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A minha história com Bob

30/11

2012

às 16:07

Título: A minha história com Bob

Autor: James Bowen

Editora: Porto Editora

 

Pode um gato vadio salvar a vida de um homem? Depois de ler "A minha história com Bob", de James Bowen, acreditará que sim. Bob é um gato alaranjado que um certo dia aparece à entrada de um prédio nos subúrbios de Londres onde vive um jovem que tenta desesperadamente sair do mundo da droga. Não tem emprego, chegou a dormir na rua, tem poucos amigos e há muito tempo que cortou relações com a família. Sente-se completamente invisível aos olhos da sociedade, tal como aquele gato vadio.

 

James acaba por adotar Bob. Ou será que é Bob que adota James? A partir dessa altura, os dois desenvolvem uma relação de amizade ímpar, que permite a Bob e James recuperarem dos traumas físicos e psicológicos dos tempos em que ambos viveram na rua e voltar a ter confiança nos seres humanos.

 

Bob e James acabaram por se tornar estrelas das ruas de Londres e alvo de curiosidade de muitos londrinos e turistas, que os fotogravaram e filmaram, como neste vídeo.

 

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Quando os macacos se apaixonam

11/06

2012

às 20:49

Título: Quando os macacos se apaixonam

Editora: Esfera dos Livros

P.V.P.: € 16



É verdade. Tal como nós, humanos, os animais também têm essa capacidade de sentir desejo pelo outro e de querer estar com o outro, mesmo que isso signifique literalmente perder a cabeça. De uma forma muito simples e divertida, o veterinário e professor universitário George Stilwell conduz-nos pelo intrincado mundo da vida afetiva dos animais através deste “Quando os macacos se apaixonam” (Esfera dos Livros).


Entrevista a George Stilwell

Os animais, à semelhança dos humanos, também se zangam, apaixonam, discutem, agridem-se, seduzem, educam, matam e matam-se. Afinal, as nossas sociedades não são assim tão diferentes das dos animais, ou são?

As sociedades não são mais do que um intrincado de relações de ódio e amor. Temos tendência a pensar que estas relações são racionais e voluntárias no caso dos humanos e instintivas no caso das outras espécies, menosprezando por isso o valor destas últimas. No entanto, cada vez mais percebemos que afinal são muito parecidas – as atitudes dos humanos afinal são muito viscerais, e os animais parecem pensar e até reagir com lógica.

Há apenas uma grande diferença, o que aumenta muito a nossa responsabilidade – podemos antever o alcance das nossas atitudes e a forma como irão afetar os outros membros da nossa sociedade e até de sociedades vizinhas.



Pensar na ideia de que os animais também se apaixonam causa alguma estranheza. Que tipo de paixão é esta?

Será que a paixão entre humanos não é também instintiva? Um rapaz é capaz de explicar por uma série de equações a razão porque se sente atraído por uma rapariga? Os Páris e Helenas deste mundo pesam sempre racionalmente as consequências da sua paixão? Se assim fosse os casamentos por contrato, como acontecia entre os príncipes e princesas da História e ainda acontece em tantas partes do mundo, teriam sucesso garantido.

É verdade que as paixões entre animais são mais vezes momentâneas e são sempre presenciais, ou seja, duram enquanto a reprodução é possível e desejável e não se mantêm a não ser que os dois parceiros estejam juntos. Mas não deixam de ser paixões no sentido em que exige sacrifício, dedicação, partilha, solidariedade e, claro, anseio pelo prazer físico.



Existem verdadeiros rituais de sedução nas diversas espécies animais, alguns dos quais de fazer verdadeira inveja a nós, mulheres.

Não acho que se deva ter inveja das técnicas e recursos que certas espécies põem ao serviço do processo de sedução da parceira (geralmente são os machos que investem mais neste processo), mas de certeza que os devemos admirar. Aliás, os humanos desde há muito que se dedicam a copiar alguns dos maiores especialistas já que, como mamíferos, somos talvez dos menos abonados na arte de namorar. As aves, os peixes, os insetos e outras espécies consideradas inferiores, colocam ao serviço da sedução meios tão espetaculares como a voz, a vestimenta e a dança, enquanto que os mamíferos geralmente resumem o seu portfólio ao olfato e à força bruta. Os homens felizmente perceberam que um murro no rival ou pingos de urina à porta do apartamento da namorada já não obtinham o mesmo efeito do que uma roupa elegante, uns bons passos de dança na discoteca ou mesmo uma canção debaixo da varanda.



