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Ovelhas podem avisar pastor que estão a ser ameaçadas através do telemóvel

08/08

2012

às 15:59

 

Alfredo da Cunha/Arquivo

Um biólogo suíço idealizou um colar que mede o ritmo cardíaco dos rebanhos. Quando as ovelhas se sentem angustiadas, o aparelho envia uma mensagem para o telemóvel do pastor, alertando-o para o facto de algo se estar a passar, nomeadamente um eventual ataque de lobos.



Embora soe a ficção científica, a verdade é que os pastores suíços estão a acolher bem esta ideia desenvolvida por Jean-Marc Landry, um perito em lobos, conta o jornal espanhol ABC. Nos últimos tempos dispararam os ataques de lobos aos rebanhos, que na tentativa de fugir acabam por destruir os cercados onde se encontram.



Os primeiros protótipos dos colares foram já colocados numa dezena de ovelhas que pasta nos Alpes suíços. Para testar o sistema, utilizaram dois cães açaimados para assustar os animais. Em situação normal, as batidas cardíacas variam entre as 60 e 80 por minutos. Quando as ovelhas estão assustadas, esse número triplica.



No próximo outono começaram a ser produzidas coleiras em série, que terão um chip incorporado. O chip enviará uma mensagem de alerta para o telemóvel do pastor e emitirá um som forte para intimidar os lobos.



Jean-Mac Landry não quer ficar por aqui. O objetivo é desenvolver um sistema que permita à coleira libertar substâncias para cima do lobo mais próximo. A partir de então, não haverá mais ovelhas desprotegidas, garante.

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Hospital Veterinário de Vila Real trata lobo ferido numa armadilha ilegal

27/04

2012

às 18:42

 

Um jovem lobo, vítima de uma armadilha ilegal, é por estes dias o paciente mais especial do Hospital Veterinário da Universidade de Vila Real, aonde os médicos veterinários lutam para salvar a pata ferida deste animal protegido.



Chegou muito debilitado ao Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), depois de ter sido encontrado junto à aldeia de Meixedo, Montalegre, preso por uma pata num laço usado na caça ilegal.



O médico veterinário Filipe Silva explicou hoje aos jornalistas que o lobo, que deverá ter um ano e que pesa 30 quilos, vinha muito assustado e nem comia. Passados cinco dias, já come, mas inspira ainda muitos cuidados.



Hoje, os médicos procederam a uma avaliação da pata ferida. Na sala de cirurgia do Hospital Veterinário, o animla foi sedado, monitorizado, enquanto se procedia à remoção do penso. Cerca de uma hora depois, Filipe Silva avançava com uma avaliação.



"Para já, não é o pior cenário. Não está a correr tão mal como esperávamos no início. Não temos sinais evidentes de gangrena para já", salientou. E se não surgirem sinais de gangrena, o responsável diz ter esperança de que não seja necessário proceder à amputação da pata.



Agora é preciso, acrescentou, continuar a mudar a penso de três em três dias, mantê-lo alimentado, medicado com antibióticos e anti-inflamatórios e evitar que o animal se mutile. "Vai tentar roer o penso, por isso vamos ter que estar muito vigilantes", sublinhou.



Filipe Silva referiu que, num cão, o tratamento a este tipo de ferimentos demora cerca de um mês e meio a dois meses. "Tratando-se de um lobo, achamos que deverá ser mais ou menos a mesma coisa. Pelo menos dois meses até que o membro não necessite de cuidados continuados", salientou. Enquanto isso, o contacto com os humanos é restringido ao mínimo.



O jovem animal está numa jaula própria para lobos e só vê os médicos durante os períodos de alimentação e medicação. Se recuperar bem, este poderá vir a ser o primeiro lobo a ser devolvido à natureza nestas circunstâncias.



