelados em livro

06

Maio

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 19:11
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A longa história do Império Romano serviu de ponto de partida ao novo livro do historiador britânico Peter Jones, Veni, vidi, vici, lançado esta semana pela Texto.

“Tudo o que sempre quis saber sobre os romanos mas teve medo de perguntar” é o subtítulo de uma obra que não só se debruça sobre o impacto do poderio romano no mundo de então, como descreve abertamente o seu legado.

Parte dessa influência é ainda visível nos nossos dias. Do nosso calendário às moedas, da nossa língua às leis, as criações romanas têm  um peso muito maior do que aquele que imaginárias.

A frase que dá título ao lívro (“chegar, ver e vencer” em português) terá sido usada pelo imperador Júlio César no senado romano em 47 D.C. para descrever uma retumbante vitória do seu exército perante um opositor frágil.

A afirmação, fixada por Plutarco, atravessou os tempos e adquiriria ainda uma importância artística inimaginável, graças a obras que lhe foram dedicadas em géneros como a música ou a poesia.

Haendel e Victor Hugo foram dois dos numerosos criadores que partiram da frase de cunho militar para a composição de obras.

“Veni, vidi, vici” foi recebido com entusiasmo pela crítica inglesa. O Sunday Times foi pródigo em elogios a Peter Jones, dotado de “olho de águia para a História de Roma – de Eneias a Santo Agostinho – e visão de pombo para os grafitos de Pompeia”.

Formado na Universidade de Cambridge, Peter Jones lecionou Cultura Clássica em Cambridge e na Universidade de Newcastle, até se aposentar, em 1997.

Publicou durante muitos anos uma coluna regular na revista The Spectator, Antigo & Moderno. É ainda autor de diversos livros na área da Cultura Clássica, incluindo as obras de grande sucesso Learn Latin e Learn Ancient Greek, bem como Vote for Caesar, Reading Virgil’s Aeneid I and II.


Os herdeiros de Gutenberg

24

Abril

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 14:26



Sérgio Almeida

 

Mais de 500 anos depois da revolucionária criação de Johannes Gutenberg que permitiu a difusão do saber a uma escala nunca vista, o livro  teima em resistir. E apesar de muitos especialistas encararem o digital como uma ameaça à sua sobrevivência, as tecnologias têm sido, no que ao processo produtivo diz respeito, um aliado precioso na renovação do setor.

Por isso, encontrar pontos de contacto entre os primórdios e os tempos presentes é missão condenada ao fracasso. Mas nem será preciso recuar tantos anos para percebermos o impacto das mudanças.

No início da década de 90, quando Lopes de Castro, de saída das Edições ASA, onde ocupava o cargo de diretor-geral, resolveu abrir uma gráfica especializada em livros, a Norprint, o digital era ainda um cenário distante. “Na altura estávamos a tentar começar a perceber o que era o Macintosh”, afirmou ao JN o administrador da gráfica, sediada em Santo Tirso, durante uma visita às suas instalações.

Já na altura, porém, o futuro estava ao virar da esquina, pelo que este licenciado em Gestão teve que ouvir das boas quando informou os amigos do seu projeto. “Estamos ainda a aprender a viver com as tecnologias”, assevera.

De então para cá. (quase) tudo mudou. Novas máquinas entraram, métodos seculares caíram em desuso e profissões inteiras foram extintas (fotocompositor ou montador, só para enumerar algumas). “Hoje, o grau de dificuldade tem que ver com o aumento do nível de exigência. Os prazos são mais curtos e tudo tem que correr bem, desde o abastecimento das matérias primas até à produção. Qualquer falha é fatal”, defende o responsável.


Fazer um livro em 24 horas


Da entrega dos ficheiros por parte dos editores, à produção das chapas, passando pela impressão e acabamento, o objeto livro percorre uma série de etapas que, todavia, devido ao ‘milagre’ tecnológico, podem ser cumpridas em 24 horas.

A exigência extrema associada ao processo ajuda a explicar por que é que o setor gráfico português, apesar do ‘dumping’ chinês e de ainda apresentar uma produtividade abaixo da média europeia, já exporta para todo o Mundo.  África, Brasil (como a prestigiada editora Cosac Naify) ou Norte da Europa são apenas alguns dos mercados para onde a empresa tirsense exporta perto de 40% da sua produção.

