Morcego em vias de extinção localizado na Mata do Buçaco

23/08

2013

às 16:35

Foto: Global Imagens/Arquivo
 
Uma espécie de morcego em vias de extinção, classificada como "criticamente em perigo" pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, foi recentemente localizada na Mata do Buçaco, foi hoje anunciado.



"Foi registada pela primeira vez, na Mata Nacional do Buçaco, o morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale). Trata-se de um registo muito importante que enfatiza a já sobejamente demonstrada importância conservacionista que a mata tem. Esta descoberta acontece depois de vários anos de monitorização dos morcegos da mata", explica a direção da Mata do Buçaco, em comunicado.



O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal "atesta a raridade da espécie, indicando que no território continental deverão ocorrer menos de mil indivíduos. Este morcego é maioritariamente cavernícola, podendo, no entanto, também abrigar-se em edifício. Alimenta-se em áreas de floresta de folhosas e autóctone, motivo que o terá atraído à Mata do Buçaco", diz a instituição.



O primeiro registo, conta, aconteceu em fevereiro, "quando o biólogo da Universidade de Aveiro André Aguiar gravou os ultrassons desta espécie, no âmbito dos trabalhos do projeto BRIGHT, em curso na mata".



No entanto, refere a instituição, "só agora esses ultrassons foram devidamente analisados e a presença da espécie foi confirmada por Milene Matos, investigadora no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro".



A investigadora adianta que a presença da espécie, "pela primeira vez registada na mata em fevereiro, após o ciclone Gong ter devastado a região em janeiro, não será coincidência".



"Devido ao ciclone, estes morcegos deverão ter perdido os seus abrigos e locais de caça habituais, para além de terem ficado desorientados. Felizmente, parecem ter encontrado as condições necessárias para viverem na Mata do Buçaco, pois os registos indicam uma presença regular desde fevereiro", diz.



Este registo eleva assim para 15 o número de espécies de morcegos confirmadas na Mata do Buçaco. Em Portugal há 25 espécies.


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Zoo dos EUA quer acasalar rinocerontes de Sumatra irmãos para salvar espécie

28/07

2013

às 14:15

Foto: AFP/Cincinnati Zoo

Um jardim zoológico americano decidiu avançar com a decisão controversa de acasalar dois rinocerontes de Sumatra irmãos, a viver em cativeiro em Cincinnati, no estado de Ohio, numa tentativa desesperada de preservação de uma espécie ameaçada de extinção.



Apesar da controvérsia e das reações fortes que a decisão despertou, a diretora do Centro Lindner para a Investigação e Conservação da Vida Selvagem Ameaçada, Terri Roth, garantiu que esta era a única alternativa que restava, e que o acasalamento pode avançar já em agosto.



Os especialistas dizem que não existem mais de 100 rinocerontes de Sumatra a viver no seu habitat natural, na Indonésia e na Malásia. Em cativeiro, existem apenas 10 espalhados pelo mundo, e quatro deles têm relações de consanguinidade.



Para Suci, a rinoceronte fêmea com nove anos de idade a viver no zoológico de Cincinnati, os únicos machos adequados para o acasalamento são os da sua própria família. A inseminação artificial está fora de questão, até porque nunca houve um caso de sucesso entre animais desta espécie.



"A menos que a Indonésia capture mais rinocerontes e um macho sem relação familiar com Suci fique disponível para acasalar, não teremos a diversidade genética que precisamos", referiu Terri Roth.



Os especialistas correm contra o tempo para combater a extinção da espécie: quanto mais tempo as fêmeas rinoceronte de Sumatra levam para se reproduzirem, maior a dificuldade para o conseguirem, uma vez que os seus órgãos reprodutivos podem desenvolver quistos que, eventualmente, podem provocar infertilidade.




A especialista Susan Ellis, da Fundação Internacional do Rinoceronte, sublinhou que a população desta espécie de rinocerontes sofreu uma queda dramática, consequência da invasão humana do seu território natural e da caça aos seus chifres, que algumas culturas asiáticas acreditam ter poderes curativos, apesar de serem apenas compostos por uma proteína que as pessoas também têm nas unhas e no cabelo: a queratina.