"O ideal, do ponto de vista teórico, seria recolocá-lo na natureza. Contudo, temos que ver qual será a sua função, dependendo inclusive do tempo que ele estiver afastado do próprio meio e da capacidade de se integrar na comunidade", referiu José Paulo Pires, do Instituto de Conservação da Natureza (ICN).



Tudo está dependente da recuperação do animal, do estado sanitário e da capacidade biológica de sobrevivência do próprio lobo. Se não puder regressar ao seu habitat natural, poderá ter de ser colocado num centro de recuperação de animais ou ser utilizado para educação ambiental.



José Paulo Pires referiu que a população lupina está mais ou menos estável em Portugal. Neste momento, devem existir cerca de 300 lobos a norte do rio Douro.



Nos últimos quatro anos, o CRAS da UTAD tratou uma média de 200 animais, 90 por cento dos quais aves, provenientes do Norte e Centro do país. Os ferimentos estão na maior parte dos casos relacionados com a atividade humana, como tiros, atropelamentos ou a manutenção em cativeiro.



Mas, segundo Filipe Silva, a eletrocussão é também uma das causas dos ferimentos dos animais. De acordo com o responsável, dos animais tratados, cerca de 70 por cento são devolvidos à natureza.

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Lobo americano percorre milhares de quilómetros à procura de companheira

26/12

2011

às 15:33

 

Um lobo de apenas dois anos emocionou a opinião pública americana nas últimas semanas por ter percorrido milhares de quilómetros em busca de uma companheira.



De acordo com o jornal espanhol ABC, a demanda começou em Fevereiro, quando o animal foi capturado por um biólogo do Serviço de Pesca e Natureza do estado do Oregon. O profissional colocou-lhe um chip subcutâneo, uma coleira com um aparelho GPS e deu-lhe o nome de código OR-7.



No início da Primavera, OR-7 separou-se da matilha e, à semelhança de todos os jovens machos, começou a procurar uma companheira com que acasalar em território livre e dar início à sua própria matilha.



Desde então, o lobo viajou desde o nordeste daquele estado americano até à fronteira da Califórnia sem encontrar qualquer fêmea.



Nos últimos meses, a viagem de OR-7 foi seguida com muita atenção pela opinião pública americana porque, pouco depois de se ter separado da sua matilha, atacou um rebanho e as autoridades deram-lhe ordem de caça.



Várias associação de defesa dos animais asseguram que os lobos são inocentes do ataque atribuído a uma matilha de cães selvagens e recorreram da “sentença de morte” decretada contra OR-7.



Enquanto isso, o jovem lobo percorreu milhares de quilómetros para encontrar o par ideal. Nas últimas semanas, foi localizado no Parque Nacional de Crater Lake, perto da fronteira com a Califórnia.



Embora ainda não tenha sido visto acompanhado, algumas pessoas afirmam terem encontrado vestígios de um outro lobo junto dos seus.

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A preservação do lobo ibérico como prenda de Natal

11/12

2011

às 19:29

 

 

Chega a interagir com o público dando uivos e aproximando-se dos visitantes. Faia é já considerada a principal atração do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) de Mafra, que necessita de donativos para preservar a espécie.



Graças à sua juventude, este animal selvagem tem um comportamento ainda pouco destemido e sociável, permitindo ao centro sensibilizar o público para a preservação da espécie, ameaçada ao fim de décadas de perseguição pelo Homem por causa da caça e dos ataques a animais domésticos, em resultado da redução de presas naturais.



A sofrer da redução de donativos por causa da contenção económica, que levou este ano à dispensa de colaboradores, o CRLI, já visitado por seis mil pessoas em 2011, olha para a crise como uma oportunidade para defender causas, sobretudo no período do Natal.



"Temos de ser mais selectivos nas prendas que oferecemos e oferecer uma adopção [de um lobo] é uma forma de ajudar o centro e contribuir para uma causa ambiental", refere o biólogo Francisco Fonseca, presidente do Grupo Lobo, responsável pelo CRLI, onde coabitam mais seis lobos num ambiente semelhante ao seu habitat natural.



