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Resultados por tag: Personagens

Shakira escreve livro de ficção infantil

03

Janeiro

2011

Publicado por elmanomadail às 15:46

Dora, a Exploradora - A Aventura do Dia Mundial da Escola é o título do livro infantil escrito pela escultural cantora colombiana Shakira. A obra narra as aventuras de Dora e do seu companheiro Boots, ambos em busca de materiais que façam falta nas escolas.

 

"Dora é uma inspiração para todas as crianças do Mundo e até para mim. Foi uma honra trabalhar com a Nickelodeon para escrever esta história, porque a educação é uma causa muito importante", declarou Shakira, num comunicado da editora responsável pela publicação da obra, o Grupo Editorial Norma.

 

A cantora colombiana integra também a narrativa do livro, ilustrado por Kellee Riley e Kuni Tomita. Uma parte dos lucros da venda do livro reverterá para a fundação Pies Descalzos criada por Shakira.

Livro de Receitas de Oliver pulveriza recorde de vendas

12

Dezembro

2010

Publicado por elmanomadail às 17:48

O último livro da estrela do mundo da culinária, o chef-celebridade Jamie Oliver, tornou-se na obra de não-ficção a ser vendida mais rapidamente nas livrarias britânicas em todos os tempos. Nas últimas dez semanas, foram vendidas cerca de 735 mil cópias de Jamie’s 30-Minute Meals (Receitas de 30 Minutos de Jamie, em tradução bruta), publicado pela Penguin UK. A obra, uma adaptação da série transmitida no Reino Unido pelo Channel 4, traz 50 receitas rápidas de Jamie para preparar refeições de três pratos.

 

Ainda assim, o best-seller de Jamie Oliver está muito aquém do livro de culinária mais vendido de todos os tempos no Reino Unido - o primeiro volume de How to Cook (Como Cozinhar), de Delia Smith, com um milhão de exemplares vendidos. Não obstante, o editor da revista The Bookseller, Tom Tivnan, acredita quer o livro de Oliver irá ultrapassar as vendas do de Delia Smith. "É fenomenal registar vendas destas quando a série de TV mal acabou e o livro foi publicado há apenas algumas semanas”, disse. "Tenho certeza de que o livro vai continuar a vender e tornar-se no maior bestseller de culinária de todos os tempos".

 

Para Tivnan. "a acessibilidade é a razão do êxito de Jamie. Ele foi praticamente o único a introduzir a ideia de que é possível elaborar grandes refeições sem passar horas e horas a cozinhar".

Enrique Vila-Matas ganha prémio em França

10

Dezembro

2010

Publicado por Sergio_Almeida às 17:24
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O escritor catalão Enrique Vila-Matas foi distinguido em França com o Prémio Jean Carrière 2010, atribuído ao seu romance Dublinesca, que será publicado em Portugal em Fevereiro do próximo ano pela Teorema.

 

No valor de 10 mil euros, o Prémio Jean Carrière - Conseil Général du Gard foi criado em 2009 por iniciativa da Associação dos Amigos de Jean Carrière, em homenagem ao autor de O Gavião Louco, Prémio Goncourt 1972, e visa distinguir obras em língua francesa ou traduzidas que celebrem a herança literária e cultural do Sul e do Mediterrâneo.

 

Publicado em Espanha em março deste ano, Dublinesca, que marca o regresso de Vila-Matas ao romance, conta a história de Samuel Riba, um editor de Barcelona que realiza uma viagem a Dublin, onde pretende criar uma espécie de confraria literária.

 

Riba considera-se o último editor literário e sente-se vazio desde que se reformou, até que um dia tem um sonho premonitório que lhe indica que o sentido da sua vida passa necessariamente por Dublin e convence uns amigos a irem festejar o Bloomsday e percorrer juntos o cenário de Ulisses, de James Joyce. O que ele esconde aos companheiros são duas questões que o obcecam: saber se existe o escritor genial que não conseguiu descobrir quando era editor e a ideia de celebrar um estranho funeral pela era da imprensa, agonizante com a iminência de um mundo seduzido pela era digital.

 

Sobre Dublinesca, disse Vila-Matas, de 62 anos, que foi escrito mais de dez vezes e foi pensado para ser lido com atenção e "não de uma assentada", comentando que só se poderá optar pela segunda forma "se se tiver insónias ou se estiver louco". Das quatro personagens que surgem nesta obra escrita no tradicional registo "meta-literário" de Vila-Matas, duas são os principais mistérios - a sombra do editor e o narrador - que diversos blogues já tomaram a seu cargo desmascarar.

