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Resultados por tag: Tecnologia

Formatação do livro digital incentiva a preguiça cerebral

04

Fevereiro

2011

Publicado por elmanomadail às 18:42

Os leitores de livros digitais tendem a absorver menos do que leram porque a informação é apresentada de uma forma muito simples. Demasiado simples... Dispositivos como o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader apresentam o texto num formato legível e limpo que incentiva o cérebro a ser "preguiçoso", tornando difícil ao utilizador perceber e assimilar o conteúdo que acabou de ler. Esta descoberta contraria a ideia de que uma leitura legível facilita a aprendizagem e a recordação  das informações.

 

Um estudo da Universidade Princeton, nos EUA, descobriu que um número significativo de voluntários conseguiu lembrar-se de mais informações quando apresentadas com letras pouco usuais. A pesquisa sugere que a chamada disfluência – tornar a informação difícil de entender – melhora a aprendizagem e estimula uma melhor retenção do conteúdo. O estudo interroga-se acerca do auxílio proporcionado – ou não – pelas fontes (tipo de letra) conhecidas como Times New Roman e Arial, usadas na maioria dos livros académicos, aos leitores que estudam para os exames.

 

Numa entrevista recente à revista Wired, o escritor norte-americano Jonah Lehrer afirmou ter estudado o assunto antes da pesquisa ter sido publicada, e garantiu que tinha sido mais difícil recordar-se das informações lidas no seu leitor digital Kindle. Embora os proprietários de um Kindle possam alterar o tamanho do texto, não conseguem mudar a fonte Caecilia, que Lehrer diz permitir uma leitura relaxante.

 

Críticos dos leitores digitais afirmam que esses dispositivos impedem o utilizador de absorver informações porque o ecrã e as fontes dizem ao subconsciente que as palavras que transmitem não são importantes.

Tendências que Vão Mudar a Edição Electrónica

03

Janeiro

2011

Publicado por elmanomadail às 14:15
0 comentários

O responsável por uma das maiores editoras do Mundo vocacionada para livros técnicos, a McGraw-Hill, recusa a ideia de que os e-book representem uma ameaça à sobrevivência das editoras. Pelo contrário, Philip Ruppel perspectiva um admirável mundo novo com o advento dos livros electrónicos, adiantando as cinco tendências editoriais que vislumbra no horizonte. Mais próximo do que muitos julgam.

 

A primeira é que "o e-book do [não muito distante] futuro será muito mais do que texto", garante, adiantando exemplos: "Imagine um vídeo que mostra como resolver problemas matemáticos complexos; um áudio que pronuncia palavras estrangeiras enquanto as lê, e fichas de avaliação para que confirme se se recorda e compreende aquilo que leu. Estas características interactivas, e as muitas mais que estão em desenvolvimento, estarão no mercado dentro de semanas, e não meses", garante. Entre elas, a possibilidade de discutir, ao vivo num chat on-line, um novo romance com o seu próprio autor.

 

A segunda é que a guerra de dispositivos estará perto do fim. Porque "ninguém quer possuir o Batamax dos e-reader", a maioria das editoras está a desenvolver software que irá funcionar em múltiplos dispositivos e  a apostar na portabilidade dos títulos. Philip Ruppel alerta, porém, que a política de vender cada título a 9.99 dólares (7,5 euros) adoptada pela Amazon.com não será sustentável.

 

Além disso, as editoras terão de explorar novas áreas de negócio, afirma, dando o exemplo: "Os e-book permitem às editoras interagir com os clientes de novas formas. Imagine um cliente que está a tentar aprender estatística, e que  fica encalhado numa determinada fórmula sem que ninguém consiga ajudá-lo; carrega num botão de ajuda (help) que o direcciona para o site da editora onde poderá descarregar tutoriais relevantes acerca de fórmulas específicas por apenas 2,99 dólares (2,24 €)".

 

Por fim, o presidente da McGraw-Hill alega que, "apesar do alarde exagerado em torno da auto-publicação na internet, as editoras desempenharão um papel ainda maior no universo do e-book". O artigo completo pode ser lido aqui

Kindle bate recordes de vendas na Amazon

28

Dezembro

2010

Publicado por Sergio_Almeida às 16:04
0 comentários

A terceira geração do Kindle, o leitor de livros eletrónicos da Amazon, é o produto mais vendido na história da empresa, o maior portal de vendas do mundo, que continua, porém, sem revelar quantos aparelhos vendeu.

 

Em comunicado hoje emitido, a Amazon assegura que o êxito comercial do seu leitor de livros, que custa 139 dólares, ou 189 dólares se incluir ligação telefónica, respectivamente 105 ou 143 euros, ultrapassou mesmo as vendas do sétimo capítulo das aventuras de Harry Potter.

