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Baleia com 16 metros encontrada morta no Lobito (Angola)

13/07

2013

às 19:11

Uma baleia com 16 metros de comprimento foi encontrada morta sexta-feira defronte da restinga do Lobito, litoral sul de Angola, apresentado já avançados sinais de degradação, noticiou hoje a Angop.



O cetáceo, encontrado por pescadores que se preparavam para ir à faina, foi rebocado pelos bombeiros.



Segundo o diretor do Instituto de Investigação Marinha do Centro Regional de Benguela, Kumbi Kilongo, este tipo de situações explica-se pela movimentação de baleias e focas a subirem nesta altura do ano a costa a partir da África do Sul, à procura de alimento.



Aquele técnico acredita que a baleia poderá ter morrido em consequência de uma colisão com alguma embarcação, e que o movimento das ondas trouxe-a até à restinga.



Também citado pela Angop, Miguel Nito, formado em Ambiente e Ordenamento do Território, considerou que neste período do ano a zona Antártica tem temperaturas abaixo dos zero graus centígrados e as baleias tendem a seguir para temperaturas mais quentes, percorrendo a chamada corrente de Benguela.



Foi a terceira vez que se verificou uma situação deste género. Em 2000 registaram-se dois casos, também com baleias de tamanhos consideráveis.


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Japão vai defender legalidade da caça à baleia no Tribunal de Haia

25/06

2013

às 14:39

O Japão vai defender, esta semana, no Tribunal de Haia que a caça da baleia para fins científicos na Antártida se encontra em conformidade com as leis internacionais, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros nipónico, Fumio Kishida.


O chefe da diplomacia do Japão falava aos jornalistas na véspera da primeira audiência do caso levado ao Tribunal Internacional de Justiça, órgão judicial máximo da ONU, pela Austrália, em 2010.


A delegação australiana usará da palavra nas próximas quarta e sexta-feira, enquanto a japonesa falará a 2 e 4 de julho, prevendo-se uma segunda 'ronda' de alegações entre 9 e 16 de julho.


O Governo australiano considera que o Japão, um dos seus principais parceiros comerciais, captura cetáceos na Antártida com fins comerciais, pelo que viola a Convenção Internacional de Regulação da Caça de Baleias.


"Nas nossas alegações, tentamos deixar claro que as caças de baleias fazem parte de investigações científicas e que se levam a cabo de uma forma completamente legal, ao abrigo do artigo 8.º da Convenção", disse Fumio Kishida, em declarações citadas pela agência Kyodo.


Os japoneses caçam baleias desde 1987 alegando uma suposta finalidade científica para investigar o modo de vida e conteúdo do estômago dos mamíferos e as suas expedições à Antártida são conduzidas pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos.


Nos restaurantes japoneses vende-se carne de baleia, ainda que o consumo tenha sofrido uma forte quebra nos últimos anos, atingindo em 2009 pouco mais de 4.200 toneladas, quando em 1962 chegava às 230 mil.


O Japão deixou a caça à baleia em 1986 devido a uma moratória internacional, mas retomou a atividade um ano depois sob o chapéu de um programa com fins científicos autorizados pela Comissão Baleeira Internacional, num ato que desencadeou ceticismo por parte de muitas associações e países.


O Japão deu por concluída a temporada de caça de baleias no Oceano Antártico, tendo sido, no total, caçados 103 cetáceos, muito abaixo dos 266 do ano passado, principalmente por causa do bloqueio e contestação de associações ou organizações como a Sea Shepherd.


O número de baleias capturadas nesta campanha foi o mais baixo desde 1987.


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Baleia azul rastreada pelo seu canto

27/03

2013

às 15:23

Um grupo de cientistas liderado por australianos rastreou pela primeira vez baleias azuis na Antártida, através do uso de tecnologia acústica para seguir o seu canto, informou hoje o governo.


A baleia azul, o maior animal do planeta, é raramente detetada no Oceano Antártico, mas um grupo de investigadores conseguiu localizar e marcar alguns destes mamíferos pelos sons que emitem.


