Resultados por tag: lince

Nasceram sete crias de lince ibérico em cativeiro

23/03

2012

às 14:30

 

Uma das fêmeas do programa de reprodução do Lince Ibérico deu à luz quatro crias, que estão a ser amamentadas pela progenitora, enquanto uma outra fêmea deu à luz três crias, tendo duas delas sobrevivido mercê de amamentação artificial e incubadora.



Segundo divulgou ontem o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), Castañuela, uma fêmea de 6 anos, chegada a Silves em novembro 2011, deu à luz, a 06 de março, quatro crias na caixa-ninho do seu cercado.



Apesar de serem muito raros partos com número tão elevado de crias -- o outro caso ocorreu em Espanha -, esta fêmea "mostra grande dedicação e demonstra estar a cuidar adequadamente de toda a sua prole", que segue com atividade e ritmos de lactação normais, relata o ICN.



Quanto a Biznaga, uma das fêmeas que nunca reproduziu no programa, deu à luz 3 crias, a 05 de março. Duas das crias foram abandonadas uma hora após o nascimento pelo que está a ser tentada a sua sobrevivência com amamentação artificial e incubadora. Pesam atualmente cerca de 400 gramas cada.



A terceira cria acabou por morrer passadas 48 horas, apesar de a fêmea ter demonstrado cuidados parentais normais.



O começo da época de reprodução 2012 no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico ocorreu em dezembro de 2011, com o início do cio das fêmeas. Os acasalamentos foram planeados de acordo com critérios genéticos e respeitando as interações comportamentais observadas entre os animais.



Durante o período potencial de gestação as fêmeas são seguidas com particular atenção e são feitas análises às fezes e urina para testes de gravidez.



Toda a atividade dos animais é acompanhada com vídeo vigilância contínua (24 horas) pelas equipas dos centros de reprodução em cativeiro de lince em Portugal e Espanha, que já possuem experiência adquirida nos anos anteriores.



Este ano cabe a letra "J" como inicial para nomear animais nascidos em cativeiro e animais nascidos na natureza, numa altura em que se trabalha diariamente em prol do futuro ainda incerto do lince ibérico.

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Exposição sobre lince ibérico em Leça do Balio

04/01

2012

às 14:56

 

O parque temático Mundo em Festa, em Leça do Balio, Matosinhos, acolhe a partir de domingo uma exposição de banda desenhada sobre o lince ibérico, que visa sensibilizar as crianças para a importância da preservação da espécie.



Esta exposição, denominada "Lince-Ibérico: a sua história em Portugal", é realizada em parceria com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e mostra a evolução desta espécie de felino que se encontra em risco de extinção na Península Ibérica.



Em comunicado, o parque temático Mundo em Festa refere que a exposição, de entrada gratuita, estará patente até ao dia 10 de Fevereiro.



"Com ilustrações de José dos Santos Garcês e argumento do biólogo Bruno Pinto, a exposição conta a história do lince ibérico desde a Idade Média, altura em que esse animal existia em grande número, até aos dias de hoje, em que a espécie se encontra à beira da extinção", acrescenta.



Além desta exposição, o parque temático, em colaboração com a LPN, prevê promover ao longo do ano outras iniciativas que visam a angariação de verbas para o programa Lince, de protecção do habitat desta espécie.

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Portugal e Espanha lançam projecto conjunto de defesa do lince ibérico

08/09

2011

às 19:00

Portugal e Espanha juntaram-se mais uma vez para defender o lince ibérico e seu habitat, no projecto Iberlince, que vai abranger quase toda a área de distribuição histórica da espécie, com acções concertadas.

 

Durante os cinco anos do projecto, os métodos utilizados "serão harmonizados entre todos os parceiros ibéricos e as acções serão comuns" nas várias áreas de distribuição histórica de onde o lince desapareceu nas últimas décadas, explica o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), em resposta a questões colocadas pela agência Lusa.

 

Assim, as acções de reintrodução da espécie "serão coordenadas bem como a conservação do habitat mediterrânico e o sucesso de populações futuras", acrescenta a entidade parceira portuguesa no Iberlince.

 

O objectivo é que o regresso deste felino ameaçado "possa vir a concretizar-se valorizando a paisagem mediterrânica" através da iniciativa, apoiada pela Comissão Europeia e que conta com um total de 34 milhões de euros, com as medidas a executar em Portugal orçamentadas em 1,4 milhões de euros.

