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Vespa asiática ameaça apicultores do Alto Minho

06/11

2012

às 16:05

 

A presença de uma espécie de vespa asiática (também conhecida por vespa mandarina) que ameaça a produção de mel foi confirmada em nove locais de Viana do Castelo mas a realidade poderá ser mais grave, admitiu a associação do setor.



"Temos nove casos confirmados e mais três situações potenciais, em Ponte de Lima, Barcelos e Amares. É um caso preocupante dada a agressividade desta espécie, que é predadora", explicou hoje à agência Lusa Miguel Maia.



Segundo este técnico da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL), a vespa velutina, de origem asiática, é considerada uma predadora "mais perigosa" do que a espécie autóctone nacional, sendo conhecida por atacar as colmeias.



"Além do problema da biodiversidade, ao prejudicar a alimentação de outras espécies, é uma vespa mais agressiva e faz com que as abelhas não saíam para procurar alimento, porque estão a ser atacadas, enfraquecendo assim as colmeias, que acabam por morrer", explicou ainda.



Aquela que é a maior vespa do mundo é uma caçadora implacável, alimentando-se de outros insetos, como abelhas, outras vespas e louva-a-deus.



Em todo o distrito existem cerca de 8.000 colmeias exploradas por mais de 300 apicultores, atividade que poderá estar em risco tendo em conta também que Viana do Castelo é considerado como "centro de dispersão" da espécie em território português.



"Ainda é cedo para dizer o grau de gravidade do problema, mas o certo é que no país Basco, em Espanha, é já muito sério. Na nossa zona ainda não temos casos de apicultores a queixarem-se de ataques, ou seja estas vespas ainda não entraram nas colmeias, mas poderá acontecer", admitiu Miguel Maia.



Entretanto, vários produtores já começaram a colocar, junto aos apiários, armadilhas artesanais recorrendo a iscos como cerveja, vinho branco ou sardinhas, de forma a capturar as chamadas "vespas fundadoras" mas sem chamar a "atenção" das abelhas.



Segundo a APIMIL, a vespa velutina é originária do sudoeste da Ásia e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, no ano de 2004.



"De então para cá, já conquistou um terço do território francês e colonizou parte do norte de Espanha, em 2010. No ano seguinte a presença foi detetada em Portugal", explica a associação.



Estas armadilhas deverão ser colocadas no terreno entre novembro e dezembro, altura em que as vespas fundadoras saem dos ninhos secundários.



"Neste momento é impossível erradicar esta espécie exótica de Portugal, mas desacelerar a sua progressão e diminuir o seu impacto, é uma tarefa possível através da destruição de ninhos e colocação de armadilhas", sublinha ainda a APIMIL, que está também a apelar à documentação fotográfica da presença desta vespa na região.

São cada vez mais os que conciliam profissões com as abelhas

23/05

2012

às 14:47

Guardas, professores ou médicos: são cada vez mais os que conciliam as suas profissões com a apicultura, uma segunda fonte de rendimento que funciona também como uma terapia para combater o 'stress' do dia-a-dia.


 

O investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Paulo Russo Almeida, disse à Agência Lusa que a apicultura "está a ganhar protagonismo".



"Concordo plenamente com a expressão de que a apicultura está na moda. Apesar de todos os obstáculos que se têm colocado, desde patologias, às condições climatéricas ou aos roubos de colónias", salientou.



Paulo Russo Almeida considerou que a apicultura é uma atividade "rentável", mas com "elevado risco".



Desde o início do ano, cerca de 700 pessoas já participaram nos cursos de formação dados na Macmel, empresa de Macedo de Cavaleiros, que vende anualmente cerca de 200 toneladas de mel para o estrangeiro.



Um dos responsáveis pela empresa, Francisco Rogão, referiu que nestes cursos, alguns deles de iniciação à atividade e gratuitos, participam pessoas de todas as profissões, desde médicos, enfermeiros, engenheiros, agricultores ou elementos das forças policiais.



Na GNR do distrito de Vila Real, são vários os guardas que têm a apicultura como segunda atividade.



Rui Peixoto, 45 anos e militar do destacamento de trânsito, começou a interessar-se pelo mundo das abelhas quando um colega lhe ofereceu um enxame. Não tinha conhecimento nenhum sobre a apicultura e por isso foi logo comprar uma máscara e um livro.



Hoje já tem 60 colmeias e quer aumentar mais. "Até às 300 acredito que consigo conciliar com o trabalho na GNR", salientou.



O trabalho por turnos ajuda a conciliar as duas atividades, mas quase todo o tempo livre deste militar é dedicado às abelhas. Há sempre que fazer e durante todo o ano: desde a limpeza do material, à renovação das ceras até à cresta, quando é retirado o mel.



Para Rui Peixoto, a apicultura é uma segunda fonte de rendimento, mas é também uma terapia.



Aquilo que o fascina mais é o "bem-estar espiritual" que consegue adquirir quando está no monte a tratar das colmeias. "Se formos para lá com nervos, elas apercebem-se e tornam-se muito mais agressivas", salientou.



Joaquim Henriques, 56 anos, já tem mais anos de experiência no mundo apícola. Foi guarda-florestal e depois incorporado no Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), em Chaves.



A paixão pelas abelhas foi-lhe transmitida pelos pais há 25 anos e hoje, aquilo que era uma simples venda de frascos de mel, transformou-se num negócio e um extra no orçamento familiar.