O ministro do Ambiente, Tony Burke, disse que os investigadores, que passaram sete semanas a trabalhar em pequenos barcos no gelo do Antártico, ficaram seduzidos pelo comportamento das baleias.


"A baleia azul do Antártico pode ter até 30 metros de comprimento e pesar até 180 toneladas, só a sua língua é mais pesada do que um elefante, e o seu coração é tão grande como um carro pequeno", disse Burke. "Mesmo o maior dinossauro era mais pequeno do que a baleia azul", acrescentou.

Os cientistas recolheram 23 biopsias e colocaram transmissores de satélite em duas baleias azuis Burke disse também que o estudo prova que não é necessário matar baleias para conduzir pesquisas científicas, numa referência à caça aos cetáceos do Japão no Antártico, alegadamente realizada em nome da investigação científica.

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Nova Zelândia apoia Austrália em ação judicial contra o Japão por caça à baleia

23/11

2012

às 14:34

 

A Nova Zelândia vai apresentar-se junto do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, no sentido de apoiar a ação intentada pela Austrália contra o Japão por causa da caça de baleias na Antártida, informou hoje o Governo.



O ministro dos Negócios Estrangeiros neozelandês, Murray McCully, disse, num comunicado citado pela agência noticiosa espanhola Efe, ter apresentado junto do tribunal uma declaração de "intervenção", a qual permite a uma terceira parte não litigante expor o seu ponto de vista legal perante aquele tribunal.



A Austrália deu entrada com uma ação judicial junto do Tribunal Internacional de Justiça, em 2010, em que questiona a validade do programa científico japonês na Antártida, através da qual o Japão justifica as capturas de cetáceos.



No final desse ano, o Governo neozelandês anunciou que pretendia intervir no caso e "agora entregou a sua declaração de intenção", afirmou o ministro, sem facultar mais detalhes, já que o processo está em curso.



O ministro lamentou que a Nova Zelândia se tenha visto obrigada a adotara a via legal, depois de quase três anos de "duro trabalho" em busca de uma "solução permanente" que permitisse travar a caça de baleias na Antártida.



McCully explicou que como membro da Comissão Baleeira Internacional, a Nova Zelândia quer assegurar o bom funcionamento deste organismo e o adequado respeito e correta aplicação da Convenção Internacional Para a Regulação da Caça Baleeira.



O Japão abandonou a caça de baleias em 1986 na sequência de uma moratória internacional, contudo, retomou-a um ano depois sob o chapéu de um programa com fins científicos autorizado pela comissão baleeira, apesar do ceticismo de muitas associações e países.

Brasileiros contam recorde de 11.500 baleias corcundas

03/09

2012

às 17:18

O Instituto Baleia Jubarte anunciou hoje, num relatório, que em 2011 foram contadas quase 11.500 baleias corcundas (ou baleias jubarte) na costa brasileira, um novo recorde, noticiou a agência AFP.

 

 De acordo com o instituto, este registo representa mais 2.200 baleias do que as que foram contadas há quatro anos na mesma área costeira, entre o Rio de Janeiro e o Estado de Sergipe, no Nordeste brasileiro.

 

Há uma década, quando os cientistas realizaram a primeira contagem naquelas águas, apenas foram avistadas 3.400 baleias corcundas.

 

Esta espécie, que anualmente viaja da Antártida para a costa brasileira entre julho e outubro para se reproduzir, quase foi extinta naquela área depois de os espanhóis terem iniciado a pesca da baleia, no século XVII.

 

Mas o Brasil proibiu aquela atividade em 1987 e lançou campanhas educativas para os pescadores, encorajando-os a não pescarem nos campos onde as baleias se reproduzem ou possam ficar presas nas suas redes.

 

"O seu número hoje é apenas equivalente a 27 por cento da população original antes da caça [no século XVII]", sublinhou, no entanto, à imprensa brasileira a presidente do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel.