É o caso de Soajo, irmão de Faia. Os dois foram os últimos a nascer no centro, há três anos, mas o macho apenas se deixa observar atraído pelo jipe que distribui a comida pelos animais. Uma história muito diferente daqueles que vêm de jardins zoológicos e, por sinais de velhice, são dispensados e acabam por passar os últimos anos de vida no CRLI.



"Procuramos limitar o acesso dos visitantes porque queremos que os lobos tenham condições de vida e não queremos causar uma grande pressão sobre os animais", explica Francisco Fonseca.



Lobito chegou ao centro há um ano, depois de ser resgatado pela GNR de um cativeiro ilegal no norte do país, e ainda está longe dos olhares dos visitantes, que esta semana deixaram de poder observar o lobo Prado. A sua morte veio entristecer o Natal no CRLI, 16 anos depois de ali ter nascido.



O CRLI, único no país, pretende integrar o programa europeu de reprodução de lobos em cativeiro, para vir a receber lobos que já não trazem mais-valia genética ao programa, evitando assim o seu abate ou o realojamento em jardins zoológicos.

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Lobo está a desaparecer das Terras de Aguiar

13/10

2011

às 14:49

O lobo, que está em regressão na zona do Alvão/Padrela, vai ser uma das espécies em destaque no primeiro "Seminário de Biodiversidade das Terras de Aguiar", que decorre na sexta-feira e no sábado, em Vila Pouca de Aguiar.

 

Durante dois dias, especialistas nacionais vão dar aulas teóricas e práticas sobre temas que vão desde o lobo aos cogumelos, morcegos, Veronica Micrantha (planta), mamíferos aquáticos, ecossistemas ribeirinhos, aves de rapina, matos de altitude, répteis e anfíbios e qualidade biológica da água.

 

Há vários anos que o Grupo Lobo estuda a população lupina nas serras do Alvão e da Padrela, que se estendem pelo concelho de Vila Pouca de Aguiar. Os trabalhos de monitorização resultaram também da construção das autoestradas A24 e A7 e de parques eólicos.

 

O técnico do Grupo Lobo, Gonçalo Costa, disse hoje à Agência Lusa que se tem observado um "declínio" da espécie nesta área, onde se pensa que, pelo menos, duas alcateias deixaram de existir enquanto organização. O último Censo Nacional de Lobo, efetuado em 2002/2003, identificou sete alcateias nesta área do distrito de Vila Real.

 

Gonçalo Costa referiu que estes animais podem ter escolhido outro território por causa da falta de alimento, porque há menos presas selvagens como javalis ou corços, ou por perturbação do habitat.  É que, muitas destas áreas que eram praticamente inacessíveis há uns anos e que foram escolhidas como locais de refúgio pelos lobos, são actualmente atravessados por estradas ou estradões de terra batida.

 

A construção de mais três barragens na zona do Alto Tâmega, que vai dar origem a uma albufeira contínua ao longo de 60 quilómetros, vai criar um efeito barreira, deixando poucos pontos de passagem entre o Alvão e a zonas do Gerês e Barroso, onde as alcateias são mais estáveis.

 

O responsável referiu que esta barreira poderá dificultar o cruzamento de indivíduos e a reprodução, o que, a médio ou longo prazo, poderá até levar ao desaparecimento das alcateias enquanto organização social nesta área.

 

Para estudar os lobos, e porque estes animais são de difícil observação, os técnicos recorrem a indícios da presença, como dejectos, e à sua análise genética para diferenciar de outros animais como cães e verificar as ligações familiares entre indivíduos. Outra técnica é a armadilhagem fotográfica que consiste na colocação de câmaras com sensores de movimento também espalhadas pela área de estudo e que se achem propícias à passagem da espécie.

