Britânico condenado a prisão por ter baleado o próprio cão

29/08

2013

às 20:09

Um britânico foi condenado a 20 semanas de prisão em Northampton por ter baleado o próprio cão por seis vezes e o ter deixado a morrer numa vala.



Segundo a edição britânica do jornal Metro, Marc Turnbull, de 38 anos, também bateu no animal com uma pá, alegando que esta era a sua única opção, uma vez que não conseguia encontrar outro lar para o cão.



Rocky foi encontrado numa vala na A5, perto de Weedon, em Northampstonshire, no dia 21 de abril. Foi encontrado por um transeunte três dias depois. Tinha vários ferimentos, incluindo um orifício de bala na cabeça.



Sobre Marc Turnbull prendiam três acusações de maus tratos a animais. O homem foi identificado através do michochip de Rocky.



O animal recuperou e encontrou uma nova família.

Militar israelita cozinha pássaro vivo

19/07

2013

às 15:35

O Exército israelita está a investigar um vídeo publicado na Internet em que se vê um soldado fardado a colocar um pássaro vivo dentro de uma panela com água a ferver.



Segundo o jornal espanhol El Mundo, citando o site israelita de notícias Maariv, um grupo de defensores dos direitos dos animais conseguiu identificar o militar depois de partilhar o vídeo nas redes sociais.



“Este vídeo mostra um grave incidente que não representa os valores das Forças de Defesa israelitas”, disse o Exército em comunicado, confirmando a abertura de uma investigação por parte da polícia militar.

Polícia moçambicana pondera utilizar cães no combate ao narcotráfico

10/07

2013

às 16:22

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete anunciou hoje que está a estudar a possibilidade de usar cães para ajudar a detetar droga, sobretudo em camiões oriundos de outros países que atravessam aquela província.



Segundo o porta-voz da PRM de Tete, Luís Núdia, está a crescer o número de camiões oriundos de outros países que transportam droga, mas estes casos só são detetados em caso de acidente do veículo.



O caso mais recente ocorreu na semana passada, quando um camião oriundo do Malauí e que tinha como destino a África do Sul se despistou e capotou, tendo a polícia encontrado cerca de 250 quilogramas de canábis dentro de sacos de feijão.



Luis Núdia explicou que o facto de os camiões passarem com as mercadorias seladas dificulta a fiscalização e que favorece aos traficantes que usem a província de corredor para o transporte de objetos ilícitos para outros países.



"As convenções internacionais não permitem que nós abramos mercadorias seladas vindas dos outros países que passam pela nossa província e esta situação faz com que os transportadores desonestos misturem drogas em outras mercadorias, disse o porta-voz.


0 comentários

Donos "chegam a chorar" às associações por não terem comida para os animais

05/07

2013

às 14:53

As associações zoófilas são cada vez mais solicitadas por donos que "chegam a chorar" por não terem dinheiro para alimentar os animais e que assumem não terem comida para eles próprios, denunciou a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais.


A Presidente da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LPDA), Maria do Céu Sampaio, disse à agência Lusa que a situação tem vindo a agravar-se nos últimos dois anos, mas que está a atingir "proporções nunca vistas".


O desemprego, a perda de casa por incumprimento com o banco e a emigração forçada são algumas das razões que contribuem para cada vez mais pessoas não conseguirem manter os seus animais.


Maria do Céu Sampaio enumerou ainda o aumento do IVA na comida para animais e nos cuidados veterinários como fator que contribuiu para o afastamento de cada vez mais pessoas destes cuidados fundamentais para os animais.


A situação levou a LPDA a criar uma solução para os casos mais graves e de comprovada insuficiência económica que consiste na oferta de comida para os animais de donos que não podem assegurar estas despesas.


"Temos uma campanha que funciona em casos de muita e comprovada gravidade e que consiste no encaminhamento de dádivas de empresas de comida para animais para os mais necessitados", disse. Maria do Céu Sampaio reconhece que esta é "uma gota de água" e que "não chega a todo o país".