 

"É um mistério como atraio tanto público com a complexidade", disse o romancista que, como ensaísta e crítico literário, se interessa por aqueles livros que são como "becos sem saída", que exigem capacidade de resposta para se conseguir escapar da armadilha colocada pelo escritor.

 

(Lusa)

Maria Velho da Costa ganha Prémio Literário DST

06

Dezembro

2010

Publicado por elmanomadail às 14:17

Maria Velho da Costa venceu a XVI edição do Grande Prémio de Literatura entregue pelo grupo DST, de Braga, com o romance Myra (Assírio & Alvim), que também já havia sido distinguido com o Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros. No valor de 15 mil euros, o Grande Prémio de Literatura do grupo DST vai ser entregue a 30 de Abril.

Myra tem como figura central uma adolescente russa imigrada em Portugal, e da relação que aquela estabelece com um cão de uma raça perigosa. Nascida em 1938, Maria Velho da Costa, Prémio Camões em 2002, é autora de uma vasta obra ficcional, em que se destacam títulos como Maina Mendes, Lucialima, Missa in albis, Dores e Irene ou o contrato social.

 

(Lusa)

Hilary Mantel averba novo prémio no Reino Unido

06

Dezembro

2010

Publicado por elmanomadail às 11:49
0 comentários

A escritora Hilary Mantel acrescentou novo prémio à sua carreira: o UK Author of the Year, uma das distinções dos Galaxy National Book Awards. A autora, que venceu o Man Booker Prize 2009 com Wolf Hall, publicado em Abril pela Civilização, e que esteve nomeada para a shortlist do Orange Prize 2006 e do Orange Prize 2010, surgiu à frente de autores como Maggie O’Farrell, David Mitchell ou Kate Atkinson.

 

O seu mais recente romance, Wolf Hall, o vencedor do Man Booker Prize 2009 que mais livros vendeu até à data no Reino Unido, e que esteve consecutivamente no top de vendas em Portugal, foi muito aplaudido pela crítica. "É um livro belo e profundamente humano, um espelho negro pendurado sobre o nosso mundo", escreveu o Observer, enquanto o The Guardian assegurava: "Uma investigação envolvente e humana sobre o preço da ambição". Em Portugal, o historiador e cronista, Vasco Pulido Valente, escreveu: "[...] Numa voz baixa, triste, neutra e aterrorizante (e sem um erro de facto ou teologia), Mantel conta o fim de um mundo. Uma lição aflitiva e apropriada".

 

Hilary Mary Mantel, escritora e crítica literária britânica, nasceu em Derbyshire (Inglaterra) em 1952. Com mais de uma dezena de obras publicadas, foi já distinguida com diversos prémios e condecorações ao longo da sua carreira. Em 1987 venceu o Shiva Naipaul Memorial Prize; em 1990 venceu o Southern Arts Literature Prize, o The Cheltenham Prize e o Winifred Holtby Memorial Prize pelo seu livro Fludd. Ainda na década de 1990, a autora ganhou o Sunday Express Book of the Year e o Hawthornden Prize. Em 2006, Hilary Mantel foi finalista do Commonwealth Writers Prize (Eurasia Region, Best Book) e do Orange Prize for Fiction com o livro Beyond Black.

 

Em 2009, Wolf Hall valeu a Hilary Mantel o prestigiado Man Booker Prize, o Walter Scott Prize 2010 e a nomeação para o Orange Prize 2010.

Eduardo Lourenço e Maria Aliete Galhoz recebem "Ordem do Desassossego"

24

Novembro

2010

Publicado por elmanomadail às 16:11
0 comentários

A Casa Fernando Pessoa distinguiu ontem, terça-feira, com a Ordem do Desassossego a investigadora pessoana Maria Aliete Galhoz e o filósofo Eduardo Lourenço, que a classificou como uma "singular condecoração cultural", por ser "da ordem virtual". A Ordem do Desassossego foi entregue ao final da tarde, no primeiro dia do II Congresso Internacional Fernando Pessoa, pela escritora Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa (CFP), a Eduardo Lourenço, na ausência de Maria Aliete Galhoz, responsável pela primeira edição do Livro do Desassossego, por motivos de saúde.