 

A apresentação do projeto Iberlince "Recuperação da distribuição histórica do lince ibérico (Lynx pardinus) em Espanha e Portugal" vai realizar-se na sexta-feira em Córdova, contando com a presença de responsáveis espanhóis, como a ministra do Meio Ambiente e Meio Rural e Marinho e o presidente da Junta de Andaluzia, mas também o presidente do ICNB, Tito Rosa.

 

A comparticipação nacional traduz-se na realização de uma série de intervenções em áreas de habitat potencial do lince, como a construção de abrigos e cercados para coelho-bravo, a preparação de linces nascidos em cativeiro e ações de divulgação e sensibilização sobre a espécie.

 

As acções do projecto estão planeadas principalmente para zonas transfronteiriças da área de aplicação do Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico, "assegurando habitat e densidade de presas suficientes para o estabelecimento de territórios de uma população viável".

 

O ICNB refere que irá procurar-se "um entendimento e gestão conjunta com proprietários e populações locais cuja colaboração é fundamental para a reintrodução da espécie". O projecto Iberlince é co-financiado a 62 por cento pela União Europeia, complementando outros trabalhos e acções anteriores que "têm permitido uma recuperação progressiva" de algumas áreas de habitat.

 

Actualmente, não se conhecem populações residentes de lince em Portugal, embora existam registos ocasionais de ocorrências de animais que realizam extensas deslocações, especifica o ICNB.

 

As estimativas apontam para a existência de cerca de 200 exemplares de lince-ibérico na natureza, a maioria distribuídos pelas duas únicas populações onde está comprovada a sua reprodução e situadas na Serra Morena e na região de Doñana, na Andaluzia, em Espanha.

 

Segundo informação do site do ICNB, o Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico de Silves, no Algarve, tem uma população residente de 16 linces, dos quais 13 inauguraram a unidade em 2009 e três foram transferidos no final de 2010.

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Projecto de recuperação do habitat do lince-ibérico distinguido pela Comissão Europeia

20/05

2011

às 10:30

Um projecto promovido pela Liga para a Proteção da Natureza (LPN) para recuperar o habitat do lince-ibérico em Moura e Barrancos foi distinguido pela Comissão Europeia como um dos seis melhores projetos LIFE - Natureza avaliados em 2010.

 

Dos cerca de 60 projetos LIFE - Natureza desenvolvidos em vários países da Europa e avaliados em 2010, apenas seis receberam a distinção de "Melhores entre os Melhores" da Comissão Europeia, anunciou ontem a LPN em comunicado enviado à Lusa.

 

O projecto "Recuperação do habitat do lince-ibérico no sítio Moura/Barrancos", promovido pela LPN em parceria com a Fauna & Flora International (FFI) e o Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e que decorreu entre Outubro de 2006 e Dezembro de 2009, figura no lote daqueles seis projectos.

 

"Foi com enorme satisfação que recebemos a notícia da distinção atribuída pela Comissão Europeia", disse à Lusa o coordenador do projecto, Eduardo Santos, da LPN. A distinção, frisou, "incentiva todos a continuar o trabalho", que prossegue no âmbito do novo projeto LIFE - Habitat Lince Abutre, que "esperamos que incentive mais proprietários e gestores a colaborar na conservação do lince-ibérico e do abutre-preto", tal como aconteceu no anterior projecto agora distinguido e que teve "tão feliz resultado".

 

Segundo a LPN, o reconhecimento da Comissão Europeia, através da distinção e do co-financiamento de 75% prestado, "motiva e premeia os esforços de todos" os que colaboraram durante mais de três anos no projecto e os resultados obtidos.

 

O projecto, também conhecido como "LIFE Lince Moura/Barrancos", tinha como principal objetivo "contribuir para a recuperação e a conservação de habitats favoráveis à presença do lince-ibérico no sítio Moura/Barrancos", incluindo a recuperação das populações naturais de coelho-bravo, a principal presa daquele "raro felino", explica a LPN.

 

Segundo a organização, o projecto "veio demonstrar inequivocamente que a articulação e a compatibilização das actividades humanas com a conservação da natureza são possíveis, em particular no caso da preservação do lince-ibérico e dos seus habitats".

 

A "chave do sucesso resultou sobretudo da confiança e da colaboração de todos os proprietários e gestores" que assinaram protocolos de colaboração com a LPN, "permitindo implementar medidas de gestão e conservação do habitat dirigidas ao lince-ibérico".  Já o envolvimento dos parceiros, sublinha a LPN, "garantiu maior capacidade de actuação, conhecimento multidisciplinar e coerência no desenvolvimento das acções".