A "falta de apoios" também tem dificultado a ação destas associações, que têm assistido, com "preocupação", a uma cada vez mais frequente oferta de donativos a particulares.


"Algumas pessoas fazem o possível e o impossível para ajudar os animais e sabemos que aplicam nesta ajuda os donativos que recebem. Mas há outras que ninguém sabe o que fazem", denunciou.


Por esta razão, a presidente da Liga defende que quem queira ajudar se filie em associações, de modo a que o rasto dos donativos possa ser seguido.


Uma dessas associações, a União Zoófila (UZ), estima que todos os anos sejam abandonados 10 mil animais domésticos em Portugal.


"Há 500 mil animais à espera de dono em Portugal. Há 40 associações com abrigo em Portugal - sobrelotadas", adianta a UZ, que funciona em Lisboa, onde acolhe 500 cães e 200 gatos que foram abandonados e vivem "à espera de donos responsáveis".


Contra o abandono e os maus tratos a cães e gatos a UZ apresenta sábado uma campanha com o tema "Este Verão, não deixe para trás quem nunca o abandonaria".


O lançamento desta campanha acontece numa altura em que "muitas famílias partem para férias deixando os seus animais para trás". Para marcar a iniciativa, os voluntários da UZ vão participar numa ação de rua que aborda a temática do abandono e dos maus tratos.


0 comentários

Espanhol condenado a três meses de prisão por matar cadela a pontapé

28/06

2013

às 15:27

Um tribunal madrileno condenou, esta semana, um homem a três meses de prisão por ter morto a cadela com um pontapé, noticiou a imprensa espanhol. Foi a primeira vez que em Espanha alguém foi detido e se iniciou um procedimento criminal por maus trato a um animal.


De acordo com o jornal “El Mundo”, no dia 5 de junho de 2008, David F.L. deu um forte pontapé a Chula, na altura com seis meses, por ter defecado em casa. A agressão provocou lesões graves no fígado da cadela.


Ao ver o sofrimento do animal, a namorada e a sogra levaram-na ao médico veterinário. Na clínica, Chula foi estabilizada, mas devido ao seu delicado estado de saúde, foi transportada para uma clínica com outros meios de intervenção. Contudo, a cadela acabaria por morrer, devido a uma rutura hepática de origem traumática.


A associação protetora dos animais “El Refugio” intentou uma ação em tribunal contra David F. L., que culminou agora na sua condenação. O homem, que se declarou culpado perante o juiz, fica também inibido de exercer qualquer profissão ou atividade relacionada com animais ou de comprar/vender animais por um período de dois anos, segundo o jornal mexicano “Excelsior”.


A pena de prisão está suspensa durante dois anos, desde que o homem não cometa qualquer crime. Caso contrário, será de imediato executada.


Nacho Panuero, presidente de “El Refúgio”, considera a sentença “um passo de gigante na defesa dos direitos dos animais em Espanha”.

Japão vai defender legalidade da caça à baleia no Tribunal de Haia

25/06

2013

às 14:39

O Japão vai defender, esta semana, no Tribunal de Haia que a caça da baleia para fins científicos na Antártida se encontra em conformidade com as leis internacionais, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros nipónico, Fumio Kishida.


O chefe da diplomacia do Japão falava aos jornalistas na véspera da primeira audiência do caso levado ao Tribunal Internacional de Justiça, órgão judicial máximo da ONU, pela Austrália, em 2010.


A delegação australiana usará da palavra nas próximas quarta e sexta-feira, enquanto a japonesa falará a 2 e 4 de julho, prevendo-se uma segunda 'ronda' de alegações entre 9 e 16 de julho.


O Governo australiano considera que o Japão, um dos seus principais parceiros comerciais, captura cetáceos na Antártida com fins comerciais, pelo que viola a Convenção Internacional de Regulação da Caça de Baleias.