 

A empresa adiantou ainda que o livro digital mais vendido através da sua rede no dia de Natal foi o primeiro livro da saga de mistério do sueco Stieg Larsson, O homem que adorava as mulheres.

 

O dia mais atarefado para a Amazon durante a época de Natal foi o 29 de Novembro, a segunda-feira seguinte ao dia de Ação de Graças, que se celebrou a 25 de Novembro. Nesse dia, os comerciantes podem apresentar ofertas especiais para potenciar as suas vendas online e a Amazon vendeu mais de 13,7 milhões de produtos, ou seja, 158 vendas por segundo.

 

(Lusa)

Google entra em força no negócio das e-livrarias

12

Dezembro

2010

Publicado por elmanomadail às 17:13

A Google já tinha anunciado a entrada no mercado de livros digitais, tendo adiado o lançamento do Google Editions várias vezes, mas esta semana tirou o projecto da gaveta e anunciou a sua própria bookstore – a Google eBooks. A nova livraria digital tem já cerca de 3 milhões de livros para venda ou download gratuito (mais para download, é certo) de 4 mil editoras.

 

De acordo com a Google, os seus livros poderão ser lidos em qualquer aparelho e em qualquer lugar, desde que o utilizador esteja ligado à internet. Além disso, é possível começar a ler no computador e continuar, a partir da mesma página, no iPhone, por exemplo. Para que o leitor não se perca no meio de tanto conteúdo, a empresa fez algumas opções de busca e é possível seleccionar as obras premiadas do ano, os best-sellers do New York Times, etc…

 

A sua base de dados ficará disponível também para livrarias independentes, dando maior liberdade de escolha ao comprador, embora a empresa cobre uma percentagem por cada transacção. A parceria será benéfica para a Google, que não tem experiência comercial, e para os livreiros, que começarão a vender e-books sem necessidade de criar uma estrutura para o efeito, podendo contar já com todo o conteúdo da Google. 

 

A loja, por enquanto restrita aos EUA, ficará disponível para outros países a partir de Janeiro. O vídeo de apresentação do projecto está aqui.

Venda de e-readers deverá "explodir" em 2013

08

Dezembro

2010

Publicado por elmanomadail às 18:54

O mercado de e-readers – que, actualmente, está praticamente restrito aos EUA – irá popularizar-se globalmente em 2013, prevê a empresa ABI Research. De acordo com aquela instituição, daqui a três anos, as vendas de dispositivos para livros electrónicos deverão chegar aos 30 milhões de unidades, quase o dobro do esperado para 2012.

 

Nos EUA, onde os e-readers são mais populares, o mercado é liderado pelo Kindle, da Amazon, seguido pelo Nook, da Barnes & Noble, e pelo Sony Reader. Sem considerar o iPad, da Apple, que tem logrado uma boa penetração no mercado. "Até agora, os EUA são o país que mais converteu conteúdos para o formato digital, com as empresas que comercializam os dispositivos a investirem também em lojas online", disse o principal analista da ABI, Jeff Orr. "Dentro de dois ou três anos, será possível observar o uso cada vez maior de livros digitais também noutros países e regiões. A previsão é que os europeus ocidentais sejam os primeiros, seguidos pelos europeus orientais e pelos asiáticos, especialmente os chineses", concluiu Orr.

 

Apesar de os consumidores norte-americanos terem à disposição vários modelos de leitores digitais, a maior parte dos e-readers desenvolvidos e fabricados no Mundo são chineses – embora muitos não sejam vendidos no exterior e o consumo interno não seja tão alto. Na China, três obstáculos podem ser apontados para adopção dos e-book: a falta de conteúdo digital, a baixa alfabetização e o custo do dispositivo. "Para ter êxito no mercado, o dispositivo também tem ter o preço fixado abaixo dos 100 dólares. Assim que esses obstáculos forem superados, a China terá potencial para ser um grande mercado", analisou Orr.

 

"A maioria dos e-readers actuais é muito semelhante em design e desempenho, e a concorrência feroz. Nestas condições, a marca do dispositivo não importa tanto quanto o material de leitura disponível. O êxito dependerá, assim, cada vez menos do equipamento e cada vez mais do conteúdo oferecido", analisou.

Amazon vende mais livros electrónicos do que impressos

31

Outubro

2010

Publicado por elmanomadail às 16:28

Os clientes da livraria virtual Amazon.com compraram mais livros electrónicos para o e-reader Kindle (marca própria da Amazon) do que obras em papel - considerando juntamente as edições em capa dura e de bolso – dos títulos inscritos nos top 10, 25, 100 e 1000 mais vendidos no último mês. Em Julho, passado tinha sido anunciado que, entre Abril e Junho, por cada 100 livros encadernados vendidos pela Amazon.com tinham sido comprados 143 obras para o Kindle.