 

A mesma responsável adiantou ainda que as baleias estão a ser afetadas pela diminuição da população de um pequeno camarão que é um elemento fundamental da sua dieta.

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Tubarão-baleia com quatro toneladas deu à costa na Indonésia

02/08

2012

às 14:40

 

Fotos: AFP/Suryo Wibowo

Um tubarão-baleia preto com 13 metros de comprimento deu à costa na quarta-feira na praia de Baru, em Bantul, na Indonésia, morreu hoje, falhados os esforços das equipas de socorro e dos populares de o devolverem ao mar, conta o jornal The Jakarta Post.



“O tubarão deu à costa na quarta-feira. Ainda estava vivo quando o encontrámos pelas seis da manhã”, contou Gambos, um pescador local.



O animal morreu de exaustão, devido aos esforços que fez para regressar à água, segundo um membro da equipa de socorro. A mesma fonte contou que tentaram levar o tubarão-baleia para o mar com a ajuda de um barco, mas este revelou-se demasiado pequeno para puxar um animal que pesava quatro toneladas.



“Apesar do seu tamanho, este tubarão-baleia ainda era jovem. Em adulto, poderia atingir os 20 metros de comprimento”, explicou.



De acordo com Bandis, coordenador da ONG Amigos dos Animais de Yogyakarta, o tubarão-baleia aproximou-se de terra à procura de comida. O animal ter-se-á perdido do seu grupo. Na Indonésia, o tubarão-baleia é um animal protegido.

                         

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31 baleias-piloto mortas na Nova Zelândia

15/11

2011

às 9:52

 

Um total de 31 baleias, também conhecidas como baleias-piloto, morreram e outras 34 estão em perigo de encalhar nas águas pouco profundas da Ilha Sul da Nova Zelândia, informaram hoje autoridades locais.



As equipas de resgate, que ontem tiveram de sacrificar um animal devido à sua condição, afirmaram que é demasiado perigoso transladar os cetáceos para o alto mar até à chegada da maré-alta. Estas 34 baleias encontram-se a apenas três quilómetros de terra, pelo que o risco de encalharem é grande.



As baleias foram descobertas na segunda-feira por funcionários do Departamento de Conservação a três quilómetros da praia de Golden Bay, na costa norte da Ilha Sul.



"Estão num local remoto e perigoso, a única coisa que podemos fazer é vigiar. Não estou muito optimista de que se poderão salvar", declarou ao diário New Zealand Herald, John Mason, porta-voz do Departamento de Conservação.



Estes cetáceos podem atingir sete metros de comprimento e um peso de três toneladas.

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Baleia com 10 metros dá à costa em Espanha

10/11

2011

às 19:30

 

Uma baleia com 10 metros de comprimento deu hoje à costa numa praia de Santoña, em Espanha, moribunda, tendo morrido pouco tempo depois, ao que tudo indica, devido a doença, conta o jornal espanhol La Vanguardia.



O cetáceo apareceu durante a noite, junto ao Forte de San Marín de Santoña, na Cantábria, e despertou a curiosidade dos que ali vivem. O cadáver foi retirado esta manhã com a ajuda de uma grua e transportado para o aterro de Meruelo.



A operação de remoção do corpo da baleia não foi fácil, dado o seu tamanho e peso. O animal foi transportado para o vazadouro, onde foi enterrado. Segundo o porta-voz da Consejería de Ganadería, o objectivo é recuperar o esqueleto dentro de aproximadamente dois anos e utilizá-lo em investigações ou expô-lo. No mesmo aterro, estão os cadáveres de outros dois cetáceos.


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Austrália apresenta queixa em tribunal contra a caça da baleia por parte do Japão

09/05

2011

às 15:30

 

O governo australiano anunciou que vai interpor hoje uma acção contra o Japão no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, para acabar com a caça às baleias na Antártida, segundo o Herald Sun. O conteúdo do documento só será divulgado quando o TIJ o autorizar, o que deverá acontecer com o início da audição do processo, esclareceram os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Meio Ambiente e das Finanças da Austrália, num comunicado conjunto. O Japão, que defende a caça às baleias como uma prática milenar, deverá apresentar a contestação a 9 de Março de 2012.



