Resultados por tag: aves

50 aves selvagens devolvidas à natureza na região Centro

22/07

2013

às 15:08

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) anunciou que vai devolver cinquenta aves selvagens à natureza, em cinco distritos da região Centro, entre o dia de hoje e 11 de agosto.



Segundo Ricardo Brandão, coordenador do CERVAS, vão regressar à Natureza espécies de cegonha branca, milhafre preto, águia cobreira, águia de asa redonda, águia calçada, açor, peneireiro vulgar, mocho galego, coruja do mato, coruja das torres e aves de menor porte, como andorinhões ou melros pretos, que têm estado em recuperação no centro, instalado em Gouveia.




O responsável adiantou à agência Lusa que as aves são libertadas após recuperação de diferentes problemas, tendo sido encaminhadas para o centro, "devido a situações como por exemplo a queda precoce do ninho, atropelamento, cativeiro ilegal ou eletrocussão".



"Todos os animais foram encaminhados para o CERVAS através das pessoas que os encontraram, que nalguns casos os entregaram diretamente no centro, mas na maior parte das situações foram entregues por equipas do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR ou áreas protegidas como a Reserva Natural do Paul da Arzila (Coimbra) ou o Parque Natural da Serra da Estrela", referiu.



As ações de libertação das aves recuperadas vão decorrer, entre hoje e o dia 11 de agosto, em diferentes locais dos distritos de Guarda, Coimbra, Viseu, Castelo Branco e Leiria.



O concelho de Gouveia inaugura hoje a campanha com a devolução de dois andorinhões pretos, pelas 17.30 horas, seguindo-se, na terça-feira, três milhafres pretos e duas cegonhas brancas (18:00, Mata Nacional do Choupal, Coimbra) e de uma coruja das torres, às 20:30, em Foz de Arouce (Lousã).



As restantes libertações, segundo o CERVAS, irão decorrer durante as semanas seguintes e algumas delas farão parte do programa do Festival Tempo d´Aldeia (São Pedro de Rio Seco, Almeida, entre 31 de julho e 4 de agosto), das Festas da Cidade de Gouveia - Senhor do Calvário (9 a 12 de agosto) e do XX Acampamento Regional de Escuteiros na Batalha (7 a 11 de agosto).



Ricardo Brandão anunciou que o centro também irá libertar, em meados de agosto, o animal número mil que foi recuperado naquela instituição.



"Vamos tentar que seja a águia cobreira, encontrada em Unhais da Serra, por ser uma espécie característica da Serra da Estrela", justificou.



O CERVAS é uma estrutura que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e ao Parque Natural da Serra da Estrela, que se encontra atualmente sob a gestão da Associação ALDEIA.



O centro tem como objetivos detetar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitats.





Número de cagarros salvos este ano nos Açores diminuiu

16/11

2012

às 19:32

 

O número de aves marinhas salvas este ano, durante a campanha SOS-Cagarro, não chegou aos 2.000, devido à presença de menos animais no arquipélago, situação que está a ser estudada pelos cientistas.



Os números foram apresentados hoje, em conferência de imprensa, na cidade da Horta, pelo diretor regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, segundo o qual foram salvos apenas 1.987 cagarros, número inferior aos anos anteriores.



"Houve, de facto, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudos das Aves e segundo o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, um menor número de casais nidificantes no arquipélago este ano", sublinhou Frederico Cardigos.



Segundo explicou, "não se sabe" ainda as razões para esta quebra de cerca de um terço do número de aves marinhas que habitualmente procura os Açores para nidificar, mas de acordo com alguns investigadores, esta situação poderá estar relacionada com a existência de "menos comida" para as aves.



A comunidade científica está, entretanto, a tentar encontrar justificação para esta redução, porque os Açores têm um papel muito importante no desenvolvimento desta ave marinha, já que, cerca de 75% da população de cagarros existente em todo o mundo, nidifica nas ilhas.



Frederico Cardigos entende que este facto vem realçar ainda mais a importância da campanha SOS-Cagarro, que todos os anos junta centenas de voluntários, instituições, empresas e particulares, que recolhem os animais caídos na estrada, encadeados pela iluminação pública e pelas luzes dos automóveis.