O cruzamento da espécie entre irmãos não deixa de ser um risco e que na maioria das vezes surgem problemas como malformações, mutações genéticas perigosas, entre outras, como alerta outro especialista, David Wildt, alto responsável do Instituto Smithsonian para a Conservação Biológica.



"Não sei se lhe podemos chamar uma solução. Penso que é mais uma estratégia, que abre um debate saudável", afirmou Wildt, sobre o cruzamento entre irmãos, frisando ainda que Suci e Harapan, o irmão que também habita no zoológico de Cincinnati, não são os dois últimos exemplares da sua espécie.


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Golfinhos identificam-se "pelo nome"

23/07

2013

às 14:16

Cientistas da Universidade de St.Andrews, na Escócia, encontraram novas provas de que os golfinhos se chamam 'pelo nome', ou seja, usam um assobio único para identificarem cada um dos outros no grupo.



Os investigadores, cujo estudo é hoje publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, descobriram que os animais respondem quando ouvem o seu próprio assobio reproduzido.



"[Os golfinhos] vivem num ambiente tridimensional, ao largo da costa e sem quaisquer referências visuais e precisam de se manter em grupo. Estes animais vivem num ambiente em que precisam de um sistema muito eficiente para se manterem em contacto", disse Vincent Janik, da unidade de investigação em mamíferos marinhos daquela universidade de St Andrews.



Há muito que se suspeitava que os golfinhos usam assobios de uma forma semelhante à que os humanos usam para os nomes.



Investigações anteriores demonstraram que estes chamamentos são usados frequentemente e que os golfinhos num mesmo grupo conseguem aprender e copiar sons pouco habituais. No entanto, esta é a primeira vez que se estuda a resposta dos animais ao seu próprio 'nome'.



Os cientistas gravaram um grupo de golfinhos-comuns selvagens, captando o som identificativo de cada um dos animais e, de seguida, reproduziram os sons usando altifalantes subaquáticos.



"Reproduzimos os assobios identificativos dos animais no grupo e também reproduzimos outros assobios no seu repertório e depois assobios identificativos de populações diferentes - animais que eles nunca tinham visto", explicou Janik.



Os investigadores descobriram que os golfinhos apenas respondem ao seu próprio som, repetindo o seu som de volta. A equipa acredita que os golfinhos são como os humanos: quando ouvem o seu nome, respondem.



Janik diz que esta capacidade deverá ter sido desenvolvida para ajudar os animais a manterem-se junto do grupo no seu vasto habitat subaquático.



"A maioria do tempo, eles não se veem, não conseguem usar o olfato debaixo de água... e não costumam ficar na mesma zona, por isso não têm ninhos ou tocas às quais possam regressar", acrescentou.



Os cientistas acreditam ser a primeira vez que esta capacidade é confirmada num animal, embora haja estudos que sugerem que algumas espécies de papagaios usam sons para identificar outros indivíduos no grupo.



Janik explica que compreender como esta capacidade se desenvolveu em diferentes grupos de animais poderá ajudar a perceber como a comunicação se desenvolveu nos humanos.

Confiamos mais nos cães do que nas pessoas

11/07

2013

às 19:43

Um estudo pioneiro divulgado esta semana revela que 63% dos donos de animais de estimação revelam aos seus cães coisas que não confidenciam a mais ninguém.



“Normalmente, o que mais valorizamos numa pessoa é a fidelidade e a confidencialidade. São aspetos muito importantes. Isto é o que faz com que, de uma forma inconsciente, falemos de assuntos pessoais com os nossos cães, porque sabemos que gosta de nós, que nos é fiel e guarda segredo”, explicou ao jornal espanhol La Vanguadia Jaume Fatjó, diretor da Cátedra Fundación Affinity Animales y Salud do Departamento de Psiquiatria da Universidade Autónoma de Barcelona.



Este estudo demonstro que as mascotes são muito mais do que uma simples companhia. “O vínculo entre a pessoa e o animal chega a ser tão profundo que 8 em cada 10 inquiridos afirma que o cão é o motivo pelo qual se levanta todos os dias”, continuou o mesmo investigador.