As vantagens da exportação não se limitam a reduzir a dependência face ao mercado português. Acima de tudo, o contacto com empresas de outras paragens e culturas permite um reforço do profissionalismo para que seja possível responder de forma satisfatória às necessidades de cada cliente.


“Não podemos comparar o mercado português com os dos nossos vizinhos. Infelizmente, o setor do livro ainda não tem expressão nos PALOP. Por outro lado, não é fácil, com exceção dos clássicos, entrar no Brasil. Isso dar-nos-ia outra escala”, defende.


Um setor de peso
 

Dois mil milhões de euros é quanto vale o setor das artes gráficas. Um número impressionante, superior até ao de áreas tradicionais como as conservas ou o azeite, mas que deve ser relativizado, porque esta área, apesar de mais associada aos livros e às revistas ou jornais, abrange também os rótulos ou as embalagens, entre muitos outros. “Se não existisse o setor gráfico, os supermercados seriam uma confusão”, afiança o CEO da Norprint.


Para acompanhar as vertiginosas mudanças em curso, é imperioso um investimento significativo em máquinas. Com um ciclo de vida cada vez curto, estes equipamentos têm no software a sua necessidade mais premente de atualização. Mas, além do custo de aquisição elevado, as máquinas  também permitem uma poupança significativa, sobretudo nos recursos humanos.

É o próprio responsável máximo da Norprint e presidente da Associação Portuguesa de Indústrias Gráficas quem o reconhece, dizendo que “sem a digitalização, o número de funcionários necessários seria provavelmente o dobro”.

O digital é uma realidade omnipresente. A pensar no amanhã cada vez mais próximo, a empresa está atenta aos sinais de mudança: vai a feiras internacionais e interpreta as mudanças, incorporando-as no seu processo. Mas não só. A Norprint já criou também uma firma totalmente digital para que, quando chegar a altura, possa responder de forma convincente. “Adaptamo-nos a qualquer cenário”, reforça Lopes de Castro.

Ana Zanatti participa em tertúlia no Porto

19

Abril

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 18:02
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A próxima edição do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro realiza-se já neste domingo, dia 24, às 17 horas, na Casa das Artes, e vai ter como protagonista Ana Zanatti.


O sexo inútil, o mais recente livro de sua autoria, vai estar em destaque na sessão, em que também vão participar, nas leituras, os atores Jorge Pinto e Emília Silvestre.

No prefácio, o professor universitário Viriato Soromenho Marques afirma que o livro é "um valioso contributo para a emancipação do espírito humano, para o alargamento das fronteiras do relacionamento exigente, cuidado e civilizado entre as pessoas, seja qual for a sua orientação sexual e género".

Lídia Jorge, que assina o prefácio, sublinha que O sexo inútil "veio para fazer refletir, deitar ao chão preconceitos e máscaras, romper o cerco do silêncio em que vive boa parte daqueles a quem a expressão livre da sua sexualidade é negada".

Com 47 anos de atividade contínua na televisão, no teatro e no cinema, Ana Zanatti é ainda autora de uma obra variada que percorre ainda o romance e os contos.

O Porto de Encontro é um evento promovido pela Porto Editora com o apoio das Livrarias Bertrand, Jornal de Notícias, Antena 1, Arcádia e Direção Regional de Cultura do Norte.

Poesia a reboque das edições de autor

26

Março

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 16:31
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Sérgio Almeida



“Invisível” para as massas durante quase todo o ano, o género poético continua a exibir um dinamismo insuspeito, numa espécie de milagre que desafia a lógica e a razão. O circuito da poesia, que inclui recitais, tertúlias ou festivais, atravessa a totalidade do território nacional e é frequentado por entusiastas de diferentes gerações, na maior parte candidatos a poetas.

Bem diferente é o panorama editorial. Não que o número de edições seja escasso, mas porque, perante a retração das editoras, está cada vez mais dependente do investimento dos próprios autores na compra de exemplares que suportem os custos de impressão.

Segundo números recolhidos pelo Jornal de Notícias junto da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), foram publicados em território nacional, só na última década, mais de 15 mil livros de poesia (15.660), o que equivale a 4.5% da produção editorial. Nesse período, 180 editoras publicaram pelo menos um livro de poesia. As que desenvolvem atividade regular neste género, todavia, são uma minoria.