O diretor regional dos Assuntos do Mar considera também que a redução da iluminação pública e do trânsito automóvel nalgumas artérias durante a noite, terá permitido que muitos tenham regressado ao mar sem necessitar da ajuda do homem.



São Jorge, São Miguel, Pico e Faial, foram as ilhas onde se registou maior número de salvamentos este ano, durante o período da campanha, que decorreu de meados de outubro a meados de novembro.

Comissão Europeia divulga plano para proteger aves marinhas

16/11

2012

às 14:27

 

A Comissão Europeia divulgou hoje, em Bruxelas, um plano para minorar as capturas ocasionais e acessórias de aves marinhas em artes de pesca nas quais estas são mais frequentes, como o palangre e as redes fixas.



As medidas hoje apresentadas destinam-se a proteger, designadamente, albatrozes, petréis, pardelas, airos, mergansos e gaviformes, e incluem o evitar a pesca em áreas e/ou nos momentos em que as interações das aves marinhas são mais prováveis e intensas, podendo haver, inclusivamente, encerramentos sazonais.



Outra medida prevista é a limitação do acesso das aves aos anzóis utilizando, por exemplo, meios sonoros para as enxotar e reduzindo a atratividade e visibilidade dos iscos.



Segundo estimativas de Bruxelas, morrem todos os anos cerca de 200.000 aves marinhas em consequência da sua interação com a frota de pesca da União Europeia (UE) nas águas da UE e nas exteriores ao bloco europeu.



Pelo menos 49 espécies de aves marinhas capturadas ocasionalmente são classificadas como espécies com problemas de conservação.



Entre estas incluem-se a pardela-das-baleares, a pardela-preta, a pardela-do-mediterrâneo e a gaivota-de-audouin, capturadas ocasionalmente na pesca com palangre nas águas de UE, e o eider-de-steller, a mobelha-pequena, a mobelha-ártica, o mergulhão-de-pescoço-castanho e o merganso-pequeno, capturados acessoriamente na pesca com redes fixas, essencialmente no mar Báltico.

0 comentários

Aves ameaçadas em Portugal continuam na Lista Vermelha internacional

08/06

2012

às 14:17

 

As espécies de aves ameaçadas em Portugal e na Europa mantêm-se na lista atualizada da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), e o priolo, águia-imperial e pardela-balear continuam a precisar de ajuda para preservação.


A nova versão da Lista Vermelha da UICN hoje publicada revela que as aves da Amazónia estão cada vez mais ameaçadas, mas para a Europa, "as principais diferenças nesta atualização anual não têm muitas consequências", disse à agência Lusa o diretor executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).


"Ao nível das espécies de Portugal e da Europa, mantém-se tudo mais ou menos na mesma porque as grandes alterações foram há um ou dois anos", explicou Luís Costa, referindo o exemplo da retirada do priolo dos Açores da lista, uma espécie que estava "criticamente em perigo", ou seja, podia extinguir-se a qualquer momento, passando para "em perigo", o que se deve "aos trabalhos de recuperação em parceria" com o governo açoriano.


A pardela balear, uma espécie de ave marinha que ocorre na nossa portuguesa, ainda mantém o estatuto "perigo de extinção".


Como exemplos de sucesso, o responsável da SPEA referiu o priolo dos Açores, a águia imperial, que regressou a Portugal, e a freira da Madeira.


A espécie priolo dos Açores "estava restrita a cerca de 200 casais, numa zona muito pequena na ilha de S. Miguel e, com o projeto Life priolo, conseguimos ampliar a população para cerca de 1.600 indivíduos", com a recuperação do habitat e o envolvimento das comunidades locais, um projeto premiado pela União Europeia.


Outro caso, que tem a ver com Espanha, é a águia imperial, uma espécie que "teve uma população muito pequena". O esforço, "sobretudo da Sociedade Espanhola de Ornitologia, permitiu que a espécie recuperasse bastante, aumentasse a área de distribuição e voltasse a Portugal", depois de estar extinta nas últimas décadas, relatou Luís Costa.