"Nas nossas alegações, tentamos deixar claro que as caças de baleias fazem parte de investigações científicas e que se levam a cabo de uma forma completamente legal, ao abrigo do artigo 8.º da Convenção", disse Fumio Kishida, em declarações citadas pela agência Kyodo.


Os japoneses caçam baleias desde 1987 alegando uma suposta finalidade científica para investigar o modo de vida e conteúdo do estômago dos mamíferos e as suas expedições à Antártida são conduzidas pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos.


Nos restaurantes japoneses vende-se carne de baleia, ainda que o consumo tenha sofrido uma forte quebra nos últimos anos, atingindo em 2009 pouco mais de 4.200 toneladas, quando em 1962 chegava às 230 mil.


O Japão deixou a caça à baleia em 1986 devido a uma moratória internacional, mas retomou a atividade um ano depois sob o chapéu de um programa com fins científicos autorizados pela Comissão Baleeira Internacional, num ato que desencadeou ceticismo por parte de muitas associações e países.


O Japão deu por concluída a temporada de caça de baleias no Oceano Antártico, tendo sido, no total, caçados 103 cetáceos, muito abaixo dos 266 do ano passado, principalmente por causa do bloqueio e contestação de associações ou organizações como a Sea Shepherd.


O número de baleias capturadas nesta campanha foi o mais baixo desde 1987.


0 comentários

Polícia tailandesa descobre 14 leões brancos numa casa em Bangkok

10/06

2013

às 17:03

 

Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters

A polícia tailandesa anunciou hoje ter descoberto mais de 200 animais selvagens vivos, incluindo macacos, tartarugas e 14 leões brancos, numa busca a uma habitação na capital Bangkok.   Segundo noticia a AFP, na sequência da operação policial, dois homens tailandeses, um deles proprietário de uma loja de animais no popular mercado de Chatuchak, foram acusados de tráfico ilegal de animais selvagens.  Caso venham a ser considerados culpados, os indivíduos poderão ser condenados a uma pena que pode atingir os quatro anos de prisão e uma multa de 1.300 dólares.   "Recebemos uma queixa por parte dos vizinhos relativamente ao mau cheiro e, após investigação, descobrimos os animais ali escondidos", afirmou à AFP uma fonte policial.   Segundo a fonte, os leões deverão ter entrado no país através de autorizações emitidas com vista à sua venda para parques zoológicos, mas terão acabado por ser negociados com compradores particulares.   Os dois suspeitos negaram estar envolvidos em qualquer negócio ilegal de animais selvagens, sendo que um deles foi considerado culpado deste crime há cerca de quatro anos.   Segundo a polícia tailandesa, assim que o processo judicial termine, alguns dos animais deverão ser devolvidos à vida selvagem, enquanto outros serão encaminhados para jardins zoológicos.   A Tailândia é conhecida como um 'hub' no tráfico internacional de animais selvagens, na sequência da forte procura, na Ásia, de animais de estimação invulgares e de remédios tradicionais elaborados a partir de animais.

 

0 comentários

Uso de pesticidas que afectam abelhas com restrições a partir de 1 de dezembro

24/05

2013

às 14:53

A Comissão Europeia adotou hoje a restrição do uso de três pesticidas por serem prejudiciais para a população de abelhas na Europa e que entra em vigor no dia 1 de dezembro.


Os pesticidas em causa - clotianidina, imidaclopride e tiametoxame, da família dos neonicotinóides - são normalmente utilizados no tratamento no tratamento de plantas e cereais que atraem as abelhas e os polinizadores.


A decisão foi tomada, assegurou o comissário europeu para a Saúde, Tonio Borg, "com base no número de riscos identificados no parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos".


A restrição dos três pesticidas "constitui mais uma etapa no sentido de garantir um futuro mais saudável para as nossas abelhas, dado que elas assumem dois papéis importantes: não só produzem mel, como também desempenham a função essencial de polinizadoras", disse ainda o comissário.