Contudo, algumas relações são literalmente de perder a cabeça.

No caso dos humanos continuam a existir mulheres com capacidade de fazer os homens perder a cabeça (no bom e mau sentido), mas felizmente raramente inclui a decapitação. No caso de outras espécies o sentido pode já não ser figurado e se o galã não tem cuidado pode muito bem acabar como repasto da amante. Isto parece acontecer com a viúva-negra (um nome muito bem aplicado) e com o louva-a-deus, espécies cujo macho tenta sempre encontrar uma amada bonacheirona e por isso com a probabilidade de não estar com apetite. Se alguma coisa falhar na eleição o mais certo é perder a sua cabeça muitas vezes quando ainda está entretido com o ato sexual.



As mulheres queixam-se muitas vezes dos nove meses de gravidez. Mas que dirão as burras (um ano), as éguas (11 meses) e as elefantes (650 dias)?

A gestação que os mamíferos inventaram, ou pelo menos aperfeiçoaram, tem algumas vantagens – por exemplo, as fêmeas passam a andar com a trouxa à barriga, poupam em fraldas e não tem de ficar tanto tempo ligadas a um local – mas também tem os seus inconvenientes. Não sabemos se o enjoo matinal é um deles, mas o peso extra, a perda da linhas elegantes e, principalmente, a dor no parto de um jovem com tamanho para ir para a escola, são de certeza alguns dos motivos porque os marsupiais resolveram arranjar uma bolsa para carregar as crias deixando-as sair de tempos a tempos para aliviar as costas da mãe.



Há um dado curioso que salta à vista ao longo do livro. Nem sempre as fêmeas são o sexo fraco e, em algumas espécies, são mesmo elas quem vestem as calças lá em casa.

Em quase todas as espécies do Reino Animal o macho faz literalmente qualquer coisa para obter as boas graças da fêmea e, é óbvio, a possibilidade de um pouco de sexo. Na verdade quem coordena isto tudo são as hormonas, mas normalmente as fêmeas são que têm a última palavra e acabam por recompensar aquele que tem maior probabilidade de transmitir à nova geração os melhores genes do mercado. A continuação da história é que varia muito entre espécies – alguns machos, depois do prémio, largam a amante sem sequer um obrigado; outros colaboram na alimentação e educação dos filhos; e, finalmente, alguns infelizes pagam o sexo ótimo com uma dedicação exclusiva à prole. Neste último caso estão alguns peixes e mesmo o insuspeito e enorme macho da avestruz.



Este livro é escrito num tom muito informal e divertido, diferente a maioria dos livros sobre este tipo de matérias. Por que optou por esta forma de escrita?

A pior coisa que a Ciência pode fazer é fechar-se sobre si mesma e continuar a comunicar de forma hermética com o público. Neste livro estão descritos comportamentos, ensaios e observações feitos no âmbito da biologia e zoologia, muitos deles publicados em revistas internacionais da especialidade, mas praticamente desconhecidos do público. A forma ligeira, colocando humor na descrição de cada situação, talvez torne a leitura mais fácil e menos maçuda. Foi a minha aposta.

Por outro lado as comparações com comportamentos humanos tende a ser tão exagerada que nem se pode pensar que são alusões antropomórficas. É verdade que falar de amor, tristeza, dedicação e mais uma série de emoções é bastante arriscado em biologia, mas ao ser pintalgado por algumas metáforas é mais fácil perceber o que são apenas imagens e o que são conceitos e afirmações científicas.

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Investigadores lançam livro ilustrado sobre raias e tubarões dos Açores

15/12

2011

às 18:56

 

O primeiro catálogo ilustrado publicado em Portugal sobre raias e tubarões, da autoria de investigadores das universidades dos Açores e de São Paulo, no Brasil, descreve 52 espécies encontradas no mar dos Açores, incluindo algumas quase desconhecidas.