Luís Costa alertou que, em Portugal, aves como a betarda e o sisão "continuam a ser alvo de grande preocupação".


Algumas espécies ausentes da lista "poderão vir a estar, se continuarem a diminuir tanto", como a rola, ave do ano para a SPEA que pede a suspensão da sua caça, pois nos últimos 20 anos desapareceu 70% da população na Europa.


"Em todo o mundo, veio a notar-se a ameaça de algumas espécies em ilhas e na Amazónia", sobretudo no Brasil, área onde se viu mais espécies entrarem em estado crítico de ameaça de extinção, referiu Luís Costa.


As ilhas são mais vulneráveis por serem territórios de menores dimensões nos quais a entrada de espécies exóticas ou outra ameaça têm mais impacto.


A atualização da Lista Vermelha abrange todas as mais de 10 mil espécies de aves existentes no mundo e revela situações preocupantes, como dos patos-rabilongos do Báltico, mas também de recuperação como do kakerori das ilhas Cook, no Pacífico, uma das aves mais raras do mundo.


Do total de espécies referidas, têm estatuto de extinto 130, extinto em selvagem quatro, criticamente em perigo 197, ameaçado 389, vulnerável 727, quase ameaçado 880 e pouco preocupante 7.677.



0 comentários

SPEA pede ao Governo dos Açores que proíba o uso de munições com chumbo

28/11

2011

às 15:33

 

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) apelou ao Governo dos Açores para adoptar medidas urgentes que conduzam a uma caça sustentável, entre as quais proibir o uso de munições com chumbo nas zonas húmidas.



"Os Açores são um dos poucos territórios europeus que ainda não baniu a caça com munições de chumbo nas zonas húmidas, colocando em risco as populações de espécies cinegéticas e a qualidade dos recursos hídricos", alerta uma carta aberta que a SPEA dirigiu ao executivo açoriano.



A medida visa erradicar o problema do saturnismo, que se traduz no envenenamento de aves aquáticas com chumbo, em resultado do uso de cartuchos com este metal nas zonas húmidas onde vivem aquelas aves.



Na carta aberta endereçada a Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura, a presidente da SPEA, Clara Ferreira, defende ainda a suspensão da casa aos patos nos Açores, o que permitira também contribuir para acabar com o uso de munições com chumbo.



"A interdição da caça aos patos permitiria resolver em grande parte os problemas relacionados com o saturnismo e aliviava a perturbação nas poucas zonas húmidas açorianas, beneficiando a conservação e o turismo de natureza", defende a presidente da SPEA.



A criação de um sistema de monitorização das populações de codorniz e narceja, semelhante ao que existe para a galinhola, tornar públicas as estatísticas de abate anual destas espécies cinegéticas e proibir a caça junto aos trilhos pedestres e a áreas protegidas para as aves são outras medidas defendidas neste documento.



"A SPEA acredita que só estando na linha da frente da defesa das espécies cinegéticas e da gestão responsável deste recurso poderemos garantir que no futuro se possa continuar a caçar", refere a carta aberta, acrescentando Clara Ferreira que os Açores podem posicionar-se "na vanguarda dos territórios europeus em matéria de caça sustentável e conservação da biodiversidade".



Para a SPEA, "a caça é um recurso natural que, gerido de uma forma sustentável, pode trazer benefícios económicos e sociais à escala local e regional", salientando que nos Açores "ainda restam acções por implementar" para uma caça sustentável, nomeadamente no que se refere ao uso de munições com chumbo nas zonas húmidas.



A SPEA alerta ainda para os problemas resultantes da introdução de espécies exóticas, como a perdiz comum e a perdiz cinzenta, frisando que pode contribuir para a extinção de espécies nativas ou para o desequilíbrio das suas comunidades.

0 comentários

Aves das zonas agrícolas europeias estão a diminuir drasticamente

01/09

2011

às 20:10

 

As populações de aves das zonas agrícolas por toda a Europa encontram-se nos níveis mais baixos desde que há registos, é o que mostram os novos dados agora revelados. Portugal é uma das poucas excepções neste cenário negro da biodiversidade rural europeia, refere a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).