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Zoo de Lagos recebe três crocodilos-anões e uma fêmea de lince americano

28/03

2011

às 20:32

  Foto: Parque Zoológico de Lagos

O Parque Zoológico de Lagos recebe amanhã quatro novos habitantes: três crocodilos anões africanos (os únicos em Portugal) e uma fêmea de lince americano. Em declarações à agência Lusa, Paulo Figueiras, o proprietário do parque, explicou que os crocodilos são provenientes do Bioparque de Fuengirola, enquanto a fêmea de lince vem do Zoo de Jerez de la Frontera, ambos em Espanha. O mesmo responsável referiu que os crocodilos-anão têm cerca de seis anos, meio metro de comprimento e são originários de África, "embora tenham nascido no parque espanhol, tal como o lince, que tem cerca de seis meses de idade".

 

Os crocodilos são da espécie mais pequena do Mundo. Vivem no oeste de África e na costa de Serra Leoa, em pântanos. Alimentam-se de pequenos mamíferos, como roedores, mas também gostam de insectos e anfíbios. O crocodilo anão é um ser, normalmente solitário, e para se defender dos predadores a sua pele, em tons verdes, permite uma camuflagem. Raramente atacam humanos. Esta espécie está ameaçada porque as populações os matam para comer e vender a sua pele muito utilizada em carteiras.

 

Já a fêmea de lince americano, espécie conhecida como “bobcat”, vem também de um zoo em Espanha e vai fazer companhia ao macho que já está nas instalações do Zoo de Lagos há alguns anos. O objectivo é fazer com que estes dois exemplares se reproduzam e contribuam desta forma para o aumento do número de linces americanos, animais que também se encontram ameaçados.

 

O mesmo responsável disse ainda que o Zoo de Lagos recebeu, no fim-de-semana, outros dois animais, provenientes da associação AAP Stitching, com sede em Almere, na Holanda. "Trata-se de um Coati de cauda anelada e um macaco saguim-comum, animais que foram resgatados pela associação, que recolhe de animais abandonados, confiscados e em situações de risco", observou Paulo Figueiras. Os dois animais, o Coati, mamífero de ordem carnívora, e o saguim vão juntar-se a fêmeas existentes naquele zoo algarvio.

Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico comemora o primeiro aniversário

26/10

2010

às 16:52

O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico de Silves recebeu o primeiro de 16 animais há um ano e o balanço do trabalho para conservar a espécie ameaçada de extinção, feito pelos seus responsáveis, é positivo.  O primeiro animal a chegar ao centro, a 26 de Outubro de 2009, foi a fêmea de cinco anos Azahar, nome árabe para "flor de laranjeira", e a transferência dos 16 animais, a partir de Espanha, ficou concluída a 1 de Dezembro, tendo nessa altura começado o trabalho de preparação para a reprodução em cativeiro, que chegou a acontecer com duas crias nascidas em Abril, mas que acabaram por morrer.

 

Apesar de uma só ter resistido cinco dias e outra, 15, a coordenadora do plano de acção para a conservação do lince ibérico em Portugal, Lurdes de Carvalho, considerou que "foi um sucesso haver reprodução de linces ibéricos na primeira época em que o centro abriu, sobretudo de um animal - Azahar - que tinha tido duas tentativas sem sucesso em Espanha".

 

Lurdes Carvalho explicou que, apesar de as duas crias terem morrido por causa de uma "infecção bacteriana" e de "problemas congénitos", o facto de terem sido concebidas e nascido com vida só por si já é um factor positivo no primeiro ano de existência do centro porque se tratou das primeiras reproduções comprovadas em Portugal nos últimos 30 anos. "Ficámos todos admirados por haver reprodução, porque é uma espécie que é muito difícil de se reproduzir sem as condições ideais. E o trabalho que está a ser desenvolvido está dentro das expectativas, apesar da morte das crias", afirmou, por outro lado, a presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Alexandra Cunha.

 

Os responsáveis do centro ainda tiveram que lidar, em Março, com uma infeção renal crónica numa das fêmeas, chamada Espiga, tendo o seu director, Rodrigo Serra, explicado na altura à agência Lusa que, dos 71 animais que integram o programa em Portugal e Espanha, 20 já tinham manifestado os sintomas da doença e três já tinham morrido.  Dias depois, fonte do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse que a fêmea estava a reagir bem ao tratamento e o seu estado de saúde não se estava a agravar.