O guarda tem 600 colmeias espalhadas por Chaves, Montalegre e Valpaços e das quais retira, anualmente, cerca de 10 toneladas de mel que exporta para a Alemanha.



Conciliar as duas atividades, segundo referiu, "não é fácil", mas como trabalha por turnos tem "alguma flexibilidade". Além do mais conta ainda com a ajuda da mulher e do filho.



As férias são inteiramente dedicadas às abelhas. "Tiro sempre férias em abril para fazer e a limpeza das colmeias e em setembro para retirar o mel", adiantou.



A apicultura é uma atividade rentável, mas, afirmou, requer "muito trabalho e dedicação". O facto de ser guarda não impediu que também tivesse sido roubado "algumas vezes".


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20 milhões de abelhas obrigaram a encerrar auto-estrada nos EUA

26/10

2011

às 14:36

 

Vinte milhões de abelhas obrigaram as autoridades do Utah, nos Estados Unidos, a encerrar ao trânsito uma auto-estrada há dois dias, segundo o jornal espanhol “ABC”. O camião que as transportava para a Califórnia capotou na Interestadual 15.



Um grupo de apicultores trabalhou durante horas para conseguir capturar as “fugitivas”, que iriam ser utilizadas na polinização das amendoeiras na próxima Primavera.



“Tentámos mudá-las o mais longe possível daquela área, mas as abelhas estavam furiosas porque a sua casa tinha sido destruída”, contou um dos apicultores.



“O motorista perdeu o controlo do camião, galgou o separador de cimento e capotou”, contou um oficial da polícia de trânsito à BBC. “Como havia abelhas por todo o lado, recomendámos aos condutores que viajassem com as janelas dos veículos completamente fechadas”.



O camionista e a mulher foram resgatados do camião acidentado por outros automobilistas. “Começámos a sacudir as nossas roupas, mas a minha mulher foi mordida no pescoço”, contou aos jornalistas.



No início do verão tinha acontecido um acidente semelhante no Idaho. Nessa altura, escaparam cerca de 14 milhões de euros.

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Médica egípcia abre clínica especializada em tratamentos com veneno de abelha

27/12

2010

às 17:43

 

Uma médica egípcia abriu no Cairo uma clínica especializada em tratamentos com recurso a veneno de abelhas. Assaeh Haj Sayed explica que o veneno das abelhas contém 13 componentes diferentes, cada um utilizado na cura de doenças específicas. “Quando o sistema imunológico funciona bem, é possível curar qualquer doença”, sublinha. O uso do veneno das abelhas para fins medicinais tem vindo a aumentar, embora não haja estudos científicos que comprovem a sua eficácia.

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Alunos da primária descobrem que as abelhas podem ser treinadas

27/12

2010

às 11:27

 

Um estudo sobre abelhas realizados por alunos, com idades entre os 8 e os 10 anos de uma escola de Devon, em Inglaterra, vai ser publicado por uma revista científica. De acordo com a BBC, os estudantes da Blackawton Primary School conseguiram descobrir que é possível treinar as abelhas para, a partir de diferentes padrões de cores, conseguirem distinguir um copo com água doce de um outro com água salgada.



Os alunos foram coordenados por um cientista profissional, mas o relatório “foi totalmente construído e escrito por eles”. “Este “modesto, mas inteligente” projecto científico foi publicado no Biology Letters, da Royal Society, uma das academias científicas mais reconhecidas internacionalmente. A descoberta destes alunos foi considerada um avanço importante nesta área de estudos.


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Ver o mundo através dos olhos das abelhas

16/12

2010

às 15:39

 

Investigadores do Imperial College London and Queen Mary da Universidade de Londres, Inglaterra, construiram um aparelho que lhes permite ver o homem através dos olhos das abelhas e de outros insectos polinizadores. Segundo o estudo, as abelhas têm um sistema de detecção de cores diferente do dos seres humanos e conseguem ver através do espectro UV.



“Esta pesquisa mostra-nos que o mundo que nós vemos não é o mundo físico, o mundo real. Animais diferentes têm sentidos muito diferentes, dependendo do ambiente em que vivem”, explicou, à BBC News, Lars Chittka, professor do Queen Mary's School of Biological and Chemical Sciences. “Grande parte do mundo colorido das abelhas e de outros animais está inacessível a nós, seres humanos. Para podermos ver essa parte invisível do mundo, precisamos de instrumentos específicos”, acrescentou.



Os investigadores recolheram dados sobre os chamados “espectroreflectores” de pétalas e folhas de várias espécies de plantas. Estes dados mostram a cor das plantas no espectro visível e invisível, possibilitando aos cientistas perceber de que forma cada um dos insectos polinizadores vê as plantas. Este grupo de trabalho conseguiu deduzir as cores que os insectos vêem inserindo microelectrodos nos seus fotoreceptores e recorrendo a métodos de trabalho pouco invasivos.



Ver o mundo como os insectos o vêem pode ajudar a perceber as “pistas de aterragem” utilizadas pelos mesmos, que são invisíveis ao olho humano. Estas “pistas de aterragem” conduzem os insectos até ao néctar de que eles se alimentam e podem ter a forma de círculos concêntricos de cores ou pontos.



“Muitas vezes, encontramos padrões radiais simétricos com uma área central de cor diferente. Noutras plantas podem existir pontos no centro que indicam onde está o orifício onde a abelha pode colocar a língua para extrair o alimento”, explicou o mesmo investigador.

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