O governo australiano, que já tinha interposto uma ação no TIJ em Maio do ano passado, considera que o Japão viola a Convenção Internacional de Regulação da Caça de Baleias e invoca a "quota zero" na captura destes cetáceos com fins comerciais. “Apesar de a Austrália repetidamente ter instado o Japão as actividades ilegais relacionadas com a caça à baleia, o Japão tem recusado fazê-lo”, sublinharam os três responsáveis governamentais.



O Japão caça baleias desde 1987, alegando fins científicos. A carne de baleia é também vendida em alguns restaurantes japoneses, embora o seu consumo tenha reduzido nos últimos anos. “O Governo acredita que a caça à baleia praticada pelo Japão tem fins comerciais e não científicos”, referiram os ministros.

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Norfolk em alerta depois do ataque a dois golfinhos

06/04

2011

às 16:09

 

As autoridades marítimas de Norfolk, em Inglaterra, suspeitam de que um tubarão gigante ou uma baleia assassina estarão a rondar a costa, depois do corpo de um golfinho ter aparecido na praia com sinais de dentadas. Segundo o Mail Online, há suspeitas de que estas sejam de um grande predador. O golfinho morto foi descoberto por Linzi Smith e Steve Hunt, quando passeavam à beira-mar em Winteron, perto do resort de Great Yarmouth.



Esta descoberta ocorreu cinco dias depois de Hollie Moran ter encontrado um outro golfinho com alguns pedaços de carne arrancados da cabeça e do ***, em Horsey, a cerca de duas milhas. Linzi Smith disse, aos jornal, que só deu importância ao seu achado depois de ter tido conhecimento deste outro golfinho que deu à costa também morto. Hollie Moran, por seu lado, disse que o facto de terem ocorridos dois ataques deste género em tão pouco tempo “é assustador”. “O ano passado, fizemos bodyboard em Horsey, mas este ano nem pensaria duas vezes nisso”, acrescentou.



Ken Collins, do Centro Nacional de Oceanografia, em Southampton, não tem dúvidas de que os golfinhos foram atacados por tubarões, provavelmente, um tubarão anequim. “Poderá ter sido um grande tubarão branco. O mar em volta de todo o Reino Unido é habitado por grandes tubarões”, explicou. Por seu turno, o naturalista Percy Trett refere um ataque por parte de uma baleia assassina é uma explicação mais plausível. “Este tipo de ataque é raro na nossa região. No entanto, as baleias assassinas que rondam a costa escocesa ocasionalmente descem até ao Mar do Norte. E atacam golfinhos e focas”, referiu.

Baleia que matou treinadora regressou aos espectáculos no SeaWorld de Orlando

31/03

2011

às 14:51

 

Tilikum, a baleia assassina envolvida na morte de um treinador no SeaWorld de Orlando, nos Estados Unidos, voltou a actuar no parque. Segundo o Orlando Sentinentel, a baleia de seis toneladas regressou ontem aos espectáculos pela primeira vez desde a morte de Dawn Brancheau, a 24 de Fevereiro do ano passado, durante o evento “Jantar com Shamu”.



Tilikum não foi nomeada durante o espectáculo “Believe”, que se reaalizou no estádio Shamu, ontem de manhã. Tradicionalmente, as baleias não são identificadas e actuam sempre sob o nome de “Shamu”, o símbolo daquele parque temático. Desde a morte de Dawn Brancheau, os treinadores não são autorizados a estarem na água com estes animais. A maior baleia assassina do parque de Orlando surgiu quase no final do espectáculo de 25 minutos, espalhando água gelada pelas primeiras filas de audiência do estádio.