As restrições são aplicáveis na agricultura: tratamento de sementes, aplicação no solo (grânulos) e tratamento foliar de plantas e cereais (com exceção dos cereais de inverno) que atraem as abelhas.


Bruxelas prevê uma exceção para a possibilidade de tratar culturas que atraem abelhas em estufas e em campos ao ar livre apenas após a floração.


Para cumprirem as restrições da UE, os Estados-membros devem retirar ou alterar as autorizações existentes até 30 de setembro de 2013, podendo permitir as existências até 30 de novembro, sendo responsáveis por assegurar que as restrições são corretamente aplicadas.


Os pesticidas têm sido identificados como um dos vários fatores que podem ser responsáveis pelo declínio do número de abelhas.


Outros fatores incluem parasitas, outros agentes patogénicos, falta de medicamentos veterinários ou, por vezes, a sua utilização indevida, a gestão da apicultura e fatores ambientais, tais como a falta de habitat e de alimentos e as alterações climáticas.

0 comentários

Autoridades chinesas investigam a morte de centenas de cães e porcos

17/04

2013

às 19:26

A morte misteriosa de centenas de porcos e cães, cujos cadáveres foram descobertos na cidade de Yanshi, no centro da China, está a ser investigada pelas autoridades chinesas, informaram hoje fontes oficiais.


As autoridades de saúde e a polícia chinesa deram hoje início a uma investigação que visa apurar as causas de morte de 410 porcos e 122 cães, cujos restos mortais foram encontrados numa aldeia situada na cidade de Yanshi, província de Henan (centro), refere uma nota oficial citada pela agência noticiosa francesa AFP.


Estas mortes acontecem um mês depois de as autoridades chinesas terem encontrado mais de 16.000 porcos no principal rio de Xangai.


Na nota, citada pela AFP, especialistas em gado excluem que os porcos e cães agora descobertos possam ter sucumbido a uma epidemia animal ou à nova estirpe da gripe aviária H7N9.


Todas as fábricas de produtos químicos nas áreas limítrofes ao local receberam ordens para suspender as suas atividades, estando os proprietários impedidos de deixar o local até o fim da investigação, adianta o mesmo documento.


Alguns habitantes da aldeia, citados pela agência estatal chinesa Xinhua, afirmaram ter sentido um "fedor extremamente forte" na segunda-feira e apontam o dedo a uma central química próxima.


Na cidade de Yanshi vivem 558.800 pessoas, segundo números do governo chinês citados pela AFP.

0 comentários

Atividades com animais protegidas por regulamento municipal em Viana

16/04

2013

às 20:39

Atividades como comércio, guarda, criação e espetáculos com animais vão passar a necessitar de autorização municipal em Viana do Castelo, segundo prevê um regulamento aprovado pelo executivo local, consultado hoje pela Lusa.


O Regulamento Municipal de Proteção de Animais, proposto e já aprovado pela maioria socialista naquela autarquia, prevê que a autorização municipal para várias atividades "só poderá ser concedida se os competentes serviços municipais verificarem que as condições previstas na Lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais são cumpridas".


O documento representa uma transposição, na forma de regulamento municipal - que carece ainda de aprovação em Assembleia Municipal e que será submetido a consulta pública -, da legislação sobre "a proteção dos animais contra a ação do homem", a qual "define a competência das Câmaras Municipais para autorização de diversas atividades que envolvem animais".


Esta regulamentação ainda não tinha sido transposta para a forma de regulamento em Viana do Castelo, o que acontece agora, meses depois de a autarquia não ter conseguido travar - em agosto de 2012 - a realização de uma tourada no concelho, após decisão do tribunal.


Precisamente um dos efeitos práticos deste regulamento passará pela proibição municipal de realização de espetáculos tauromáquicos, também tendo em conta a declaração de cidade "antitouradas" de 2009 por parte do executivo camarário, a primeira do género em Portugal.