O estudo reforça a ideia de que conviver com um cão ou um gato tem benefícios. A grande maioria dos inquiridos – mais de 75% - declarou que ocupar-se do cão é uma tarefa fácil.



Outro dado relevante é que os donos de cães vão menos 15% ao médico. No caso dos homens, os resultados obtidos são, no mínimo, surpreendentes, já que aqueles que têm uma mascote apresentam menos colesterol e a tensão arterial mais baixa. No caso das mulheres, esses benefícios verificam-se sobretudo a partir dos 40 anos.



“Uma explicação pode ser o facto de que as pessoas que têm cães passeiam mais, caminham mais, convivem mais... “, sustenta Jaume Fatjó. “Também está demonstrado que quando passamos a mão pelo pêlo do cão, a tensão arterial baixa, relaxamos”.

Baratas alemãs aprendem a evitar armadilhas com açúcar

26/05

2013

às 15:36

As baratas alemãs castanhas, que vivem em casas e escritórios em todo o mundo, aprenderam a detetar e evitar o tipo de açúcar frequentemente utilizadas em armadilhas, segundo um estudo divulgado na quinta-feira pela Science, nos EUA.


Estudos dedicados às baratas alemãs, que estão em todos os lugares habitados por humanos, realizados nos Estados Unidos, Rússia, Porto Rico e Coreia do Sul, comprovam que estes insetos finos e pequenos detetam glicose e não o ingerem.


Uma aparente indiferença às armadilhas com doces começou a ser observada no início dos anos 1990, cerca de sete a oito anos depois de começarem a ser de uso generalizado, disse o investigador Coby Schal, da Universidade do Estado da Carolina do Norte.


Para fazer o estudo, Shal e os colegas deram doce de geleia a vários grupos de insetos e filmaram a sua reação.


"Eles voltam como se tivessem apanhado um choque elétrico. É um comportamento muito, muito claro. Eles simplesmente recusam-se a ingeri-lo", disse.


"Mostrámos que as baratas podem aprender muito bem. Elas podem associar a punição ao provar glicose com o cheiro da armadilha", acrescentou o professor de entomologia.


Este estudo concluiu que as baratas evoluíram muito rapidamente e que as novas gerações herdaram uma aversão genética à glicose.


"Este é um fenómeno global, não é restrito dos EUA", acrescentou.


Para o investigador, estes insetos acabam por ser um grande problema, uma vez que são muitas vezes os responsáveis por doenças alérgicas e asmas e são portadores de salmonelas.


A barata alemã representa apenas uma das cerca de 5 mil espécies de baratas existentes e, segundo o cientista, a humanidade só teria a ganhar se se livrasse dela para sempre, já que apenas transmite doenças e não tem funções ecológicas fora das habitações e construções.


Em contrapartida, realça que outras espécies de baratas podem ser úteis, servindo de alimento no deserto ou na polinização de plantas das florestas húmidas.

Baleia azul rastreada pelo seu canto

27/03

2013

às 15:23

Um grupo de cientistas liderado por australianos rastreou pela primeira vez baleias azuis na Antártida, através do uso de tecnologia acústica para seguir o seu canto, informou hoje o governo.


A baleia azul, o maior animal do planeta, é raramente detetada no Oceano Antártico, mas um grupo de investigadores conseguiu localizar e marcar alguns destes mamíferos pelos sons que emitem.


O ministro do Ambiente, Tony Burke, disse que os investigadores, que passaram sete semanas a trabalhar em pequenos barcos no gelo do Antártico, ficaram seduzidos pelo comportamento das baleias.


"A baleia azul do Antártico pode ter até 30 metros de comprimento e pesar até 180 toneladas, só a sua língua é mais pesada do que um elefante, e o seu coração é tão grande como um carro pequeno", disse Burke. "Mesmo o maior dinossauro era mais pequeno do que a baleia azul", acrescentou.