O “Catálogo Ilustrativo de Raias e Tubarões dos Açores”, apresentado na quarta-feira à noite em Angra do Heroísmo, é um trabalho dos investigadores João Pedro Barreiros, da Universidade dos Açores, e Otto Gadig, da Universidade Estadual Paulista.



"É uma forma de profissionais e de qualquer pessoa que goste do mar poderem conhecer e visualizar as espécies que ocorrem na Zona Económica Exclusiva dos Açores, na margem das 200 milhas", afirmou João Pedro Barreiros à agência Lusa, salientando que a obra resulta de uma "pesquisa exaustiva sobre o que se sabe de cada uma das espécies".



Para este investigador, trata-se de "um contributo para o conhecimento científico de um grupo de animais que é bastante específico".



"Há espécies que são praticamente desconhecidas", frisou, acrescentando que este tipo de publicações "aumenta o conhecimento da biologia destas espécies misteriosas, de grande profundidade, que ninguém vê e nem os pescadores conhecem".



Uma das espécies descritas no livro é o 'Azores DogFish', um tubarão de profundidade, de que são conhecidos apenas dois exemplares, o primeiro dos quais foi "apanhado nos anos 70 entre as ilhas das Flores e do Corvo" por um navio pesqueiro da frota da União Soviética e está depositado no Museu de História Natural de S. Petersburgo, na Rússia.



O 'Azores DogFish' só foi descrito para a comunidade científica internacional em 1988, tendo o segundo exemplar sido apanhado mais recentemente, também no mar dos Açores.



O catálogo, publicado em português e inglês, inclui uma parte informativa sobre tubarões e raias com os principais aspetos da sua biologia, "espécie por espécie, porque cada caso é um caso".



As imagens, segundo João Pedro Barreiros, possuem comentários "relativos à importância pesqueira da espécie, ao seu estatuto de vulnerabilidade" e, no caso dos tubarões, sobre "o potencial perigo que podem representar para os humanos".

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Alma de Cão

20/08

2011

às 11:30

O livro "Alma de Cão", de Paula Costa, conta a história de 23 cães que foram acolhidos no "refúgio" Parque da Terra Nova, criado e sustentado pela autora, e que actualmente acolhe 104 cães, "todos com nome".

 

Paula Costa começou a recolher cães aos seis anos, "um dia trazia um, outro dia chegava com outro e mais outro", diz, em declarações à Agência Lusa.

 

Já adulta, "e com espaço em casa", resolveu, juntamente com uma prima "que alinhou nesta aventura", criar um refúgio para cães em situações de risco, nascendo assim o Parque da Terra Nova (PTN), em Riba D'Ave, Famalicão. Hoje, tem 104 cães em casa, "todos com nome", garante Paula Costa.

Há quatro anos começou a juntar histórias de alguns dos animais que protege. "Achei que algumas das vidas destes cães deviam ser contadas. Pelo menos as mais marcantes", revela, explicando assim porque escreveu e pagou a edição do livro "Alma de cão -- Histórias do Parque com amor".

 

Neste livro, recentemente lançado, Paula Costa relata 23 histórias de "animais que sofreram de alguma forma". Julieta, uma cadela bege, faz parte de uma dessas histórias. "A Julieta mordeu um polícia que a tentou enxotar da rua ao pontapé. Ia ser abatida por ser um perigo. Eu responsabilizei-me por ela, assinei uma data de papelada e aqui está ela", diz, apontando para a cadela que entretanto lhe salta para o colo. "Ela apenas se defendeu. Quem não o faria?", remata.

 

Quando um cão entra no PTN há um procedimento a cumprir. "Primeiro tratam-se as feridas e são desparasitados. Depois, estudo o temperamento deles e decido em que grupo do PTN vão ser inseridos. A castração é outra regra do Parque, para segurança dos próprios animais", explica Paula Costa.

 

No PTN os animais estão divididos: "os mais velhinhos para um lado, os mais irrequietos para outro, enfim. Cada um tem a sua matilha e cada matilha o seu líder", realça.