Este regulamento admite "preocupações particularmente incisivas" na defesa dos direitos dos animais "quando se trata de espetáculos públicos", tendo em conta que "a manutenção daquelas práticas nestes contextos pode tornar-se uma forma de as eternizar, criando novos adeptos e públicos, de práticas e costumes não consentâneos com a cultura vigente e predominante".


Define ainda que a utilização de animais "em quaisquer espetáculos ou eventos congéneres", deverá respeitar a legislação sobre a defesa e bem-estar dos animais, sendo "por conseguinte proibidos os espetáculos em que se inflijam sofrimento ou lesões aos animais". Inviabilizando desta forma a realização de touradas no concelho.


Além disso, o regulamento acrescenta que a realização de espetáculos públicos que utilizem animais "carece de prévia autorização" da Câmara, mediante a apresentação de um requerimento. Entre outros aspetos, esse pedido deverá descrever "as condições que garantam o bem-estar dos animais, quer no período que antecede a intervenção no espetáculo quer no decurso do mesmo e no período de recolha, após o espetáculo". A autorização será "precedida" de uma vistoria por parte do Serviço Municipal de Veterinária.


O regulamento estabelece que atividades como a exploração do comércio de animais; guarda de animais mediante remuneração; criação de animais para fins comerciais; aluguer de animais; utilização de animais para fins de transporte e exposição ou exibição de animais com fins comerciais passam a necessitar de autorização municipal.

0 comentários

Animais domésticos ameaçados por armadilhas ilegais na Covilhã

03/04

2013

às 16:36

Foto: Orlando Almeida/Global Imagens

 

Animais domésticos estão a ser ameaçados por armadilhas ilegais e agredidos por desconhecidos, denunciou hoje a Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã.


Em dois casos foi apresentada queixa junto da GNR, o primeiro há cerca de meio ano e o último há duas semanas, mas há mais situações: "o problema é recorrente", disse à agência Lusa a presidente da associação, Lara Campos.


As armadilhas são feitas com laços dissimulados no campo, "usados ilegalmente para caçar javalis" e que acabam por capturar tudo o que por ali passa, descreve.


As duas situações em que foram apresentadas queixas aconteceram na Barroca do Zêzere, Fundão, e na zona das Minas da Panasqueira, Covilhã. Os cães regressaram a casa com marcas das armadilhas e de agressões, segundo análise do veterinário que os tratou.


De acordo com Lara Campos, a população tem identificado "um determinado caçador na zona, que usa laços para javalis" e que quando apanha um cão "pega num machado e fere o animal".


Bruno Gonçalves, comandante da GNR do Fundão, confirmou à agência Lusa que, apesar de o assunto ser comentado, "só foram apresentadas duas queixas" e que numa das situações "chegou a ser identificado um suspeito, mas o caso foi arquivado".


De acordo com os relatos de proprietários, já houve mais situações de animais que sofreram "ferimentos graves", bem como "escoriações que não precisaram de ajuda veterinária" e que estarão relacionados com as armadilhas, garante Lara Campos.


A responsável da Instinto alerta também para os casos "de cães que desaparecem", que podem estar associados à situação e às agressões.


Segundo Bruno Gonçalves, "a colocação de laços constitui crime" e é usada na região para apanhar "caça maior". Sempre que é detetado um laço "é feito um auto de notícia para tribunal" e aberto um inquérito, mas reconhece que o mais difícil é encontrar o autor.


A Instinto está a estudar com uma advogada a possibilidade de atuar de forma legal contra a colocação de armadilhas, mas já quanto aos casos específicos de cada animal, estes dependem sempre da queixa de cada proprietário, concluiu.


A Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã é instituição de direito privado, sem fins lucrativos, criada a 30 de julho de 2012 e que tem como objetivo promover a defesa dos direitos dos animais.

