Cria do roaz do Sado morta por animais da mesma espécie

24/08

2013

às 14:21

Foto: Global Imagens/Arquivo

A cria de roaz do rio Sado encontrada morta há uma semana foi agredida por animais da mesma espécie, um comportamento que nunca tinha sido detetado nesta população, revelou hoje o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas



A cria de roaz Sapal, nascida no início do mês, foi observada a 16 de agosto a ser transportada, já morta, pela mãe e no dia seguinte os técnicos do ICNF na Reserva do Estuário do Sado recuperaram o corpo que foi submetido a necrópsia.



O exame encontrou várias lesões relacionadas com agressão violenta, em diversas partes do corpo da cria de roaz. "A observação macroscópica revelou a existência de lesões relacionadas com agressão violenta", refere um comunicado do ICNF.



No dia anterior à deteção da cria morta, o ICNF foi alertado por uma das empresas de observação de cetáceos para um comportamento estranho envolvendo três roazes jovens que "empurravam" a cria Sapal para a superfície.



Este comportamento assemelhava-se àquele realizado pelos animais adultos, sobretudo as fêmeas, em situações em que as crias se encontram em dificuldades.



Embora "estranho" e inédito entre a população do Sado, "foi interpretado como podendo ser um comportamento lúdico (brincadeira), tanto mais que quando a cria era observada a nadar e a respirar sozinha junto da progenitora e de outros adultos aparentava um comportamento normal", explica o INCF.



"A existência de comportamentos agonísticos (agressão) entre cetáceos da mesma espécie (por exemplo entre roazes) e entre espécies diferentes (por exemplo ataques de roazes a botos) está documentada em bibliografia da especialidade, mas tal comportamento não tinha ainda sido presenciado na população do Sado", salienta.



O ICNF voltou a alertar os utilizadores do estuário do Sado para a necessidade de cumprimento do código de conduta da observação de cetáceos, sobretudo nos aspetos relacionados com as distâncias, modo de aproximação aos roazes e número de embarcações em observação simultânea.



A população de roazes residente no estuário do Sado é única em Portugal e uma das poucas existentes na Europa.


4 comentário(s)

Ana Wiesenberger segunda-feira, 26 de Agosto de 2013 16:37

Provavelmente as motas de água e afins já causaram stress à comunidade de golfinhos, o que poderá explicar este comportamento violento que levou à morte da cria. Nunca é demais insistir-se na consciencialização do respeito pelas outras criaturas. Já era tempo das mentalidades estarem mais evoluídas no âmbito da ecologia.

Ana Wiesenberger segunda-feira, 26 de Agosto de 2013 16:39

Provavelmente as motas de água e afins já causaram stress à comunidade de golfinhos, o que poderá explicar este comportamento violento que levou à morte da cria. Nunca é demais insistir-se na consciencialização do respeito pelas outras criaturas.

Ana Wiesenberger segunda-feira, 26 de Agosto de 2013 16:41

Provavelmente as motas de água e afins já causaram stress à comunidade de golfinhos, o que poderá explicar este comportamento violento que levou à morte da cria. Nunca é demais insistir-se na consciencialização do respeito pelas outras criaturas.

Ana Wiesenberger segunda-feira, 26 de Agosto de 2013 16:43

Provavelmente as motas de água e afins já causaram stress à comunidade de golfinhos, o que poderá explicar este comportamento violento que levou à morte da cria. Nunca é demais insistir-se na consciencialização do respeito pelas outras criaturas. Já era tempo das mentalidades estarem mais evoluídas no âmbito da ecologia.

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