Os cientistas recolheram 23 biopsias e colocaram transmissores de satélite em duas baleias azuis Burke disse também que o estudo prova que não é necessário matar baleias para conduzir pesquisas científicas, numa referência à caça aos cetáceos do Japão no Antártico, alegadamente realizada em nome da investigação científica.

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Encontrada centopeia com 750 patas

21/11

2012

às 20:50

 

Um investigador americano descobriu na Califórnia o animal com o maior número de patas alguma vez visto: nada mais nada menos do que 750. O recorde pertence a uma centopeia (lllacme plenipes) que se julgava estar extinta. O último exemplar foi visto em 1928, segundo a National Geographic.



De acordo com Paul Marek e os seus colegas da Universidade do Arizona, nos EUA, as fêmeas têm até 750 patas e os machos cerca de 550. A maioria das outras espécies de centopeias tem entre 80 a 10 patas.



Paul Marek diz que estes animais “têm um certo estatuto mítico”. Intrigado com estas centopeias, em 2005, começou a procurá-las num terreno em São Francisco, Califórnia. Durante três anos, Marek e a sua equipa recolheram 17 espécimes em rochas de arenito.



Uma vez que estes antrópodes vivem no subsolo, acabaram por desenvolver garras, que os ajudam a agarrar-se às rochas subterrâneas. Desenvolveram ainda uma antena que as ajuda a descobrir o caminho no escuro. Os pelos do corpo produzem uma espécie de seda, criando, assim, a sua própria “roupa”.

Castração de burros e cavalos torna-os mais fáceis de domesticar

18/11

2012

às 17:37

 

O secretário técnico da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) afirmou hoje, em Miranda do Douro, que a castração de burros e cavalos torna os animais mais dóceis para quem os maneia em diferentes atividades.



"Com a experiência que fomos adquirindo com burros não castrados, devem ter apenas uma função reprodutora, já que se trata de animais com muito instinto e muito vivos. Muitas vezes quem compra burros não tem a experiência para domesticar um animal desta natureza e podem surgir problemas graves para quem os utiliza no dia-a-dia ", explicou hoje à Lusa, Miguel Nóvoa.


 

O responsável falava durante uma formação que decorreu em aldeias do concelho de Miranda do Douro e que juntou técnicos da AEPGA, veterinários e agricultores.


 

Na iniciativa foram apresentadas as razões para utilizar a técnica de castração em equídeos e asininos sem que os animais tenham qualquer espécie de sofrimento.


 

"Aconselhamos a quem adquire um burro inteiro que recorra à sua castração, para que o animal se torne mais dócil e mais fácil de domesticar, para assim poder desempenhar as suas funções na agricultura, já que quem tem burros são muitas das vezes pessoas com idade avançada e que não têm pulso para os segurar, já que se trata de animais espúrios", acrescentou o veterinário.


 

Por outro lado, o secretário técnico da AEPGA pretende que fiquem inteiros "os melhores reprodutores" e que mais se enquadram no padrão da raça asinina mirandesa, para assim fazerem a cobrição da fêmeas inscritas no Livros Genealógico da Raça do Burros Mirandês e haver a melhoria da genética dos animais, para assim serem mais valorizados.


 

"Esta cirurgia é feita aos testículos do animal, sendo efetuada sempre com a salvaguarda da saúde e o bem-estar do visado, onde são aplicadas as mais recentes técnicas cirúrgicas e recorrendo sempre a uma anestesia geral", disse Miguel Nóvoa.



Na opinião de Miguel Nóvoa o melhor período para a castração de um asinino ou equídeo é entre os 10 meses e os três anos.


Número de cagarros salvos este ano nos Açores diminuiu

16/11

2012

às 19:32

 

O número de aves marinhas salvas este ano, durante a campanha SOS-Cagarro, não chegou aos 2.000, devido à presença de menos animais no arquipélago, situação que está a ser estudada pelos cientistas.



Os números foram apresentados hoje, em conferência de imprensa, na cidade da Horta, pelo diretor regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, segundo o qual foram salvos apenas 1.987 cagarros, número inferior aos anos anteriores.



"Houve, de facto, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudos das Aves e segundo o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, um menor número de casais nidificantes no arquipélago este ano", sublinhou Frederico Cardigos.