O Esquema Pan-Europeu de Monitorização de Aves Comuns (esquema pan-europeu) compilou os números relativos a 145 espécies de aves comuns e largamente distribuídas em 25 países europeus entre 1980 e 2009. Os dados para o nosso país são produzidos pelo projecto Censo de Aves Comuns (CAC) da SPEA. Os dados do CAC estão na base da produção dos índices de aves comuns para Portugal e para a Europa.



De entre as espécies cobertas pelo esquema pan-europeu, as aves dos meios agrícolas são as mais ameaçadas, com 20 espécies em declínio num total de 36. O valor médio do Índice de Aves Comuns de Zonas Agrícolas (IACZA) na Europa é o mais baixo de sempre, situando-se 48% abaixo do valor de 1980. Algumas das espécies que mais diminuíram em toda a Europa nas últimas três décadas incluem espécies tão familiares como a Laverca (-46%), o Abibe (-52%), o Pintarroxo (-62%) e o Trigueirão (-66%).



Ambientalistas e cientistas argumentam que estes dados provam a necessidade de uma reforma urgente da Política Agrícola Comum (PAC), de modo a recompensar e encorajar os agricultores que praticam uma gestão favorável à biodiversidade. As propostas da Comissão Europeia para o futuro da PAC serão divulgadas em Outubro próximo. Mas a SPEA teme que fiquem aquém das necessidades, e não contenham apoios suficientes às medidas agro-ambientais que financiam uma gestão favorável à biodiversidade.



Felizmente a situação das aves comuns de zonas agrícolas em Portugal é uma excepção no panorama negro da biodiversidade rural europeia. O IACZA nacional apresenta desde 2004 uma tendência de aumento moderado, equivalente a 13%, que por enquanto não tem significado estatístico. Este facto indica que, de uma maneira geral, as espécies de aves comuns dependentes de sistemas agrícolas portugueses apresentam populações estáveis ou em crescimento pouco acentuado.



Domingos Leitão, Coordenador do Programa Terrestre da SPEA, salienta que “o panorama mais favorável de Portugal não quer dizer que a nossa agricultura não necessita de medidas agro-ambientais”.



Em Portugal pratica-se maioritariamente uma agricultura extensiva, diversificada, e com limitações de aptidão dos solos e de disponibilidade de água. Muitas das nossas explorações ago-silvo-pastoris têm dificuldade em competir nos mercados internacionais, porque a sua produção é baseada na diversidade e na autenticidade dos produtos e não apenas na quantidade.



No entanto, estes agricultores produzem um manancial de bens e serviços públicos (gestão do território, protecção do solo e da água, biodiversidade, etc.), que só podem ser recompensados com dinheiros públicos. “É para os agricultores e produtores agroflorestais da Rede Natura 2000, das montanhas e de outras zonas remotas do país que necessitamos do dinheiro público da PAC e da medidas agro-ambientais” conclui Domingos Leitão.

 

Tags: ,
0 comentários

Suíça proíbe transporte de cavalos e aves para abate no seu território

12/03

2011

às 11:39

A Suíça proibiu, ontem, que países terceiros façam circular no seu solo cavalos e aves para abate, por razões de protecção animal, segundo a AFP. "Se o trânsito de bovinos, suínos, ovinos e caprinos já estava interdito, o trânsito de animais e aves para abate é agora também proibido", indicaram as autoridades suíças em comunicado.

A Suíça proibiu o trânsito pelo seu território de animais para abate "por causa do regulamento de protecção dos animais, que proíbe o transporte de mais de seis horas", disse à AFP o director-adjunto do Serviço Federal Veterinário , Grossenbacher Prisca.

O mesmo responsável explicou que Berna decidiu acrescentar à lista os cavalos e as aves de capoeira "embora o número destes animais em trânsito pela Suíça seja baixa." A proibição de transporte de cavalos e aves para abate entra em vigor em Abril.

A Suíça, que tem um partido para os animais, mas recusou uma iniciativa popular que defendia a existência de advogados para cães, gatos e outros animais, considera que, do ponto de vista do bem-estar animal, os animais não devem suportar o transporte de longa duração com o único propósito de serem abatidos.