 

E custos? "São muitos. Só em rações são 700 euros. Mais os salários dos quatro funcionários do PTN e cerca de 500 euros em luz, mais água e veterinários", enumera a autora. Paula Costa admite que é "uma estrutura pesada" mas "vale a pena o esforço".

 

"Ver um animal que estava 'morto' e que agora corre, brinca, ladra e é feliz não tem preço. Criámos um programa de apadrinhamento no nosso site http://parquedaterranova.com. Quem não pode ter um animal em casa pode sempre ser padrinho de um e vir visitá-lo quando quiser", avisa a autora. É ainda possível adotar um dos cães do PTN.

 

"Mas só sai um cão daqui se tiver a certeza que vai ser bem tratado", avisa Paula Costa que garante ainda que "cada cão adotado é vigiado".

 

O livro "Alma de Cão - Histórias do Parque com amor" vai na segunda edição e pode ser comprado através do site do PTN.

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História dos Cães em Portugal

03/07

2011

às 18:30

Autor: Paulo Drumond Braga

Editora: Hugin

PVP: € 10

 

 

Aos poucos, os animais começam a ver o seu papel na História reconhecido. O livro "História dos Cães em Portugal - das origens a 1800" é prova disso. Em pouco mais de 100 páginas, Paulo Drumond Braga traça a relação cão-Homem no território que é hoje conhecido por Portugal, desde a pré-História (época em que surgem os primeiros testemunhos relacionados com este animal) até ao final do século XVIII. Uma relação que, como o próprio autor escreve, não é mais do que "uma longa história de amor e de ódio".

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Corações sem dono

12/06

2011

às 11:00

Rachel, uma relações públicas de 39 anos que acaba de perder o namorado e o emprego, só anseia por estar sozinha e reunir os cacos da sua vida. Mas quando julgava que as coisas não podíam piorar, vê-se a braços com uma herança deixada pela sua única tia, Dot: nada mais nada menos do que um hotel para animais e um canil. Logo ela, que nunca teve, nem nunca desejou ter um cão, vê-se agora a braços com 10. Rachel, habituada a viver em Londres, vê-se obrigada a mudar-se para um pequena cidade de província onde tudo é diferente e os seus fatos chiques e caros não combinam com pêlos e lambidelas de cães. "Corações sem dono", como a autora escreve no início, é "para todos os voluntários que tanto se esforçam para que os cães perdidos e abandonados de todo o mundo tenham direito a uma segunda oportunidade". Tal como Rachel.

Título: Corações sem Dono

Autora: Lucy Dillon

Editora: Porto Editora

PV: € 16,60

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Bichos, Bichinhos e Bicharocos

09/05

2011

às 12:07

                                       Quem tem mais de 50 anos de idade, provavelmente recorda-se deste livro. Lançado pela primeira vez em 1949, o livro foi agora reimpresso pela Althum.com com uma nova capa. "Bichos, Bichinhos & Bicharocos" presenteia-nos com um conjunto de versos e de desenhos sobre os mais diversos animais, desde o sapo sapinho doutor, aos patos marrecos ou aos grilos e grilões. No prefácio, João Lobo Antunes confessa: "Nada sei deste livro, que tem mais ou menos a minha idade. Sei apenas que é um livro maravilhoso, escrito a seis mãos sobre oito bichos e uma estrelinha, que é uma espécie de bichinho no céu, porque tem, assim me ensinaram, luz própria e cintilante". Um livro que se lê de uma assentada só, a não perder por avós, pais e netos.

 

 

Título: Bichos, Bichinhos & Bicharocos

Autores: Sidónio Muralha, Júlio Pomar e Francine Benoit

Editora: Althum.com

PVP: € 12,16

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Paco

03/04

2011

às 11:00

                                               Autora: Ana Mafalda Damião

Edição: Aanifeira

Preço: 10 euros 

 

 

 

Escrito numa linguagem muito simples e com capítulos curtos, "Paco" conta-nos a história de um cão que viveu toda a sua vida amarrado a uma corda de meio metro, que não conhece o mundo para lá do quintal do dono e que está cansado de ser maltratado. Decide, por isso, fugir. Conhece outros, cães, uma gata (de quem se torna amigo), tem dificuldades em arranjar comida e é apanhado nas redes dos funcionários do canil. O livro chama a atenção para a forma como os animais são tratados em Portugal e inclui, no final, um "Guia para proteger os animais" e a "Declaração Universal dos Direitos dos Animais". As receitas da venda deste livro revertem a favor da Aanifeira - Associação dos Amigos dos Animais de Santa Maria da Feira.