Segundo explicou, "não se sabe" ainda as razões para esta quebra de cerca de um terço do número de aves marinhas que habitualmente procura os Açores para nidificar, mas de acordo com alguns investigadores, esta situação poderá estar relacionada com a existência de "menos comida" para as aves.



A comunidade científica está, entretanto, a tentar encontrar justificação para esta redução, porque os Açores têm um papel muito importante no desenvolvimento desta ave marinha, já que, cerca de 75% da população de cagarros existente em todo o mundo, nidifica nas ilhas.



Frederico Cardigos entende que este facto vem realçar ainda mais a importância da campanha SOS-Cagarro, que todos os anos junta centenas de voluntários, instituições, empresas e particulares, que recolhem os animais caídos na estrada, encadeados pela iluminação pública e pelas luzes dos automóveis.



O diretor regional dos Assuntos do Mar considera também que a redução da iluminação pública e do trânsito automóvel nalgumas artérias durante a noite, terá permitido que muitos tenham regressado ao mar sem necessitar da ajuda do homem.



São Jorge, São Miguel, Pico e Faial, foram as ilhas onde se registou maior número de salvamentos este ano, durante o período da campanha, que decorreu de meados de outubro a meados de novembro.

Conheca Fígaro, a catatua que fabrica ferramentas

06/11

2012

às 20:30

 

Uma catatuta-de-tanimbar criada em cativeiro chamou a atenção dos investigadores das Universidades de Oxford (Inglaterra) e de Viena (Áustria) por ter a capacidade de fabricar e utilizar ferramentas, o que nunca foi visto na sua espécie em estado selvagem. De forma espontânea, Fígaro, assim se chama a ave, utiliza o bico para cortar pequenos pedaços de madeira que usa para chegar à comida ou outros objetos, conta o jornal espanhol ABC.



Não está ainda clara a forma como a catatua descobriu a forma de cortar e de utilizar os instrumentos, mas os investigadores consideram que esta sua capacidade só demonstra o muito pouco que ainda sabemos sobre a evolução do comportamento inovador e da inteligência.



“Durante um dos nossos períodos de observação diários, Fígaro estava a brincar com uma pequena pedra. Num desses momentos, colocou-a entre a malha da gaiola e a pedra acabou por cair, ficando fora do seu alcance. Depois de umas tentativas falhas de tentar apanhá-la com as garras, pegou num pau e começou a puxar a pedra”, contou Alice Auersperg, da Universidade de Viena, que coordenou o estudo.



Para prosseguir com o estudo, os cientistas colocaram uma noz no local da pedra. Fígaro começou a picar um pedaço de madeira até conseguir um pau com o tamanho e a forma apropriados para servir de ferramenta e poder arrastar a noz.



O professor Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, acredita que, quando não é habitual uma espécie utilizar ferramentas, os indivíduos que são “curiosos, bons solucionadores de problemas e grandes cérebros, podem esculpir ferramentas de forma a satisfazer a sua nova necessidade”.

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Elefante coreano aprende a imitar fala humana

02/11

2012

às 18:59

 

Foto: AFP/Kim Jae-Hwan

Um elefante de um jardim zoológico da Coreia do Sul aprendeu a imitar a fala humana e a pronunciar algumas palavras, divulgou hoje um grupo de cientistas.



Koshik, um elefante asiático com 22 anos, recebe os visitantes do jardim zoológico Everland em Yongin, a sul de Seul, com palavras em coreano que significam "bom" ou "deita-te".



O elefante consegue igualmente imitar sons que são parecidos com as palavras "olá", "não" ou "senta-te", segundo a equipa de cientistas sul-coreanos e europeus que estão a estudar as vocalizações do mamífero.



Os elefantes não podem utilizar os lábios para emitir sons como os seres humanos, porque têm uma tromba em vez de lábios e um trato vocal de dimensões superiores. Mas o elefante Koshik consegue formar as palavras ao enrolar a trompa e ao introduzi-la na boca.