 

Quando se cumpre um ano da chegada do primeiro animal ao Centro Nacional de Reprodução de Silves, Portugal recebe também o Primeiro Seminário do Lince Ibérico, que decorrerá entre quinta e sexta feira na Universidade do Algarve (UAlg), em Faro. "O objectivo do encontro é juntar todas as instituições que estão a trabalhar na conservação do lince ibérico em Portugal para trocar informação", disse à agência Lusa Alexandra Cunha, presidente da LPN, organizadora do seminário.

 

Além da parte técnica, o Seminário terá o segundo dia mais dirigido para a sensibilização da população de forma a estar preparada para a última fase do projecto, que prevê a libertação do animal no seu habitat natural, estando para o efeito a serem preparadas três zonas: em Moura/Barrancos, na Serra do Caldeirão e no Baixo Guadiana. Em 1988 a população de linces ibéricos rondava os 1200 indivíduos, número que em 2005 caiu para os 200, tornando-o numa das espécies mais ameaçadas de extinção. A abertura do centro em Silves pretende evitar a extinção da espécie.

 

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1º Seminário do Lince-ibérico em Portugal

12/10

2010

às 18:12

 

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) realiza, nos próximos dias 28 e 29, o 1º Seminário do Lince-ibérico em Portugal, dirigido a todos os que directa ou indirectamente lidam com as questões da conservação da natureza e biodiversidade, com especial no lince-ibérico. O seminário (que irá ter lugar no Auditório Teresa Gamito, na Universidade do Algarve) pretende debater a problemática do estado actual de conservação do lince-ibérico em Portugal, baseado na apresentação dos esforços de conservação da espécie que estão a ser desenvolvidos no nosso país.

 

O lince-ibérico é o único grande mamífero carnívoro endémico da Península Ibérica e só uma intervenção urgente poderá travar o seu processo de extinção e evitar o primeiro desaparecimento de um felino na Europa nos últimos dois mil anos, alerta a LPN.


A ficha de inscrição pode ser descarregada aqui.

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Lince da Malcata enriquece espólio do Museu de Penamacor

07/10

2010

às 10:27

 

O lince da Serra da Malcata é o protagonista principal da exposição "Quadros da Fauna Local", que pode ser vista em permanência no Museu Municipal de Penamacor. Este é um dos animais embalsamados que integra, há vários anos, a coleção do museu e que agora tem um novo espaço de exposição. De acordo com a agência Lusa, Joaquim Nabais, técnico do gabinete cultural da Câmara de Penamacor, lembrou-se de "retirar a passarada da vitrina", encontrado novo poiso numa das salas que acolhia parte da coleção de alfaias e outros instrumentos ligados à vida rural.



A falta de espaço no museu foi ultrapassada com a instalação de troncos e ramos de árvore suspensos no tecto, que servem agora de montra às aves. Na base desta "vivem" agora os mamíferos, como o lobo, o furão ou a raposa. Há ainda montras onde se encontram o lince ibérico, a lontra, o coelho ou a perdiz, que surgem enquadrados pelas paisagens naturais do concelho.



Ilídia Cruchinho, vereadora com o pelouro da Cultura em Penamacor, disse à agência Lusa que o museu tinha exemplares "interessantes e que caracterizavam bem toda esta região", razão pela qual mereciam um espaço mais cuidado, de forma a chamar a atenção dos visitantes.



O Museu Municipal de Penamacor sofre há vários anos de falta de espaço, problema cuja resolução esteve dependente, em parte, da mudança da vizinha tesouraria e repartição de finanças para outro local, o que aconteceu em 2009. "A ampliação do museu, no que diz respeito ao espaço, não é problema, mas estes projectos precisam de financiamento. Não é só abrir uma porta ou duas e fazer uma ligação", explicou Ilídia Cruchinho. A vereadora acrescentou que o projecto para a ampliação existe, mas ainda não foi conseguido o financiamento.



O Museu Municipal de Penamacor foi criado em 1949 e encontra-se instalado desde 1982 na antiga Companhia Disciplinar de Penamacor, onde Álvaro Cunhal chegou a estar detido durante o Estado Novo. Em 2009 recebeu cerca de seis mil visitantes, segundo dados da autarquia.

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