 

Trata-se de uma medalha de prata que retrata a figura icónica de Fernando Pessoa, "um Pessoa voador, um Pessoa flutuante, um Pessoa nas nuvens", descreveu Inês Pedrosa - um desenho feito em 1985 pelo designer Jorge Colombo para o Jornal de Letras, no âmbito das comemorações dos 50 anos da morte do poeta, adoptado pela CFP como imagem do Congresso Internacional - e que tem também inscrito um verso do poeta, "É o que me sonhei que eterno dura", da Mensagem.

 

A distinção, criada pela CFP "para honrar aqueles que honram Pessoa e honram Portugal (...), sabem amá-lo e têm uma atitude de desprendimento e de curiosidade genuína como a que caracterizou Pessoa", foi atribuída a Maria Aliete Galhoz e Eduardo Lourenço, porque "têm ambos a generosidade de continuar a ler e a acompanhar os trabalhos dos novos autores", afirmou Inês Pedrosa, numa das salas do Teatro Aberto, onde decorre o congresso, até quinta-feira. "E isto é inestimável, é o que mantém uma cultura viva", acrescentou.

 

Quando entregou a Ordem do Desassossego a Eduardo Lourenço, que classificou como "um poeta e o romancista que se sonhou ser e que diz que não foi", destacando da sua obra um título, Fernando, Rei da Nossa Baviera, que "é um poema em prosa, ele próprio", a plateia aplaudiu de pé.

 

Eduardo Lourenço agradeceu a Inês Pedrosa "as palavras generosas com que quis justificar a entrega desta singular condecoração cultural, que não é da ordem institucional, mas é da ordem virtual", observando: "E como Fernando Pessoa é o rei da virtualidade... realmente, as coisas são bem feitas..." "Nenhuma das condecorações que recebi - de que não me lembro - me entusiasma tanto", sublinhou.

 

Depois, elogiou "o enorme contributo" do trabalho de Maria Aliete Galhoz "para o conhecimento da literatura portuguesa moderna" e declarou-se acompanhado de amigos, os que estão vivos e os que já morreram, que pertencem todos a uma espécie de "confraria invisível" de leitores e estudiosos da obra de Pessoa, que "foi o sonhador de todos os sonhos, mesmo os mais improváveis".

 

O filósofo, de 87 anos, falou da importância da obra do poeta dos heterónimos, que definiu como "o grande poeta da incondição humana", e recordou que foi em 1942/43 que o encontrou, comentando: "Encontrarmos alguém que já nos viveu é qualquer coisa de paradoxal". Em seguida, leu um texto que escreveu sobre Fernando Pessoa "para agradecer esta gentileza, que é diferente de todas as outras, porque não tem preço".

Michel Houellebecq vence Prémio Goncourt 2010

08

Novembro

2010

Publicado por elmanomadail às 15:32

Um dos escritores mais conhecidos de França, o polémico, odiado e amado Michel Houellebecq, ganhou hoje o prestigiante prémio Goncourt de romance com a sua quinta obra, La carte et le territoire (O mapa e o território). O romance, o quinto do escritor, que se impôs por sete votos contra dois, é um retrato impiedoso de certas composturas contemporâneas no qual o escritor, além de arremeter contra a arte ou a vida campestre, também se parodia a ele próprio.

 

Michel Houellebecq era já um dos favoritos. Num artigo publicado ontem no Le Journal du Dimanche, vários críticos de diversos meios franceses indicavam o romance de Houellebecq como a obra com mais possibilidade de vencer o prémio graças à sua qualidade. Por exemplo, Raphaëlle Rérolle, do Le Monde, assegurava: "La Carte et le territoire é um romance apaixonante sobre a França contemporânea. Continuamente lido e comentado, este homem não pode ser excluído dos prémios literários sem que caiam no ridículo".

 

Cairam. Já foi finalista do Congourt por duas vezes: com Partículas Elementares, em 1994, e com A Possibilidade de uma Ilha. O escritor, nascido em 1958, foi protagonista de várias polémicas ao longo da sua carreira pelas suas declarações irreverentes como aquelas, entre outras, contra o Maio de 68 ou contra o Islão ("a religião mais idiota do mundo", disse em 2001).

 

Agora também não se livrou do escândalo. A poucos dias do lançamento deste romance, alguns críticos acusaram-no de ter copiado passagens directamente da Wikipedia. Não obstante, isso parece não ter desvirtuado o conjunto do romance, considerado pela maioria da crítica especializada como a melhor narrativa deste escritor francês e já editada em França há várias semanas.