Os investigadores afirmaram que não conseguem determinar, até ao momento, como o elefante adquiriu esta habilidade, mas disseram acreditar que Koshik terá desenvolvido esta capacidade com o tratador que o acompanha há cerca de 19 anos, Kim Jong-gap.



"Os únicos laços sociais de Koshik são com o tratador e pensamos que ele aprendeu e reproduziu as palavras para reforçar a ligação de confiança com Kim", explicou Oh Suk-hun, veterinário do jardim zoológico Everland que estudou o comportamento do mamífero com cientistas da universidade de Viena (Áustria) e de Jean (Alemanha).



Koshik nasceu em 1990 num jardim zoológico perto de Seul. O elefante chegou ao jardim zoológico Everland com três anos.



"Koshik é como se fosse o meu bebé, porque cuido dele desde que chegou", afirmou Kim Jong-gap, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.



"Dormi ao pé dele durante um mês dentro de um saco-cama, quando comecei a cuidar dele, é por isso que somos muitos próximos, ao ponto de ele ter começado a imitar a minha voz", acrescentou o tratador.

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Fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos quando acasalam com vários machos

15/10

2012

às 14:49

 

As fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos e mais coloridos quando se reproduzem com vários machos, pois o corpo "escolhe" o mais compatível, característica que pode aplicar-se na melhoria da aquicultura, concluiu um investigador português.



Miguel Barbosa, investigador do Scottish Oceans Institute (Instituto Escocês dos Oceanos) da Universidade de St. Andrews, na Escócia, explicou à agência Lusa que se "pensava que um macho era suficiente para a fêmea ter os ovos todos fertilizados e que não havia qualquer razão para uma fêmea procurar um segundo ou terceiro macho".



As fêmeas que se reproduzem com vários machos produzem bebés mais coloridos e em maior número, ou seja, "67% mais bebés do que uma mãe guppy que tenha só um macho", referiu.



No decorrer do trabalho do seu grupo de cientistas, conclui-se que "a fêmea que se reproduz com vários machos tem ao dispor diferentes tipos de esperma e o melhor vai fertilizar os ovos".



Essa escolha "decorre dentro do corpo da fêmea, depois de haver a reprodução", especificou Miguel Barbosa.



A característica de qualidade do guppy pai passa para os filhos e fica também aberta a hipótese de evitar a incompatibilidade genética entre os progenitores.



O investigador defendeu que "uma boa aplicabilidade [deste conhecimento] é nas aquaculturas", onde há o problema da consanguinidade dos peixes, que se reproduzem entre si.



Na reprodução entre elementos muito familiares as probabilidades de não gerarem bebés saudáveis é enorme, frisou.



Assim, "pode ser feita inseminação artificial com esperma de vários machos e combate-se a probabilidade de o esperma de um só macho ser incompatível com as características genéticas da fêmea", sugeriu.



Como resultado, as unidades de produção de peixe em cativeiro obtinham "mais peixe e de mais qualidade", por exemplo, no que respeita a textura da carne, concluiu o investigador.



E Miguel Barbosa vai um pouco mais longe ao dizer que, se se souber qual a melhor compatibilidade genética para a fêmea, é possível encontrar o "macho perfeito" e maximizar a produção.

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Tartaruga chinesa urina pela boca

11/10

2012

às 20:08

 

Cientistas da Universidade Nacional de Singapura concluíram que a tartaruga chinesa de carapaça lisa urina... pela boca. O animal tem o hábito de submergir a cabeça quando as poças de lama secam, pelo que nessas ocasiões urina pela boca.



Para realizar esta investigação, cujos resultados foram publicada na revista Experimental Biology e citados pelo jornal espanhol ABC, os cientistas compraram vários exemplares destas tartarugas (Pelodiscus sinensis) no mercado de China Town e colocaram-nas de baixo de água durante seis dias.



Durante esse período, a equipa mediu a quantidade de ureia na urina e verificaram que apenas 6% da ureia produzida pelas tartarugas era excretada pelos rins.



Depois, retiraram-nas da água e colocaram-nas em poças onde os animais podiam submergir a cabeça até um máximo de 100 minutos. Também mediram a quantidade de ureia expelida e verificaram que, nestes casos, era 50 vezes mais alta.