0 comentários

População de aves dos subúrbios de Washington está a diminuir por culpa dos gatos

11/03

2011

às 10:39

 

As aves que vivem nos subúrbios das grandes cidades têm vivido tempos muito difíceis. A causa? Os gatos e os ratos que não páram de as caçar. Segundo um estudo publicado no Jornal de Ornitologia, citado pela Discovery News, algumas populações de aves têm sofrido uma diminuição de cerca de 80%, devido a estes dois predadores. Os investigadores do Smithsonian Conservation Biology Institute, em Washington, Estados Unidos, focaram a sua atenção nos pássaros-gato cinzentos (Dumetella carolinensis) que vivem nos subúrbios da cidade.



Os cientistas equiparam aves jovens com rádio-transmissores e verificaram que estas eram presas fáceis dos felinos e de outros predadores, como os corvos, ao ponto da maioria não chegar à idade adulta. Pela análise dos cadáveres, concluiram que a maioria das mortes foi provocada por gatos. Esta realidade coloca sérios problemas à nidificação destas aves, segundo explicou Peter Marra, do Smithsonian Conservation Biology Institute, em comunicado. “Aparentemente, estas áreas tinham boas condições para a construção dos ninhos, mas a presença dos gatos, um fenómeno relaticamente novo, faz com que as aves não escolham estes locais”, escreveu.



A pergunta que se coloca é: de onde vêm tantos gatos? Muitos são deixados pelos donos a passear pelas ruas. Outros, são gatos silvestres à procura de uma refeição rápida. “Os gatos são predadores naturais, não só das aves, mas também de mamíferos. Matar está no seu instinto, não é culpa deles”, sublinhou o mesmo investigador. “Retirar os gatos domésticos e selvagens dessas zonas é uma solução simples para um problema que tem grande impacto na nossa fauna”.

Tags: , ,
0 comentários

Regresso de pato a Hong-Kong permite conhecer melhor a migração das aves

28/12

2010

às 17:22

 

O regresso de um pato a Hong-Kong depois de seis mil quilómetros e um ano depois de ter saído do Ártico, fornece novos dados aos cientista sobre a migração das aves. Segundo a BBC, esta fêmea faz parte de um grupo de 20 aves, às quais foram colocados dispositivos electrónicos, que está a ser monitorizado pelo Fundo para a Conservação da Natureza. Utilizando o Google Earth, os investigadores conseguiram identificar os locais de alimentação e a rota que seguiram até à Reserva Natural de Mai Po, em Hong-Kong.



O sistema permitiu ainda identificar uma dos patos a voar a cerca de 114 quilómetros por hora. Bena Smith, responsável peo Parque Natural de Mai Po, explicou que habitualmente os patos voa a cerca de 50 km/h. Um dos patos foi morto a tiro na Rússia, provavelmente numa zona de caça.

Tags: , ,
0 comentários

Avixira 2010 realiza-se este fim-de-semana em Vila Franca de Xira

10/11

2010

às 14:31

O Pavilhão do Cevadeiro, no Parque Urbano de Vila Franca de Xira, acolhe entre sexta-feira e domingo a segunda edição da Avixira, onde poderão ser apreciadas mais de 5000 aves canoras e ornamentais, portuguesas e estrangeiras. A edição deste ano inclui também o 1º Campeonato Ornitológico Internacional COM de Vila Franca de Xira e a 6º Avilonga 2010 (COV).

 

Os mais pequenos também não foram esquecidos. De acordo com a Câmara de Vila Franca de Xira, especialmente para estes, estará disponível uma área lúdica animada por técnicos do Monte Selvagem e uma quinta pedagógica organizada pela Escola Agrícola de Paiã. Neste espaço, as criança poderão contactar com animais, observar aquários e um lago artificial vcom as famosas carpas "Koi".

 

 A Avixira é organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o Clube Ornitológico de Vialonga (COV) e o Clube Ornitológico de Peniche (COP). O programa pode ser consultado aqui.