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Cão Sem Segredos

08/02

2011

às 10:20

 

Título: Cão Sem Segredos

Autor(es): Luís Montenegro e Rui Mota

Editora: Chiado Editora



O livro é, antes do mais, “um tributo a todos os cães” que passaram pela consultório de Luís Montenegro, como o próprio explica na introdução. Mas também um manual de aconselhamento sobre as mais diversas questões relacionadas com os cães, desde as doenças de que podem padecer, à importância do adestramento, quais os cuidados de alimentação e higiene que lhes devem ser prestados, a geriatria e a eutanásia, entre tantos outros. “Não é um livro para qualque pessoa ler, tem que haver paixão”, avisa este médico veterinário, director clínico do Hospital Veterinário Montenegro, no Porto, desde 1999.



Dividido em 18 capítulos, o livro está escrito numa linguagem simples e apelativa, ilustrado com fotos dos participantes num concurso de fotografia lançado propositadamente para o efeito pelo hospital. Embora não substitua o aconselhamento do médico veterinário, a leitura de “Cão Sem Segredos” permite aos donos acabar com mitos e esclarecer dúvidas. Como, por exemplo, o cio das cadelas. “O ciclo das cadelas é muito diferente do da espécie humana, que é o que melhor conhecemos. Muitos donos pensam que uma cadela com cio não engravida, mas é precisamente o contrário”, exemplifica. Ou dúvidas sobre o relacionamento das crianças com os animais, capítulos da responsabilidade dos médicos pediatras Otávio Cunha e Clara Pereira.



O livro inicia com um capítulo intitulado “Ter ou não ter?”, com Luís Montenegro a defender que quem pretende ter um cão deve aconselhar-se previamente com um médico veterinário. “Os cães têm uma variabilidade racial muito grande e, dentro de cada um das raças, cada cão tem a sua própria personalidade”, alerta. “Se queremos passar muito tempo com o cão e podemos passeá-lo ao ar livre, podemos ter um animal com certa robustez física. Mas se vivemos num T1 ou não temos tempo para lhe dedicarmos atenção, devemos optar por outro tipo de animal”, aconselha.

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Secretariat

03/02

2011

às 20:18

                             Título: Secretariat - A incrível história do cavalo mais veloz de todos os tempos

Autor: William Nack

Editora: Guerra & Paz

PVP: € 19,50

 

 

Em 1973, com apenas três anos, um puro sangue inglês, de nome Secretariat, entra para os anais da história das corridas de cavalos por ter vencido a Triple Crown, o conjunto das três provas mais prestigiadas deste desporto, estabelecendo um novo recorde mundial: percorreu uma milha e meia em apenas 2 minutos e 24 segundos. Secretariat, que morreu aos 19 anos, é também o único animal a figurar na lista dos 50 Maiores Atletas do Século XX da ESPN (Entertainment and Sports Programming Network). A história de Secretariat é também a história de Penny Chenery, uma simples mãe e dona de casa que, num mundo dominado pelos homens, enfrenta tudo e todos para transformar Secretariat no maior cavalo de corridas de todos os tempos.



Escrito pelo jornalista americano William Nack, o livro arranca com a descrição do que se passou na noite em que Secretariat nasceu, num tom que auspicia bons momentos de leitura, para logo no segundo capítulo apresentar exaustivamente a história de várias das famílias que se dedicaram à criação de cavalos e de toda a linhagem de Secretariat desde meados do século XIX. Um relato extremamente desmotivador para quem não está por dentro dos meandros das corridas de cavalos e não está familiarizado com o vocabulário próprio deste desporto, defraudando as expectativas de quem esperava um relato fiel, mas apaixonado da vida de Secretariat.