 

Steve Kessel, vice-presidente da Amazon Kindle, mostrou-se perplexo com o crescimento exponencial dos livros electrónicos: "Isto é extraordinário se considerarmos que vendemos livros em papel há 15 anos e livros para o Kindle há apenas 36 meses", afirmou. E, sem revelar números precisos, aquele livreiro garantiu que os dispositivos Kindle da última geração, lançados a 27 Agosto, tiveram mais saída do que aqueles vendidos de Outubro a Dezembro do ano passado.

Romancista escreve novela em fascículos no Facebook

11

Setembro

2010

Publicado por elmanomadail às 12:58
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O primeiro autor a reclamar ter escrito uma obra inteiramente através do Facebook chama-se Leif Peterson, e respondeu ao desafio, lançado por um amigo no Inverno de 2009, a redigir uma história, com mil palavras, sobre um homem que descobre um cartaz da Missing Person (pessoas desaparecidas) com o seu próprio rosto. Concluída a redacção, Peterson publicou a história no Facebook a 10 de Fevereiro desse ano para que os amigos virtuais pudessem lê-la.

 

No entanto, aquelas que a leram não perceberam que estava concluída – julgaram tratar-se apenas de um esboço, ou, no máximo, do começo de algum romance. E logo começaram a chover mensagens tentando saber o que se seguiria à matéria já publicada. Com o alento da demanda, Peterson decidiu desenvolver a história, a que chamou Missing e, ao longo dos quatro meses seguintes, cinco dias por semana, foi colocando novos desenvolvimentos no Facebook e acrescentando novos leitores à listagens de amizades virtuais.

 

À medida que o enredo se desenvolvia, alguns seguidores revelaram-se fãs incondicionais, deixando comentários diários e, por vezes, manifestando a frustração de terem de aguardar 24 horas pelo novo suplemento. Até que, a 10 de Junho de 2009, quatro meses depois de começar a sua pioneira aventura literária, Peterson "postou" o 84.º e derradeiro fascículo da história, concluindo a primeira novela a ser escrita inteiramente no Facebook.

 

O romance facebookiano de Leif Peterson, autor de três obras de ficção, uma delas publicada pela Random House em 2005, "Catherine Wheels", pode ser acedido aqui.

Electrónica estudantil ainda longe de convencer professores

14

Agosto

2010

Publicado por elmanomadail às 17:12
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A um mês do regresso às aulas e correlativas feiras electrónicas das grandes superfícies, garantindo como imprescindível ao desempenho estudantil uma vasta gama de maquinarias informática, um trabalho publicado no diário norte-americano USA Today sugere que os e-book e o iPad (ainda) são mais prejudiciais do que benéficos para o trabalho académico.

É certo que, quando comparados com os livros tradicionais, "o iPad e outros dispositivos para ler livros digitais têm o potencial de poupar nos custos dos livros tradicionais a longo prazo, de proporcionar mais rapidamente mais e melhor informação aos estudantes, e
não menos importante tornar mais leves as mochilas dos estudantes”.

Todavia, conforme descobriram algumas universidades, além de aumentarem as desigualdades entre estudantes – nem todos têm capacidade para adquirir tais meios (e o iPad ainda não está à venda em Portugal… –, alguns especialistas em educação adiantam que a vertiginosa gama de opções oferecida por uma tecnologia em desenvolvimento contínuo pode dificultar a aprendizagem.

"O desafio em trabalhar na Era Electrónica é que temos muito acesso a muita informação, mas continuamos a ter o mesmo cérebro de sempre", diz Richard Mayer, professor de psicologia da Universidade da Califórnia-Santa Barbara. "O problema não está em aceder à informação”, diz, “mas em integrá-la e dar-lhe sentido".

De resto, as hiperligações podem causar até confusão e distracção, como demonstra um conjunto de estudos efectuados durante a última década. Um deles concluiu que a o nível de compreensão do que é lido diminui proporcionalmente ao aumento de hiperligações. Outro estudo, de 2007, publicado na revista Media Psychology, suscitou preocupações semelhantes em relação ao acrescento de conteúdos, como o som e as infografias animadas.

De acordo com Nicholas Carr, autor de The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brain, (A Razia – O que a Internet está a Fazer ao Nosso Cérebro, num tradução grosseira), o ambiente online "promove uma leitura apressada, um pensamento distraído e veloz, e uma aprendizagem superficial. O perigo é que não se estimula o pensamento crítico nas pessoas nem, em última análise, o pensamento criativo".