0 comentários

Lince da Malcata enriquece espólio do Museu de Penamacor

07/10

2010

às 10:27

 

O lince da Serra da Malcata é o protagonista principal da exposição "Quadros da Fauna Local", que pode ser vista em permanência no Museu Municipal de Penamacor. Este é um dos animais embalsamados que integra, há vários anos, a coleção do museu e que agora tem um novo espaço de exposição. De acordo com a agência Lusa, Joaquim Nabais, técnico do gabinete cultural da Câmara de Penamacor, lembrou-se de "retirar a passarada da vitrina", encontrado novo poiso numa das salas que acolhia parte da coleção de alfaias e outros instrumentos ligados à vida rural.



A falta de espaço no museu foi ultrapassada com a instalação de troncos e ramos de árvore suspensos no tecto, que servem agora de montra às aves. Na base desta "vivem" agora os mamíferos, como o lobo, o furão ou a raposa. Há ainda montras onde se encontram o lince ibérico, a lontra, o coelho ou a perdiz, que surgem enquadrados pelas paisagens naturais do concelho.



Ilídia Cruchinho, vereadora com o pelouro da Cultura em Penamacor, disse à agência Lusa que o museu tinha exemplares "interessantes e que caracterizavam bem toda esta região", razão pela qual mereciam um espaço mais cuidado, de forma a chamar a atenção dos visitantes.



O Museu Municipal de Penamacor sofre há vários anos de falta de espaço, problema cuja resolução esteve dependente, em parte, da mudança da vizinha tesouraria e repartição de finanças para outro local, o que aconteceu em 2009. "A ampliação do museu, no que diz respeito ao espaço, não é problema, mas estes projectos precisam de financiamento. Não é só abrir uma porta ou duas e fazer uma ligação", explicou Ilídia Cruchinho. A vereadora acrescentou que o projecto para a ampliação existe, mas ainda não foi conseguido o financiamento.



O Museu Municipal de Penamacor foi criado em 1949 e encontra-se instalado desde 1982 na antiga Companhia Disciplinar de Penamacor, onde Álvaro Cunhal chegou a estar detido durante o Estado Novo. Em 2009 recebeu cerca de seis mil visitantes, segundo dados da autarquia.

0 comentários

Fim-de-semana europeu de observação de aves em Outubro

22/09

2010

às 14:34

No âmbito do fim-de-semana europeu de observação de aves, que se assinala nos dias 2 e 3 de Outubro, promovido em Portugal pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, a associação ALDEIA realiza três saídas de campo gratuitas em vários pontos do país.


Programa

 

Sábado, 2 de Outubro:

As aves de Urrós, Mogadouro:
08:00 - 17:00  Passeio de observação de aves no Parque Natural do Douro Internacional; Ponto de encontro: 08:00-Largo da igreja da aldeia de Urrós; Caminhada para observação de aves na região do Parque Natural do Douro Internacional onde poderão ser observadas diversas espécies de aves rupícolas. Para além da observação da avifauna local ao longo de todo o percurso, pretendemos também com esta actividade dar a conhecer algumas das mais emblemáticas paisagens da região e o seu património cultural.


Recomendações: Para além dos binóculos, essenciais para esta actividade, recomenda-se a todos os participantes o uso de vestuário e calçado confortável para caminhada. Cada participante deverá transportar alimentos e água uma vez que o almoço será no campo.

Guia: Emanuel Ribeiro    Domingo, 3 de Outubro:As aves das Salinas da Ria Formosa - Fuseta, Olhão: 08:00 - 13:00 Passeio de observação de aves no Parque Natural da Ria Formosa;

Ponto de encontro: 08:00 entrada do Parque de Campismo da Fuseta;

Caminhada para observação de aves em salinas, um habitat de eleição para diversas espécies de limícolas. Ao longo desta caminhada iremos observar não só a avifauna local como também algumas espécies migradoras. Para além da observação de aves, pretendemos também dar a conhecer um valor cultural típico da região que é a extracção tradicional de sal.

Recomendações: Para além dos binóculos, essenciais para esta actividade, recomenda-se a todos os participantes o uso de vestuário e calçado confortável para caminhada. Cada participante deverá trazer água e lanche.