O livro foi já adaptado ao cinema. “Secretariat”, realizado por Randall Wallace e protagonizado por Diane Lane, James Cromwell e John Malkovich, estreou hoje nas salas portuguesas.

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Cães de Gado

29/10

2010

às 20:21

                                      

 Autores: Paulo Caetano, Joaquim Pedro Ferreira e Sílvia Ribeiro

 Editora: Bizâncio

 PVP: € 27,25

 

 

 

Do lobo ao cão. E do cão ao cão de gado.  Foi longa e tortuosa a evolução. Difícil. Mas as características que, actualmente, estão fixadas nas raças nacionais de cães de gado constituem um património genético invejável. Que não se pode perder. Contribuir para a preservação dos cães de gado e para divulgar a exigente tarefa que constitui o árduo quotidiano destes cães é o desafio deste livro. Esta obra vive da imagem e dos testemunhos de pastores e investigadores – plena de cor, acção e dramatismo. Para o leitor constituirá o regresso a um universo que julga perdido: o mundo rural, com os cães em acção guardando rebanhos e manadas, defendendo-os dos lobos e realizando combates de vida ou morte. Os cenários são naturais: as grandes serranias a norte do Douro, os cumes de Castro Laboreiro, os alcantis da Peneda, as encostas do Alvão. Aí, nesses ambientes selvagens, veremos como se entrecruzam destinos: ovelhas e vacas das ameaçadas raças autóctones, velhos pastores armados com cães e cajados. E como sobrevivem os velhos costumes e saberes – ante o desaparecimento de tradições como a transumância.

 

Entrevista a Paulo Caetano:

 

O que são cães de gado e desde quando existem?

Cães de gado são cães que têm como função defender o gado, quer se trate de rebalhos de ovelhas e cabras - que é o caso mais comum -, quer sejam manadas de vacas e cavalos ou mesmo varas de porcos. É dificil saber desde quando os cães desempenham esta função, mas podemos afirmar com alguma segurança quecães existem deste que o Homem domesticou o gado e que, para o manter alimentado, precisava de o acompanhar em busca de pastagens frescas. Como esses rebanhos, durante as suas deslocações, eram particularmente vulneráveis aos predadores - como os lobos, linces, ursos ou outros homens - começaram-se a utilizar cães de grande porte na sua protecção. Diria que os cães de gado, que mais tarde darão origem às raças actuais, têm alguns milhares de anos.



Num mesmo rebanho, podem coexistir cães que conduzem o gado e cães que o protege do ataque dos predadores. Qual a função específica de cada um?

A própria designação ajuda a perceber a função. O cão de gado é o que protege, o cão pastor ou cão de condução é o que conduz o rebanho ou a manada, seguindo as indicações do dono. E claro que podem e devem coexistir num mesmo rebanho, convivendo pacificamente uns com os outros, quando bem socializados.



Em Portugal, quais são as raças de cão que melhor se adaptam a este trabalho?

As raças portuguesas de cães de gado são o Cão de Castro Laboreiro, o Cão da Serra da Estrela, o Cão Rafeiro do Alentejo e o Cão de gado Transmontano - a raça mais recente em termos oficiais.



São raças geneticamente próximas?

Sim, muito próximas! Umas mais do que outras, porque várias raças estavam confinadas ao seu solar de origem e os gados da região apenas faziam pequenas deslocações e os acessos montanhosos impunham um grande isolamento. É o caso do Castro Laboreiro ou do Cão de Gado Transmontano. Já entre o Rafeiro do Alentejo e o Serra da Estrela existe grande proximidade porque, tradicionalmente, os rebanhos transumantes da Estrela passavam os meses do Outono e do Inverno nos campos do Alentejo ou da Idanha, e os cães acompanhavam essas deslocações, cobrindo fêmeas ou parindo fora do seu solar...



Como se treina um cão de gado?

Não se treina. O cão deve nascer numa corte do gado - ou ser lá colocado mal é desmamado - e deve socializar com os membros do rebanho que vai defender. Para ele, o gado passa a ser a sua família, que defenderá mesmo que tenha de arriscar a sua vida a lutar com um predador.



Como é que o cão e o gado interagem?