 

Entre as obras do autor francês editadas em Portugal contam-se A Possibilidade de uma Ilha (Dom Quixote, 2006), Plataforma (Bertrand, 2002), Extensão do domínio da Luta (Quasi, 2006) e Partículas Elementares (Temas & Debates, 2004).

Memórias de George W. Bush chegam amanhã às livrarias

08

Novembro

2010

Publicado por elmanomadail às 14:47

O ex-presidente dos EUA, George W. Bush (2001-2009), regressa amanhã à cena pública com o lançamento de um aguardado - embora pouco surpreendente - livro de memórias. As 481 páginas de Decision Points (Pontos Decisivos, em tradução livre) não surpreenderão aqueles que forem às livrarias para saber o que levou Bush a declarar a guerra ao Iraque, como o furacão Katrina o afectou ou por que autorizou o uso das simulações de afogamento, técnica de tortura, no interrogatório a suspeitos de terrorismo.

 

Todas essas respostas foram já sobejamente exploradas numa extensa cobertura da Imprensa, ansiosos por trazer de volta à cena política o ex-presidente que encerrou o seu mandato com o índice de impopularidade mais alto da História moderna do país, de 76% (mas que aparece cada vez melhor ao longo do mandato do seu sucessor, o democrata Barack Obama, e a lenta recuperação económica).

 

Mas enquanto todos falam dos seus deslizes políticos, como aquele em que reconhece que pensou em se livrar do vice-presidente Dick Cheney na campanha pela reeleição em 2004, Bush quer afastar-se o máximo possível deles. Em entrevista a Oprah Winfrey que será transmitida amanhã, Bush afirmou que não é um cientista político e recusou comentar as eleições legislativas que levaram, na semana passada, o Partido Democrata perder a maioria na Câmara para o Partido Republicano.

 

O ex-presidente também prefere não criticar o sucessor, Barack Obama, a quem insiste em tratar da forma como ele próprio "gostaria de ter sido tratado". "Obama tem um trabalho muito difícil pela frente, acreditem", disse Bush, acrescentando: "Ele terá muitos críticos, e não precisa que eu seja um deles". Bush chegou até a elogiar o actual chefe de Estado, ao recordar que o seu carisma o impressionou antes das eleições de 2008.

França atribui a Legião de Honra a Toni Morrison

07

Novembro

2010

Publicado por elmanomadail às 18:13
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A escritora norte-americana Toni Morrison acrescentou à sua já vasta colecção de prémios e reconhecimentos públicos a mais alta condecoração da França, a Legião de Honra. Numa referência ao título do seu romance mais famoso, o ministro da cultura francês, Frédéric Mitterrand, disse à escritora que ela era "beloved" (amada) no seu país. A distinção foi entregue a Morrison, que já havia recebido o Prémio Pulitzer (1988) e o Prémio Nobel da Literatura (1993), numa cerimónia em Paris na passada quinta-feira.

 

"Aos nossos olhos, a senhora encarna a melhor parte da América, aquela que funda o seu amor pela liberdade nos sonhos mais intensos. Aquele que permitiu a uma criança negra, nascida numa família pobre no Ohio profundo, nos anos da segregação, ter o destino excepcional da maior romancista americana do seu tempo", disse Mitterrand.

 

Morrison, que inaugurou um monumento em Paris, no dia seguinte, assinalando a abolição da escravatura, declarou que sempre se tinha sentido "bem-vinda" em França, acrescentando: "É para mim importante receber esta medalha, a Legion d'Honneur, porque agora sei que, além de bem-vinda, sou também valorizada".

 

Morrison recebeu o Prémio Pulitzer em 1988 pelo romance Beloved (Dom Quixote, 2009), que explora o tema da escravatura logo após a Guerra de Secessão através da história de uma mulher, Sethe, antiga escrava torturada pela memória da sua criança perdida. Em 1993, o Comité do Nobel prestou tributo à "força visionária" da sua escrita. Em Portugal, além de Beloved, estão também publicadas as obras Love (Dom Quixote, 2009) e A Dádiva (Presença, 2010).

Antonio Skármeta lança novo livro em Portugal

05

Novembro

2010

Publicado por Sergio_Almeida às 17:58
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Um pai de filme, novo livro de Antonio Skármeta, vai ser apresentado no próximo dia 12, às 18.30 horas, na Livraria Buchholz, em Lisboa, com a presença do conhecido autor chileno. O novo livro do escritor que ficou mundialmente célebre com O carteiro de Pablo Neruda interrompe um silêncio de sete anos e já foi considerado o romance mais envolvente da sua obra.