Ainda segundo a APEL, nos últimos anos “o aumento tem sido gradual”, sem, no entanto, especificar esse incremento. Certo é que “a maioria das obras são edições de autor” assinala a mesma fonte. A percentagem seria ainda mais elevada se incluíssemos as editoras de autor com chancela, ou seja, livros publicados por pretensas editoras mas que, na prática, obrigam o escritor a assumir (mais do que) a totalidade dos custos de edição, cobrando preços que variam entre os 1500 e os três mil euros. Mais grave ainda: em muitos casos, os livros não chegam sequer a ser dar entrada no mercado editorial.


Poetas “mais pobres”


A situação não causa estranheza ao poeta A. Pedro Ribeiro, com mais de uma dezena de obras publicadas, que diz mesmo que a prática é cada vez mais generalizada. “Quase todas as editoras pedem dinheiro para publicar”, acusa.

Vasco David, editor da Assírio & Alvim, reconhece que “existem mais opções” de publicação hoje, mas adverte, por outro lado, que “muitas delas não chegam a dar qualquer visibilidade aos autores”. “Acabam é por deixá-los mais pobres”, constata.

As editoras de poesia que, não pertencendo a nenhum grande grupo, se recusam a entrar no jogo das edições custeadas enfrentam dificuldades severas. É o caso da mítica Edições Mortas, que hoje publica apenas a revista Piolho. Imbuído da “mesma necessidade de repetir, conspirar e corromper como se não houvesse amanhã”, o editor e poeta A. Dasilva O. observa que “Portugal não merece os editores, em extinção, que persegue e condena”; lamentando “a promoção e glorificação dos editores de iliteracia”.

Apesar dos avanços tecnológicos da última década terem facilitado a edição, o poeta João Luís Barreto Guimarães acredita que o papel do editor de poesia “ainda é fundamental”. “As plataformas online são ótimas facilitadoras da divulgação, mas não devem ser aceleradoras da publicação, A edição de poesia carece de tempo e de juízo crítico”, defende o autor do recente Mediterrâneo.

Idêntica opinião acerca do impacto das tecnologias na edição tem o responsável da Assírio & Alvim, convicto de que “a Internet não funciona como um veículo de edição, mas sim como uma plataforma de publicação e muitas vezes de auto-publicação”.

Menos consensual parece ser a questão do número de leitores de poesia. Vasco David acredita que “se tem mantido estável, o que só por si é notável, considerando que existem cada vez menos livrarias”. Além disso, prossegue, “as livrarias apostam cada vez menos neste género, optando por uma oferta massificada e cada vez mais comercial”.

Rui Azevedo Ribeiro, por seu turno, prefere apontar o dedo aos “conglomerados editoriais, que agora proliferam”, responsáveis pela atual desregulação do mercado. No entender do também poeta, os grandes grupos “também já possuem meios de expressão da crítica”, pelo que “começaram a introduzir novos autores que não passam por um crivo de 'qualidade' isento e criticamente eficaz”.

 

Contra "os versejadores da corte"


Membro ativo de tertúlias e sessões de poesia, A. Pedro Ribeiro dirige palavras críticas “aos versejadores da corte”, mais interessados em “ganharem rémios” do que no exercício pleno e desinteressado da escrita poética.

O autor do poema Declaração de amor ao primeiro-ministro diz ainda “ter muitas dúvidas” de que hoje existam mais iniciativas poéticas do que há uma década, por exemplo.


A questão volta a não gerar consenso. João Luís Barreto Guimarães considera-as úteis, ao funcionarem como “focos de resistência", e Vasco David diz que “há iniciativas muito boas e outras nem tanto”. Mais contundente é o editor da 50 Kg, que dedica palavras corrosivas ao (epi)fenómeno: “Essas iniciativas sobre a poesia estão na ordem do espetáculo. É por isso que se assiste a espetáculos poéticos, com música, cuspidores de fogo, novos jograis, e até strippers... Isso tudo para plena satisfação de um público consumidor de espetáculos... Mais leitores? Ui, 'tá' quieto!”.

Jaime Ramos vai "aparecer" no Porto

17

Março

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 15:30
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Jaime Ramos, a criação mais célebre de Francisco José Viegas, vai estar em destaque na próxima edição do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro:

A 44ª sessão do evento realiza-se já neste domingo, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, e vai ser dedicada ao protagonista de oito dos livros do autor de O Mar em Casablanca e O Colecionador de Erva.

Trata-se do 'regresso' desta personagem ao Porto, a cidade que se encontra sempre em evidência nas narrativas em que intervém. A Poeira que Cai Sobre a Terra e Outras Histórias é o mais recente deste detective melancólico e irónico, que se assume como gastrónomo, amante de charutos e leitor de romances apenas no Inverno.