Guias: Thijs Valkenburg e Fábia Azevedo



 


As aves da serra da Estrela - Gouveia:
08:00 - 17:00

Passeio de observação de aves no Parque Natural da Serra da Estrela;

Ponto de encontro: 08:00 Câmara Municipal de Gouveia;

Esta saída será efectuada com recurso a deslocações de automóvel, sendo realizados pequenos percursos pedestres, de baixo grau de dificuldade, que permitirão a visita a diferentes biótipos característicos do PNSE.

Recomendações: Para além dos binóculos, essenciais para esta actividade, recomenda-se a todos os participantes o uso de vestuário e calçado confortável para caminhada. Os participantes deverão vir munidos de água e alimento, já que o almoço será realizado no campo.

Guias: José Póvoa e Samuel Duarte

 

As inscrições são obrigatórias e podem ser feitas aqui.

 

0 comentários

Por que utilizam os corvos um pau como talher?

18/09

2010

às 9:36

 

Algumas aves, como os corvos da Nova Caledónia, utilizam paus como ferramentas, sabe-se agora para quê: para escavar melhor. De acordo com a Discovery News, uma investigação realizada recentemente permite compreender como e por que é que as aves utilizam essa ferramenta, embora a explicação não seja assim tão linear. Nem sempre essas ferramentas são a solução mais rápida e simples para resolver determinado problema. No caso dos corvos de Nova Caledónia, por exemplo, a utilização de paus para tirar insectos dos troncos das árvores envelhecidos requer muito tempo e prática.



Christian Rutz e colegas da Universidade de Oxford investigaram as vantagens da utilização deste tipo de ferramentas quando estudaram a importância das larvas na dieta dos corvos. Os cientistas concluíram que são necessárias poucas larvas para preencher as necessidades energéticas diárias dos corvos. O que significa que o esforço empreendido pelos corvos para retirar as larvas dos troncos utilizando um pau é compensador.

 

Tags: , ,
0 comentários

Aves pré-históricas extintas tinham seis metros de envergadura de asas

17/09

2010

às 16:49

Durante décadas, os fragmentos fósseis que foram sendo encontrados indiciavam que as aves pré-históricas extintas pudessem ter até seis metros de envergadura de asas, ou seja, mais do dobro dos albatrozes nómadas actuais, a maior ave voadora da actualidade.Mas as suspeitas foram agora confirmadas, com a descoberta de um esqueleto quase completo de um Pelagornis chilensis, uma ave marinha que viveu no Chile entre 5 e 10 milhões de anos atrás, de acordo com o jornal espanhol El País.



Os ossos indicam que as asas deste gigante do céu atingiam pelo menos os 5,2 metros de envergadura, segundo afirma um coordenador do Museu Nacional de de História Natural de Santiago do Chile, David Rubilar. O estudo será publicado no Jornal de Palentologia Vertebral.



A ave tinha uns ossos delgados, mas como os fósseis encontrados anteriormente não estavam inteiros, não tinha sido possível determinar o seu tamanho original. O novo fóssil está intacto, representanto um total de 70% do tamanho, e demonstra que a envergadura total das asas de 6 metros era excessiva para o Pelagornis chilensis.

Tags: ,
0 comentários

Curso de Anatomia e Necrópsia de Aves Selvagens

11/09

2010

às 10:30

Após várias edições do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres e do Curso de Medicina de Aves Selvagens, a associação ALDEIA apresenta a 1ª edição do Workshop de Anatomia e Necrópsia de Aves Selvagens. Este evento, dirigido a estudantes e profissionais das áreas da Medicina Veterinária, Biologia e outras Ciências Ambientais, pretende disponibilizar informação sobre anatomia comparada de aves selvagens, com destaque para os aspectos de maior relevância para a clínica de recuperação, abordando também as técnicas e a importância do exame post mortem. O curso realiza-se nos dias 8, 9 e 10 de Outubro, em Gouveia e em Seia, e as inscrições são “ muito limitadas”, de acordo com a associação. Os interessados podem preencher a ficha aqui.


0 comentários

publicidade

Arquivo de artigos

Fale com o autora

envie os seus conteúdos para: fmariano@jn.pt

blogues associados

publicidade

Global Notícias SGPS, S.A. Todos os direitos reservados.