Fora do parque SeaWorld, algums manifestantes empunhavam cartazes onde se lia “Viver numa ciaxa de concreto não é viver” e “Vai voltar a acontecer”. Dentro do parque, Colleen Gorman e John Kielty estavam desiludidos no final do espectáculo. Ambos são fundadores do Projecto Orca, que tem como objectivo alertar as consciências para o perigo de manter baleias assassinas em cativeiro.



“Tilikum moveu-se muito lentamente e parecia-me um pouco letárgico”, disse Colleen Gorman. “Ele esteve em isolamento durante os últimos 13 meses”. John Kielty estavam na piscina com os outros tratadores aquando da morte de Dawn Brancheau. “Ainda hoje tremo. O espectáculo de hoje trouxe-me de volta as memórias do que vivi”.



Collen Gorman teme que Tilikum volte a matar. Ela defende que ele se reforme e seja transferido para um local “onde tivesse alguém a cuidar dele 24 horas por dia, a ensiná-lo a comer peixo vivo, a ensiná-lo a ser uma baleia de novo”.



Os responsáveis pelo SeaWorld adiantam que introduziram novas medidas de segurança relativamente aos treinadores, nomeadamente a colocação de guarda-corpos na borda do tanque e formas mais rápidas de lançar as redes de segurança.

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Baleia com escoliose fotografada no Havai

15/02

2011

às 10:54

 

Algumas baleias podem medir mais de 15 metros, mas esta que aparece na fotografia é provavelmente um pouco mais pequena do que a média. Segundo o Mail Online, esta fotografia foi capturada na semana passada na costa do Havai e, ao que tudo indica, o animal sofre de escoliose, dando assim um novo significado às baleias-corcundas (Magaptera novaeangliae).



Primeiro, julgou-se que a baleia tinha sido atingida por um barco, Mas David Schofield, especialista em mamíferos marinhos e coordenador do National Oceanic and Atmospheric Administration, rejeitou essa explicação, considerando que o mais seguro é o animal ter a espinha curvada (escoliose). Em declarações a um jornal local, disse: “Eles não são animais animados. Quando são atingidos por uma embarcação, não ficam com a forma do embate”.



A escoliose em animais é rara, mas os cientistas dizem já a ter detectado em outros mamíferos marinhos, como os golfinhos.

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Refeição de uma baleia azul dava para alimentar 228 pessoas

09/12

2010

às 14:47

 

A enorme quantidade de pequenos peixes que as baleias azuis engolem cada vez que mergulham para se alimentar é equivalente ao número de calorias ingeridas por 228 pessoas num dia, de acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Britânica de Columbia, no Canadá. O estudo, publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, permitiu concluir que cada um destes animais ingere, de uma só vez, entre 8306 e 456.835 calorias, enquanto uma pessoa ingere, por dia, cerca de duas mil calorias, adianta a AFP. A mesma equipa concluiu que as baleias azuis podem ficar numa espécie de estado de coma por excesso de alimento.



Segundo o mesmo estudo, tendo também em conta a quantidade de peixe ingerido, as baleias azuis permancem submersas entre três a 15 minutos quando se alimentam. Os investigadores questionam-se por que razão estes mamíferos marinhos não permanecem mais tempo debaixo de água, uma vez que são capazes de permanecer nesse estado por períodos maiores, graças às enormes reservas de oxigénio que possuem nos músculos e no sangue.


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Estudo revela que as baleias das Galápagos são as que apresentam maiores níveis de contaminação

07/12

2010

às 17:03

  Foto: Discovery News

As baleias que vivem perto das ilhas Galápagos apresentam níveis de poluição mais elevados do que as que nadam noutras zonas do Oceano Pacífico, concluiu um estudo divulgado recentemente na Environmental Health Perspectives, citado pela Discovery News. Recorde-se que as Galápagos são um sítio protegido pela UNESCO. Os poluentes detectados incluem o pesticida DDT, alguns hidrocarbonos e 30 tipos diferentes de polychlorinated biphenyls (PCB).



