Anfíbio

02/07

2010

às 2:14

Do latim amphibia (anfi = dupla e bios = vida) e significa “vida dupla”. Pertencem à classe de animais vertebrados e surgiram no planeta terra há cerca de 300 milhões de anos. Em algumas ilhas indonésias ainda existem espécimes de anfíbios raros e antigos, apesar de este ser o grupo de vetebrados mais ameaçado do mundo. Só nos últimos 20 anos, os investigadores estimam que tenham sido extintas 168 espécies de anfíbios. Em Portugal, não há registo de extinção de qualquer espécie, embora várias estejam ameaçadas. Razão pela qual, em 2010, foi lançado o NaturSapo – Campanha Nacional de Conservação de Anfíbios. Os anfíbios caracterizam-se por serem pecilotérmicos e não possuirem bolsa amniótica. A pela, fina e húmida, não tem qualquer pêlo ou escama externa. Esta serve para respirarem, absorverem água e defenderem-se. Com algumas excepções, a vida dos anfíbios desenvolve-se em duas fases: a aquática e a terrestre. Todas as espécies de anfíbios produzem veneno, embora em diferentes graus. Reproduzem-se através de ovos, que são depositados pelas fêmeas em locais húmidos ou na água. Em seguida, o macho deposita o esperma sobre estes. Dos ovos saem as larvas (girinos), que através de um processo de metamorfose se transformam em adultos. Alimentam-se de insectos, aranhas, minhocas e de indivíduos da mesma espécie. Estão cadastradas no “Amphibian Species of the World” cerca de 6000 mil espécies, que se dividem em três categorias: os Caudata (anfíbios com cauda, como sejam a salamadra e o tritão), os Anura (os que não têm cauda, como as rãs e os sapos) e os Apoda (apresentam um corpo vermiforme, como as cecílias e as cobras-cegas, são cegas e não possuem patas).


 

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