Quando os investigadores injetaram ureia nas tartarugas e mediram os níveis de concentração no sangue e na saliva, concluíram que na boca era 250 vezes mais elevada.



Os cientistas ainda não sabem por que razão isto acontece, mas julgam poder estar ligado ao ambiente salino em que vivem.

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Gatos que pedincham comida sofrem de distúrbios psicológicos

19/08

2012

às 16:12

Um estudo publicado no Journal of Veterinary Behaviour, citado pelo jornal britânico Telegraph, concluiu que os gatos que estão sempre a pedir comida podem sofrer de um distúrbio psicológico.



Os donos tendem a pensar que os miados e os roçares nos seus tornozelos são sinais de afeto ou de fome, mas os veterinários que conduziram esta investigação dizem que estes animais tornaram-se tal ponto obsessivos com a comida que podem sofrer de insanidade.



Os médicos veterinários alegam que os animais que estão sempre muito ansiosos por serem alimentados podem sofrer do recém-diagnosticado “comportamento psicogénito anormal alimentar”. E o comportamento que desenvolvem designa-se por “excessiva solicitação de interações inter-específicas”.



De acordo com os autores do estudo, outros dos sintomas que os gatos podem apresentar são “agressividade relacionada com a comida” (roubar comida da tigela de outros gatos) e “apetite excessivo em contexto específico” (saltar para a mesa para comer do prato do dono).



Um dos tratamentos sugeridos é o de proibir o gato de estar no local onde o dono está a comer. Aos poucos, poderá depois voltar a ser reintegrado nos horários das refeições do dono, mas este nunca lhe deve dar comida do seu próprio prato.



Os médicos veterinários estudaram o comportamento de Otto, um gato siamês de oito meses, que saltava para cima dos donos quando estes estavam a preparar as refeições e tentava comer dos tachos e que também tirava comida da tigela de outros gatos.



Conseguiram alterar o comportamento de Otto apenas alimentando-o e acariciando-o em determinadas alturas do dia e ignorando-o o resto do tempo.



Paolo Mongillo, da Universidade de Pádua, em Itália, que coordenou o estudo, explicou: “A não ser que o gato seja realmente irritante, a maioria dos donos não se queixa. Se se alimenta o gato com comida do nosso prato, mesmo que seja apenas uma vez, ele vai pensar que se pedincharem por mais, o dono vai dar-lhe mais”.



O mesmo médico adiantou que estes “distúrbios alimentares” podem estar relacionados com problemas ligados ao stress, tal como acontece com os seres humanos.

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Parasita do gato aumenta probabilidade de humanos cometerem suicídio

18/08

2012

às 16:13

 

Um parasita encontrado nos gatos está a provocar alterações no cérebro humano, podendo conduzir as pessoas a cometerem suicídio, revela um estudo científico citado pelo jornal britânico Daily Mail.



Os investigadores demonstraram que os homens e mulheres infetados com um parasita que se forma no estômago dos gatos e que se infiltram nos cérebros humanos têm sete vez mais probabilidade de tentarem o suicídio.



Acrescentam que o Toxaplasma gondii interfere na química do cérebro humano. Identificar as pessoas que estejam infetadas pode ajudar a prevenir o suicídio.



O parasita, transportado por muitos cidadãos britânicos, tem um ciclo de vida complexo, mas só consegue reproduzir-se dentro dos gatos. Os ovos microscópicos são libertados através das fezes dos animais, espalhando-se pelo ambiente à volta.



Cerca de um terço da população mundial está infetada com o parasita, normalmente, devido ao consumo de carne mal cozinhada, como a de porco, vaca e veado, e a ingestão de água contaminada.



Lena Brundi, da Universidade do Michingan, nos EUA, lembra que o parasita já anteriormente tinha sido relacionado com o aparecimento de cancros no cérebro, esquizofrenia e transtornos de personalidade.



Com esta nova descoberta, adianta Lena Brundi, será possível desenvolver novos tratamentos para prevenir suicídios”.


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