Um pai de filme decorre numa aldeia decadente e remota do Chile, onde uma simples ida ao cinema implica uma viagem num velho comboio, também ele em vias de extinção. O protagonista do livro é um jovem professor primário cheio de sonhos literários que, apesar de viver ainda com a mãe, acalenta o desejo de encontrar o amor e descobrir o sexo.

 

Skármeta retrata ao longo do romance personagens marcantes no microcosmos que é a pequena vila, como as atraentes e casadoiras irmãs Gutiérrez, irmãs do seu aluno Augusto, um jovem de 15 anos, obcecado pelo desejo de perder a virgindade, uma *** que gosta de Geografia e um pedreiro amigo do seu pai. A acção é breve, mas intensa, e no final, Jacques, o professor, mais maduro, resolve os problemas sentimentais próprios e os daqueles que lhe são próximos.


A vinda a Portugal coincide com a comemoração do 70º aniversário de Antonio Skarmeta, celebrado neste fim-de-semana.

Percurso de Nicolau Breyner retratado em biografia

04

Novembro

2010

Publicado por Sergio_Almeida às 18:02

É melhor ser alegre que ser triste, biografia de Nicolau Breyner que revisita um percurso profissional de mais de cinco décadas, já está nas livrarias. Escrito em parceria com Sarah Adamopoulos, o livro propõe-se revelar novas facetas de um dos rostos mais familiares dos portugueses, graças às suas múltiplas aparições na televisão, no cinema e no teatro. Actor, produtor e realizador, Nicolau Breyner, que completou 70 anos recentemente, passa em revista as etapas mais significativas de um trajecto rico.

 

Uma das passagens mais confessionais diz respeito ao momento em que decidiu desfazer-se da NBP, a empresa criada por si próprio na década de 90 que lidera a produção televisiva ficcional desde então. "Quando a NBP deixou de ser minha, percebi muito claramente que Deus estava a mandar-me fazer o que nasci para fazer: teatro. Eu que sou um actor, deixei a dado passo de ser um actor, para me tornar num bem sucedido homem de negócios. Aquilo tinha-se tornado tão grande que eu não tinha tempo para fazer mais nada para além de ser presidente do Conselho de Administração. E a dado passo já nem produtor era. E por isso, quando tive necessidade de recomeçar a trabalhar, percebi que a minha carreira enquanto artista não estava ainda terminada, e que tinha ainda muitas coisas para fazer como actor. É preciso estar atento aos sinais que a vida nos dá", desabafa Breyner numa das passagens do livro.

 

A autora do livro, Sarah Adamopoulos, é jornalista de imprensa e cronista, com passagens pela rádio e televisão. Com obra publicada desde 1997, traduziu Boris Vian e Albert Cossery, além de ter assinado alguns textos dramatúrgicos. Fado Menor (Oficina do Livro, 2005) e Liceu de Camões – 100 anos, 100 Testemunhos (Quimera Editores, 2009) são alguns dos seus títulos. Com Nicolau Breyner – É melhor ser alegre que ser triste estreia-se no género biográfico.

Somali finalista do Prémio Guardian First Book

31

Outubro

2010

Publicado por elmanomadail às 18:23
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Nadifa Mohamed, que nasceu e viveu a maior parte da juventude em Hargeisa, na Somália, antes de se mudar para o Reino Unido, foi incluída na lista de finalistas, com a sua novela Black Mamba Boy, a primeira que escreveu, do prémio Guardian First Book, atribuído por aquele diário britânico. O livro, que narra uma viagem a partir da sua Somália natal até Port Talbot, em Gales, é também finalista na edição deste ano do Prémio Dylan Thomas. Os vencedores de um e outro prémios serão conhecidos no dia 1 de Dezembro.

 

Black Mamba Boy é uma das três novelas, além de dois trabalhos de não-ficção, a concurso para as 10 mil libras (cerca de 11500 euros) do prémio Guardian. Na competição estão também Boxer, Beetle, de Ned Beauman, e Your Presence is Requested at Suvanto, novela de Maile Chapman. Nos finalistas de não-ficção estão os trabalhos Being Wrong: Adventures in the Margin of Error, de Kathryn Schulz, e Romantic Moderns, por Alexandra Harris.