“A ingestão é a principal via de exposição das baleias, através dos contaminantes presentes na sua dieta”, explicou Celine Godard-Codding, uma das co-autoras do estudo, acrescentando que a absorção através da pele, por exemplo, após o derrame de óleo, é também uma importante fonte de contaminação.



Esta investigadora e os colegas analisaram a pele e o óleo de 234 machos e fêmeas de cachalote em cinco locais diferentes do Pacífico: o Golfo da Califórnia (México), as ilhas Galápagos (Equador), as águas entre as Galápagos e Kiribati, Kiribati e Papua Nova-Guiné. Os cientistas analisaram amostras de tecido à procura de CYP1A1, uma enzima que é afectada por determinados hidrocarbonos, e concluiram que, quanto mais expostas as baleias estão às substâncias poluentes consideradas no estudo, mais enzimas deste tipo são produzidas.



A presença de CYP1A1 é mais elevada nas baleias das ilhas Galápagos, logo seguida daquelas que vivem no Golfo da Califórnia. Os níveis mais baixos foram detectados nos animais que vivem nas águas mais distantes do continente. “Ficámos surpreendidos com o facto de os níveis mais elevados do biomarcador CYP1A1 terem sido detectados nas Galápagos”, sublinhou Celine Godard-Codding ao Discovery News. “Ainda não sabemos se isto reflecte níveis elevados de poluentes nas águas das Galápagos ou na cadeia alimentar destas águas”.



Celine Godard-Codding acrescentou que estas substâncias poluentes são “maioritariamente produzidas pelo homem” e “acabam por ir ter aos oceanos uma vez libertados no ambiente”. “Os oceanos são o último reduto para os contaminantes ambientais mais preserverantes”, explicou a mesma investigadora”.

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Aumentam os casos de queimaduras solares nas baleias

11/11

2010

às 11:00

 Foto: Discovery News

Um estudo recentemente divulgado refere que há cada vez mais casos de baleias com queimaduras solares, tudo indica que devido aos elevados índices de raios-ultravioletas resultantes da diminuição da camada de ozono, divulga o Discovery News. Esta é a primeira investigação que comprova os danos que os raios solares provocam na pele das baleias, sempre que estas emergem.



“O que se passa é que as baleias não têm cabelo, nem pêlos ou penas, que lhes podia oferecer alguma protecção. Além disso, são obrigada as vir à superfície para respirarem”, explica Karina Acevedo-Whithehouse, uma das co-autores do estudo, publicado na revista “Proceedings of the Roual Society B”.



“Algumas espécies animais podem proteger-se tendo determinados comportamentos, como pondo-se à sombra, mas as baleias não têm esta possibilidade”, acrescentou Karina Acevedo-Whithehouse, pós-doutoranda no Zoological Society of London. Karina e os seus colegas de instituição trabalharam em conjunto com o Instituto de Zoologia, a Universidade de Londres – Queen Mar e o Instituto Nacional Politécnico de Ciência Marinha do México.



Os cientistas realizaram estudos de fotografia e biópsias à pele de cachalotes, baleias azuis e baleias comuns no Golfo da Califórnia, uma zona próxima das latitudes topicais, onde as doses de radiação do cancro de pele são cinco vezes mais altas do que nas zonas de latitude médica, segundo os autores. As amostras de pele foram recolhidas entre os anos 2007 e 2009, com recurso a dardos de aço inoxidável.

 

Quase todas as amostras continham “células queimadas pelo sol”, ou seja, células com danos no ADN provocados pelos raios ultra-violetas. Estes indicadores foram também encontrados nas camadas mais profundas da pele das baleias, indicando que estas tinham queimaduras solares graves. Concluiram que os cetáceos de pele clara, à semelhança dos seres humanos, têm mais probabilidades de sofrerem queimaduras solares.



Os investigadores acreditam que esta é uma realidade que se vai agravar, devido ao aumento dos raios ultra-violetas.

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