Escritor lança obra exclusiva para iPad

21

Julho

2010

Publicado por elmanomadail às 16:34
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Ryu Murakami, realizador e escritor japonês, considerado um dos novos mestres do thriller psicológico - cuja única obra editada em Portugal se intitula Na Sopa de Miso (Casa das Letras, 2007) -, vai publicar, exclusivamente em versão electrónica e para o novo dispositivo da Apple, o iPad, o seu último trabalho, intitulado A Singing Whale. A obra deverá ser colocada à venda este fim-de-semana na loja japonesa da Apple e custará cerca de 17 dólares (13,26 euros), dos quais 30% reverterão para a Apple e o resto para Murakami, para o compositor Ryuichi Sakamoto e também para a empresa de software que está a compor a edição electrónica do livro. A inclusão de programadores e do músico prende-se com a componente multimédia que a obra contempla.

 

A decisão de Murakami comporta um risco sério para as editoras (cujos serviços são dispensados) e abre novas perspectivas aos autores – actualmente, os escritores recebem entre apenas entre 7 e 10% do preço de capa dos livros. Outros autores já tinham capitalizado as vantagens da edição electrónica, embora nenhum com esta exclusividade. Em Abril último, por exemplo, o autor de best-sellers Stephen King publicou a versão electrónica do seu último livro Blockade Billy um mês antes de  a edição impressa em papel chegar às livrarias. E chegou a escrever um conto, UR, no ano passado, exclusivamente para o leitor de e-book Kindle.

 

Considerando que a maior livraria virtual do Mundo, a Amazon.com, anunciou ontem que, ao longo dos últimos três meses, por cada 100 livros de capa dura vendidos conseguiu vender 143 livros electrónicos (mais 43%), as perspectivas para o modelo de negócio editorial em vigor não são famosas...

A Sua Prosa é Parecida Com a de Que Autor?

21

Julho

2010

Publicado por elmanomadail às 15:02
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Os candidatos a escritor já têm um aferidor tipológico da prosa que praticam. A ferramenta foi já experimentada por mais de 100 mil escribas que acederam ao site I Write Like (Eu Escrevo Como), concebido pela empresa de software Coding Robots. O site procede à hermenêutica de alguns parágrafos, analisando comparativamente com as obras de cerca de 40 autores consagrados os vocábulos escolhidos, a extensão das frases e a pontuação usada.

 

A aplicação constitui divertimento tal que mesmo escritores de obra consolidada não resistiram a submeter os seus textos à exegese algorítmica do site. Com resultados surpreendentes: Margaret Atwood, um dos autores incluídos na base de dados do site, foi convidada a testar a ferramenta. E aquela descobriu que a prosa de Atwood não era semelhante à escrita dela própria, mas sim de… Stephen King.

 

O site, cuja disseminação pela blogosfera e pelo Facebook gerou um tráfego apreciável, tem apenas um senão: só aceita textos em inglês. Portanto... have fun!

Livro em papel mais rápido que electrónica

07

Julho

2010

Publicado por elmanomadail às 11:14

Criado para ser muito mais do que um leitor de livros electrónicos, o iPad conseguiu, ainda assim, ser mais rápido do que o e-reader Kindle num teste da empresa Nielsen Norman Group. Todavia, o campeão de rapidez na leitura não é electrónico, mas sim o antiquíssimo livro de papel.

No estudo (em inglês), 24 pessoas foram convidadas a ler o mesmo conto do jornalista e escritor norte-americano Ernest Hemingway pelos dois aparelhos e também em livro. O conto seleccionado não foi revelado, mas a empresa diz que aquele escritor foi escolhido por usar uma linguagem acessível à média de leitores e oferecer um texto "agradável". Os participantes foram escolhidos entre leitores de ficção.

Na pesquisa, os leitores que usaram o iPad consumiram 6,2% mais tempo para concluir a leitura do conto do que aqueles que leram o livro. Já o Kindle mostrou-se 10,7% mais lento. No final, foi solicitada ao participantes a atribuição de uma nota, de 1 a 7, a cada meio de leitura. Na média final, o livro recebeu nota 5,6; o Kindle, 5,7; e o iPad, 5,8.

 

"Eles (os leitores) não gostaram que o iPad fosse tão pesado nem que o Kindle mostrasse as letras de um modo algo cinzento", disse o coordenador do estudo, Jakob Nielsen. "As pessoas não gostam da falta de uma paginação verdadeira (física, como no livro) e preferem a maneira com que o iPad - na verdade um aplicativo, o iBook - indica a quantidade de texto que falta num capítulo".

A conclusão do estudo é reveladora: "Não podemos dizer com certeza qual é o dispositivo (electrónico) que oferece maior velocidade de leitura. Mas podemos afirmar que os tablets ainda não superam o livro impresso".


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