Morreu Harry Mulisch

31

Outubro

2010

Publicado por elmanomadail às 17:59

O escritor holandês Harry Mulisch, autor de The Discovery of Heaven e de O Atentado, cuja adaptação cinematográfica recebeu, em 1986, um Globo de Ouro e o Oscar para o melhor filme estrangeiro, morreu hoje, sábado, aos 83 anos. "Harry Mulisch faleceu em casa, em Amsterdão, vítima de um cancro", informou a agência holandesa ANP.

 

Autor de uma obra profundamente marcada pela Segunda Guerra Mundial, Harry Mulisch escreveu mais de 70 contos, romances, ensaios, livros de poesia e peças de teatro. Era considerado um dos principais escritores holandeses contemporâneos, o último representante dos Três Grandes, o trio literário nacional por excelência, completado pelos seus colegas Willem Frederik Hermans e Gerard Reve, já desaparecidos.

 

"Foi um grande escritor com uma obra imponente e variada. A morte dele é uma grande perda para a literatura holandesa", afirmou Halbe Zijlstra, ministro da Cultura da Holanda. "Ele dizia sempre 'Eu sou a Segunda Guerra Mundial'. O facto de ter mãe judia e pai austro-alemão teve um impacto enorme sobre ele. Falava sempre da guerra, da guerra e da guerra", recordou o escritor Cees Nooteboom. Nooteboom qualificou Mulisch de "personalidade literária única".

Eduardo Mendoza ganha Planeta com obra sobre Madrid antes da guerra civil

16

Outubro

2010

Publicado por elmanomadail às 14:16
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O escritor catalão Eduardo Mendoza (Barcelona, 1934) venceu o Premio Planeta 2010, atribuído pelo grupo editorial espanhol Planeta ao romance sobre a Guerra Civil de Espanha Riña de gatos (Luta de Gatos, em tradução bruta), que escreveu sob o pseudónimo de Ricardo Medina. A atribuição do 59.º prémio Planeta (601 mil euros) foi recebida com a mesma surpresa, diz o El País, que gerou a sua estreia literária em 1975 com La verdad sobre el caso Savolta. Tratou-se de um duplo assombro porque aquele que pode ser apodado como um dos grandes cronistas da convulsa história de Barcelona, fê-lo com uma novela que presentou como La muerte de Acteón mas passada em Madrid poucos meses antes da Guerra Civil eclodir, tema que, de resto, não havia abordado até agora.

 

"Temos todos que assumir a Guerra Civil", afirmou Mendoza após receber o galardão, pois "é um tema que continua a interessar " e "em concreto, agora há toda uma geração de novos leitores jovens aos quais interessa muito", defendeu. Sobre Riña de gatos, explicou que não se trata de "uma novela com mensagem política, mas sim com um fundo político. Desde logo não é uma novela sobre a Guerra Civil, mas sim de intriga que toca, sobretudo, dilemas morais". O romance "pergunta ao leitor o que faria se estivesse nessas circunstâncias [as de Madrid ante-guerra de 1936], nas quais, felizmente, não estamos ", disse Mendoza, garantindo que escreve romances "só para ver como acabam".

 

Criado pelo presidente do grupo Planeta, José Manuel Lara Hernández, e entregue desde 1952 a um romance inédito escrito em espanhol, o galardão agora recebido por Eduardo Mendoza é o segundo maior do Mundo, a seguir ao Prémio Nobel da Literatura, dotado de um milhão de euros. A decisão do júri, composto por Ángeles Caso (vencedora do ano passado e que substitui Álvaro Pombo), Alberto Blecua, Juan Eslava Galán, Pere Gimferrer, Carmen Posadas, Rosa Regas e Carlos Pujol, foi anunciada durante um jantar literário no Palau de Congressos de Catalunya.

Howard Jacobson vence Booker com comédia

14

Outubro

2010

Publicado por elmanomadail às 22:00

O escritor Howard Jacobson venceu anteontem, dia 12, o Booker Prize 2010 de ficção pelo livro The Finkler Question, averbando 50 mil libras. O favorito para este ano era o escritor Tom McCarthy. Foi a terceira vez que Jacobson concorreu ao prémio. Na primeira, em 2002, concorreu com o livro Who's Sorry Now e, em 2006, com Kalooki Nights.

No site oficial do prémio, The Finkler Question é descrito como um romance sobre o amor, a perda e a amizade masculina, e explora o significado de ser judeu hoje em dia.

O Booker Prize é o mais importante prémio literário para obras na língua inglesa. Ao longo de mais de 40 décadas, o prémio trouxe reconhecimento aos autores que se destacaram naquele ano.


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