Lemur de cauda anelada

25/07

2010

às 22:25

NOME: Lemur catta (Linnaeus, 1758)

(também conhecido, em Madagáscar, por Hira ou Maki. A palavra lemur significa “fantasma”)

 

 
 

CARACTERÍSTICAS: é o lemur mais reconhecível, devido à sua cauda, que normalmente tem 13 anéis pretos. A pelagem é preto-acizentada nos membros, sendo o ventre mais claro e as extremidades brancas. O lemur de causa anelada apresenta um penacho na cabeça, um anel em volta dos olhos e focinho preto, podendo pesar entre 2,3 e 35, quilos. Esta é uma espécie altamente sociável, vivendo em grupos de entre cinco até 30 indivíduos, nos quais as fêmeas dominam os machos. Cada grupo tem diferentes hierarquias, pelo que os confrontos são comuns. Tal como os gatos, têm uma boa visão nocturna. Os lemures de cauda aneladas vivem entre 18 a 27 anos.


ALIMENTAÇÃO: Folhas e frutos, essencialmente figos selvagens e bananas.


REPRODUÇÃO: têm apenas uma cria. Contudo, quando a alimentação é abundante, podem ter gémeos. A gestação, que dura 136 dias, ocorre apenas uma vez por ano e os nascimentos, em Agosto. As fêmeas atingem a maturidade sexual com um ano e meio, enquanto os machos só atingem esse estado aos dois anos e meio. No entanto, a maioria dos acasalamentos só começa quando os indivíduos atingem os três anos.


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: tal como outras famílias de lemur, é endémico da ilha de Madagáscar, não existindo, em liberdade, em mais nenhuma parte do planeta. Vive em florestas de galerias e zonas arbustivas espinhosas, nas regiões mais a sul da ilha.


ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Os lemures de cauda anelada são considerados vulneráveis, embora se reproduzam bem em cativeiro. Actualmente, existem mais de mil em parques zoológicos. No habitat natural devem existir cerca de 10 mil a 100 mil indivíduos. Esta grande variabilidade dos númeroes deve-se ao facto de o seu ecossistema estar a ser destruído pelos incêndios, deflorestação e criação de novas áreas de cultivo e pastoreio. Os lemures também são caçados para alimento e comércio ilegal de animais de estimação e porque são considerados sinal de mau presságio por quem os vê.




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Lince-ibérico

21/07

2010

às 23:55

NOME: Lynx pardinus (Temminck, 1827)

(Também conhecido pelos nomes populares de Cerval, lobo-cerval, gato-fantasma, gato-cerval, nunca-te-vi, gato-cravo ou gato-lince)

 


CARACTERÍSTICAS: tem uma pelagem castanho-avermelhada, coberta de manchas pretas, que podem ser desde pequenos pontos a riscas. Tem como carcaterísticas mais distintivas uma cauda pequena, pincéis nas pontas das orelhas e barbas. O peso médio de um macho adulto é de cerca de 12 quilos; o das fêmeas, cerca de 9 quilos.É um animal que tem preferência pela noite, podendo deslocar-se até sete quilómetros por dia.



ALIMENTAÇÃO: é constituída essencialmente por coelho-bravo, mas, à falta deste, também se alimenta de veados, ratos, patos, perdizes e lagartos. As necessidades energéticas de um lince adulto variam entre os 600 e as 100 kcal (o equivalente a um coelho adulto).



REPRODUÇÃO: a época de reprodução vai de Janeiro a Julho, com o pico a ser atingido nos dois primeiros meses de cada ano. O período de gestação é de cerca de 2 meses e cada fêmea tem entre duas a três crias de cada vez. O lince ibérico pode viver até aos 16 anos.


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: esta espécie existe apenas em Portugal e em Espanha, em agregados muito dispersos e pequenos, devido à fragmentação do habitat natural, ao desaparecimento do coelho-bravo e á caça ilegal. Em Portugal, pode ser encontrado na Serra da Malcata, situada entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor.


ESTADO DE CONSERVAÇÃO: a espécie teve uma redução do tamanho da população que pode ter atingido os 80% nos últimos 15 a 27 anos, de acordo com a avaliação do declínio da sua área de distribuição, extensão de ocorrência e qualidade do habitat.Em Espanha, o estado de conservação desta espécie é de grau “crítico”, em Portugal, de “criticamente ameaçada”.Em 2004, foi lançado o Programa Lince, que visa sobretudo a reprodução do habitat natural. No Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico de Silves estão a ser desenvolvidos esforços para fazer reprodução em cativeiro.

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Polvo-comum

07/07

2010

às 19:05

NOME CIENTÍFICO: Octopus vulgaris Cuvier, 1979. Do grego, oito pés


CARACTERÍSTICAS: Alguns indivíduos podem atingir 1,6 metros de comprimento e um peso total de 10 quilos ou mais. Tem oito tentáculos como braços, com duas filas de ventosas, e olhos grandes e complexos. A sua coloração é muito variada, podendo ser cinzenta, castanha ou avermelhada. Em vida selvagem, a esperança média de vida é de 12 a 18 meses. Tem por hábito recolher as casas de crustáceos e outros objectos para construir autênticos jardins junto das suas tocas. Quando se sente ameaçado, lança um jacto de tinta preta sobre o inimigo, para lhe ocultar a visão e ter tempo para fugir. Caso perca um dos seus tentáculos, este volta a crescer sem qualquer dano permanente. É considerado o mais inteligente dos animais invetebrados.


ALIMENTAÇÃO: espécie carnívora, tem especial preferência por crustácios (com os caranguejos à cabeça), seguindo-se os moluscos e os peixes. Caça habitualmente ao entardecer e pode mudar de cor para enganar as suas presas. No caso de as presas terem casca, o polvo-comum utiliza o bico para as perfurar antes de sugar o interior. Relativamente às outras, prende-as com os tentáculos e injecta-lhes veneno, para provar-lhes a morte.


REPRODUÇÃO: o polvo é ovíparo e possui os dois sexos separados. O polvo-comum põe entre 100 mil a 500 mil ovos do tamanho de um grão de arroz durante cada ciclo de reprodução. Os ovos são depositados no plâncton, onde permanecem durante 1,5 a 2 meses. Durante este período, muitos acabam por ser alimento de outras espécies animais. Após a eclosão dos ovos, tanto o macho como a fêmea morrem. O período de reprodução medeia de Fevereiro a Outubro.


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: é a espécie mais comum na costa portuguesa (95%), podendo ser encontrada a profundidades superiores a 150 metros. O polvo-comum existe um pouco por todo o mundo, com especial incidência nas águas tropicais, subtropicais e temperadas.


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