0 comentários

"Comprar um animal ameaçado é tão mau como matá-lo"

13/03

2013

às 14:23

A procura crescente de animais exóticos, como sapos venenosos, tartarugas ou chimpanzés, está a ameaçar algumas espécies de extinção, alertam especialistas e ativistas, que comparam a prática à caça ilegal de animais protegidos.


"Muitas pessoas não percebem que comprar um animal de estimação pode ter um grande impacto na conservação das espécies, de facto pode ter o mesmo impacto do que matar um elefante", alertou Chris Shepherd, da associação Traffic, numa altura em que delegados de 178 países discutem em Banguecoque o comércio e detenção de espécies ameaçadas de extinção.


Ao comprar um animal em vias de extinção, a pessoa está "a retirá-lo do mundo selvagem". "Matá-lo ou metê-lo numa jaula, do ponto de vista da conservação, tem exatamente o mesmo resultado", disse.


Pode até ser pior, alertam os especialistas, já que por cada animal numa loja ou numa casa - dos pequenos répteis aos chimpanzés -, dez outros poderão ter morrido na captura ou no transporte.


Segundo Shepherd, a procura de animais selvagens para serem usados como animais de estimação está a crescer e envolve um maior leque de espécies do que alguma vez se viu, pelo que a lista de espécies ameaçadas pelo comércio é maior do que nunca.


Os preços elevados, impulsionados por colecionadores na Europa, nos EUA e na Ásia, atraem grupos criminosos para o comércio ilegal de espécies ameaçadas.


Como parte dos esforços para inverter a tendência, a Convenção Internacional sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), a decorrer em Banguecoque, já aumentou a proteção de dezenas de tipos de tartarugas e cágados, mas estes estão longe de ser as únicas vítimas daquele comércio.


Aranhas, cobras, escorpiões, escaravelhos, aves exóticas e até felinos de grande porte estão entre as espécies procuradas e há hoje mais espécies no comércio de animais de estimação do que no comércio de carne e de medicamentos.


Ian Redmond, fundador da Parceria para a Sobrevivência dos Grandes Primatas (Grasp), celebridades como o ícone da música pop Michael Jackson, que tinha um chimpanzé chamado Bubbles, também têm culpas.


"Se fores um fã do Michael Jackson, porque não quererás imitá-lo?", disse, alertando que embora os primatas possam parecer felizes na televisão, é fácil perceber que não o são ao conhecer a complexidade da sua vida social em liberdade.


Além disso, defendeu o zoólogo Ron Orenstein, consultor da associação Humane Society International, as pessoas que compram estes animais não procuram um animal de companhia: "Colecionam-nos como selos e estão preparados para pagar preços elevados por um animal raro".


Por exemplo, a tartaruga de pescoço de cobra da ilha de Roti, altamente ameaçada, pode custar dois mil dólares o espécime, o que a torna ainda mais ameaçada.


"Porque é rara, torna-se ainda mais rara", ironizou Orenstein.


A mensagem de Shepherd para quem esteja a pensar comprar um animal sem ter garantias de que não foi roubado do mundo selvagem é clara: "É simples, não comprem".

0 comentários

Guardia Civil detém chinês suspeito de matar cão com uma vara

04/03

2013

às 16:12

A Guardia Civil espanhola acusou um homem de 52 anos, natural da China mas residente em Saragoça, do crime de maus tratos contra animais, uma vez que é suspeito de ter agredido um cão com uma vara até à morte numa área de serviço da AP-68, em Logroño.


O jornal espanhol ABC conta que o crime ocorreu no dia 28 de fevereiro, mas só hoje foi tornado público. Segundo aquela força policial, o animal era propriedade de um camionista, que tinha parado naquela área de serviço para proceder à manutenção do veículo.


Ao dar conta do desaparecimento do cão, foi procurá-lo, tendo-se deparado com o cidadão chinês. Ao aproximar-se, percebeu que o homem arrastava uma vara pelo chão e que, na outra mão, agarrava o seu cão pela patas, preparando-se para colocá-lo dentro de uma carrinha.