O cão integra-se no rebanho, acompanha-o para onde quer que vá. Descansando quando o rebanho pasta, movendo-se à sua frente ou no meio dos outros animais durante as caminhadas. Com frequência, o cão lambe os recém-nascidos do rebanho num gesto de aceitação na família e de reconhecimento. Quando é juvenil, brinca com as cabras ou as ovelhas, como faria com outro cão ou com um humano.



Há algum tipo de apoio, em Portugal, a quem crie, treine e trabalhe com estes cães?

O Grupo Lobo e o Parque Natural de Montesinho têm em terreno vários projectos que pretendem promover estas raças de cães, fomentar a sua criação e o seu uso na pastorícia. Compram cães, oferecem-nos a pastores, garantem parte da sua alimentação e cuidados veterinários, acompanham a sua integração nos rebanhos de risco, aqueles que, com frequência, sofrem prejuízos causados pelos lobos.



Assim como a transumância desapareceu no nosso país, a pastorícia é também uma prática cada vez menos utilizada. De que forma este abandono da pastorícia tem afectado a sobrevivência dos cães de gado portugueses?

O confinamento do gado a estábulos ou cercados, a perda dos saberes tradicioinais e das artes antigas, a desvalorização do mundo rural e dos seus produtos está, de facto, a matar a pastorícia de percurso e, com ela, os cães de gado. Estas raças estão muito ameaçadas e os exemplares vão deixando de ser usados em trabalho, ficando como cães de companhia ou como guardas de propriedades. Se quisermos defender e fomentar estas raças, temos também de valorizar as raças autóctones de gado, vocacionadas para os nossos espaços geográficos, e os produtos que eles produzem. Se o fizemos, estamos a defender um vasto e antigo património biológio e cultural que nos identifica e distingue enquanto povo.

 

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De Bagdade, com amor...

09/09

2010

às 11:44

Uma emocionante história de um cachorro abandonado nos escombros da guerra no Iraque que acabou por ser resgatado pelo tenente-coronel Jay Kopelman. "De Bagdade, com amor..." começa com o relato de uma busca a uma casa abandonada na zona de Fallujah por parte dos Lava Dogs (nome pelo qual é conhecido o Primeiro Batalhão do Terceiro Regimento de Fuzileiros Navais dos EUA). Durante a operação, os militares ouvem aquilo que parece ser um engenho explosivo. Mas, afinal, mais não era do que o barulho provocado por um cachorro pequeno e frágil, esfomeado e cheio de pulgas, que estava a chamar-lhes a atenção. A partir daí, a vida de Lava (como foi apelidado) e daqueles militares nunca mais foi a mesma.

 

 Título: De Bagdade, com amor...

Autor: tenente-coronel Jay Kopelman e Melinda Roth

 Editora: Porto Editora

 PVP: € 14,03

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Como funcionam os cães e os gatos?

12/07

2010

às 19:10

Como funcionam os cães! e Como funcionam os gatos! são duas das propostas literárias da editora Civilizações para este verão. Escritos por Alan Snow, que também assina as ilustrações, os livros respondem a perguntas tão curiosas como a de saber onde é que os gatos vão à noite ou por que é que os cães são sempre parecidos com os donos. De acordo com a editora, depois de ler estes livros, "nunca mais irá olhar para um gato ou um cão da mesma forma".

 

 

 

 

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National Geographic Portugal

02/07

2010

às 1:03

Na edição de Julho da National Geographic Portugal, destaque para um artigo de Jennifer S. Holland sobre a nova ameaça que paira sobre os anfíbios: o fungo da quitridiomicose. A par da desflorestação e da aridez, as doenças infecciosas são dos maiores inimigos dos anfíbios, estando várias espécies à beira da extinção. Neste artigo, saiba mais sobre o fungo quitrídio e que esforços estão a ser feitos para salvar os anfíbios ameaçados.

 
 

Destaque ainda para uma reportagem sobre os jardineiros, da autoria de Virginia Morell. Estas aves - das quais são conhecidas 20 espécies - são consideradas por alguns investigadores como as "mais intrigantemente humanas". Os machos afadigam-se na decoração das tocas para atrair as fêmeas transformando-se em autênticos decoradores de interiores.

 

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