Morte no Estádio, Lourenço Marques, Longe de Manaus e Metade da Vida são alguns dos títulos mais significativos da obra do autor, nascido em Vila Nova de Foz Côa e licenciado em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Desde a sua criação, o Porto de Encontro já recebeu a presença de autores como Gonçalo M. Tavares, Lídia Jorge, Richard Zimler, Miguel Miranda e José Tolentino Mendonça, atraindo mais de 12 mil espectadores.

Antologia de Vinicius de Moraes editada pela Companhia das Letras

11

Março

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 18:20
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Uma antologia poética de Vinicius de Moraes, que reúne mais de meio século de atividade literária, está disponível nas livrarias portuguesas, com a chancela da Companhia das Letras.


A edição integra os mais emblemáticos poemas do autor – um dos incontornáveis compositores da música popular brasileira do século XX -, mas reúne também outro material, como imagens suas e dos seus escritos, reproduções de manuscritos e documentos raros.


No livro estão incluídas 112 dos mais célebres poemas de Vinicius de Moraes, tanto os publicados em livro como os que foram cantados por alguns dos maiores intérpretes brasileiros. Operário em construção e Poética, dois dos mais notáveis poemas de Vinicius, fazem parte da recolha.


Nascido em 1913, no seu amado Rio, Vinicius de Moraes foi, além de poeta e compositor, diplomata e jornalista. Mestre no manejo da palavra, o poetinha, como era carinhosamente tratado por Tom Jobim, escreveu também para cinema e teatro.


Disponível já se encontra também um livro de outro gigante das letras de língua portuguesa: Carlos Drummond de Andrade. Contos de aprendiz é o título publicado pela Companhia das Letras, pertencente ao grupo editorial Penguin Random House.

Considerado a mais importante investida em prosa deste autor, o livro reúne 15 histórias evocativas da memória ficcionada do Brasil do início do século XX. Sensibilidade, humor e melancolia são os ingredientes principais dos escritos de um autor que, apesar de se ter notabilizado na poesia, abraçou também a prosa.

Novo de Lars Kepler chega às livrarias

02

Março

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 18:54
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É um dos livros mais aguardados do início do ano: Stalker, o novo romance da bem sucedida dupla sueca de escritores que assina como Lars Kepler, conhece hoje a sua edição portuguesa, pouco mais de quatro meses depois do lançamento internacional.


No quinto livro da saga, a história, que volta a convocar o inspetor Joona Linna e o hipnotista Erik Maria Bark, centra-se num assassino em série que aterroriza Estocolmo. Voyeurista, filma as vítimas nas suas e partilha os vídeos na Internet, colocando a Polícia a par da ação.


Desde a saída, em 2010, de Hipnotista, livro inaugural da saga policial, que leitores de todo o mundo se renderam à atmosfera criada por Alexander Ahndoril e pela luso-descendente Alexandra Coelho Ahndoril.
Publicados em 40 países, os livros de Lars Kepler já venderam cinco milhões de exemplares.
 

Pedro Eiras em tertúlia com leitores no domingo

24

Fevereiro

2016

Publicado por Sergio_Almeida às 12:33
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Pedro Eiras vai ser o protagonista da edição deste mês do Porto de Encontro, que se realiza já neste domingo, às 17 horas, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.


Professor universitário e investigador, Pedro Eiras é autor de uma obra  variada que atravessa géneros como o ensaio, o teatro, a poesia e os contos.


Bach, romance publicado pela Assírio & Alvim, é um dos títulos mais recentes deste autor, cujas peças teatrais têm sido encenadas em países como a Bélgica, Brasil, Bulgária, Cabo Verde ou Roménia.

Entre os mais de 30 livros publicados desde 2001 encontram-se títulos como Antes dos lagartos, Um forte cheiro a maçã, Arrastar tinta, Um punhado de terra ou Platão no Rolls Royce.

A sessão de domingo – a 43ª deste ciclo – vai contar ainda com a atriz Maria do Céu Ribeiro nas leituras e com alunos da Academia de Música Vilar do Paraíso, que irão assegurar os momentos musicais da sessão.

Em 2006, Pedro Eiras foi distinguido com o Prémio P.E.N. Clube de Ensaio.

O Porto de Encontro é um ciclo de conversas promovido pela Porto Editora que, desde o arranque, em 2011, já recebeu mais de 12 mil espectadores.

 


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