Nessa altura, o camionista tirou-se o cão das mãos. O suspeito ofereceu-lhe 20 euros pelo animal morto, mas quando percebeu que o camionista ia chamar a polícia, fugiu na carrinha. Acabou intercetado por uma patrulha na área de serviço próxima da localidade de San Asensio.


Em Espanha, o crime de maus tratos contra animais está previsto no artigo 337 do Código Penal: quem, por qualquer meio ou procedimento maltrate injustificadamente um animal doméstico ou amestrado, causando-lhe a morte ou lesões que danifiquem gravemente o seu estado de saúde, é punido com uma pena de prisão entre os três meses e um ano.

0 comentários

Alemanha proíbe sexo com animais

04/02

2013

às 15:35

O Bundesrat, o órgão constitucional da República Federal Alemã, determinou na sexta-feira a proibição do “uso de animais para atividades sexuais”. Quem prevaricar poderá ser condenado a uma pena de multa até 21 mil euros, segundo o jornal espanhol El País.


Embora no passado a Alemanha tenha sido tolerante para com a zoofilia, em 2012 decidiu aceitar uma antiga reclamação das associações de defesa dos direitos dos animais e que exigiam que a prática sexual entre seres humanos e animais fosse proibida no país.


A iniciativa destas associações foi apoiada pelo Ministério da Agricultura, que redigiu uma reforma à lei federal. Em dezembro, o Bundestag (Parlamento) aprovou a reforma da lei, uma decisão que ignorou um protesto do grupo Compromisso Zoófito para a Tolerância e a Caridade (ZETA), presidida pelo bibliotecário Michael Kiok, que mantém uma relação amorosa com a sua cadela de raça Pastor Alemão, Cissy, há sete anos.


O grupo Zeta lançou uma campanha nacional para impedir a proibição da zoofilia, argumentando: “As leis morais, tais como a proibição da zoofilia, não têm nada a ver com um estado de direito. É mais fácil entender os animais do que, por exemplo, as mulheres”, disse Michael Kiok, ao jornal Tagesspiegel.


Kiok, que já foi casado, confessou que durante anos oprimiu a sua inclinação por animais, depois de ter tido “a sua primeira experiência aos 15 anos”. “Sentimo-nos criminosos”, sublinhou o bibliotecário, adiantando que os cerca de 100 mil alemães que praticam regularmente a zoofilia sentem o mesmo.


Apesar da derrota legal, Kiok referiu que o grupo ZETA vai recorrer para o Supremo Tribunal para invalidar a lei, que ainda deverá ser ratificada pelo presidente alemão, Joachim Gauck.

0 comentários

Burro utilizado em assalto "chama" a polícia

21/01

2013

às 15:51

Gerardo Santos/Global Imagens/Arquivo
 

 

Um grupo de assaltantes que tentava furtar uma loja de conveniência, na Colômbia, foi obrigado a fugir de mãos a abanar quando o burro em que se faziam transportar começou a zurrar e a chamar a atenção da polícia.

Segundo o jornal britânico Telegraph, os três assaltantes estiveram duas horas no interior da loja, situada na pequena cidade de Juan de Acosta. Planeavam carregar os artigos furtados em Xavi, um burro de 10 anos que tinha roubado 12 horas antes.

Mas o animal soltou uma série de urros, atraindo a atenção da polícia. Os assaltantes tiveram que abandonar o animal, já carregado com vários artigos (rum, óleo, arroz, conservas), e fugir sem nada.

Fabio Orozco, o proprietário da loja, contou: “Eles entraram pelo telhado para roubar. Levaram arroz, rum, tudo”.

Xavi, o burro, foi apreendido até o dono o ir buscar à esquadra da polícia. Os bens furtados foram devolvidos ao proprietário da loja.


publicidade

Arquivo de artigos

Fale com o autora

envie os seus conteúdos para: fmariano@jn.pt

blogues associados

publicidade

Global Notícias SGPS, S.A. Todos os direitos reservados.