 

Organizado pelo município de Vila Pouca de Aguiar, o primeiro "Seminário de Biodiversidade das Terras de Aguiar" vai ter uma forte componente prática, apostando na observação in loco nas áreas que integram a Aguiar Nature -- Rede de Interpretação dos Espaços Naturais e a Rede Municipal de Percursos de Vila Pouca de Aguiar.

 

O presidente da autarquia, Domingos Dias, diz que se trata de um "evento único a nível nacional", que vai contribuir para a troca de conhecimentos e partilha de experiências no meio académico, escolar e amantes da natureza.

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Ataques do lobo ibérico custaram 765 mil euros em 2010

14/05

2011

às 11:55

O lobo ibérico, em vias de extinção, terá sido responsável, no ano passado,  por 2.500 ataques a animais domésticos, acarretando indemnizações de 765 mil euros, mas também foi agredido pelo homem, segundo o Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

 

Em resposta a perguntas da agência Lusa, o ICNB informou que, no ano passado, "foram considerados como alvo de indemnização cerca de 2.500 ataques ao efectivo pecuário atribuíveis ao lobo". Este comportamento, principalmente dirigido a rebanhos, correspondeu a um custo de cerca de 765 mil euros. Por outro lado, o sistema de monitorização de lobos mortos, criado pelo ICNB em 1999, permitiu obter "dados extremamente relevantes" relativos à mortalidade causada de forma "direta e indireta" pelo homem.

 

Embora alerte para a "cautela" a ter na interpretação dos valores, o instituto refere o atropelamento como causa principal de morte dos lobos analisados por aquele sistema (com cerca de 35 por cento do total), seguindo-se traumatismo, tiro ou laço.

 

O ICNB explica que os delitos dirigidos ao lobo ibérico, como aliás, os incumprimentos no âmbito da conservação da natureza, em termos gerais, "são habitualmente difíceis de detectar" pois são "praticados em áreas de difícil acesso e pouco frequentadas". Do mesmo modo, "é difícil conseguir apanhar os infractores em flagrante", atribuir responsabilidades e obter consequências legais para os comportamentos que vão contra as regras estipuladas. 

 

A protecção da espécie, com a publicação da respetiva lei em 1990, e o pagamento de indemnizações pelos prejuízos sobre os efectivos pecuários atribuídos ao lobo "permitiram reduzir o nível de perseguição directa e travar a grande regressão que se fazia sentir". Uma forma de tentar melhorar a relação entre os homens e os lobos foi retomar uma "técnica" antiga, através da utilização da ajuda de cães.

 

O ICNB avança o exemplo do Programa de Distribuição de Cão de Gado Transmontano, que tem recebido uma aceitação local "muito positiva". Entre 1994 e 2010, o Parque Natural de Montesinho entregou a pastores e proprietários de rebanhos cerca de 800 cães, o que permitiu uma "redução progressiva" do montante anual de indemnizações por prejuízos atribuídos ao lobo na sua área de intervenção.

 

Assim, no ano passado, o valor de indemnizações pago naquela região passou para cerca de 25 por cento, ou seja um quarto, do total do valor registado em 2002, ficando nos 18 mil euros, aponta o ICNB. As estimativas apontam para a existência de cerca de 300 lobos ibéricos em Portugal, a maior parte a norte do rio Douro.

Congresso americano vai retirar lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas e autorizar a sua caça

15/04

2011

às 18:00

 

O lobo cinzento será o primeiro animal a ser retirado da lista americana de espécies em perigo por decisão do Congresso, e não devido a uma proposta científica nesse sentido, na sequência de um projecto de lei ontem enviado à Casa Branca, segundo o site Mother Nature Network. A nova legislação obrigará ao levantamento das medidas de protecção que abrangem os 1200 lobos cinzentos que vivem em Montana e Idaho, colocando-os debaixo do controlo estatal e permitindo a sua caça mediante autorização prévia.



Ainda não está definido o número de lobos que podem ser caçados, mas de acordo com Gary Power, do Departamento de Caça e Pesca de Idaho, a proposta agora submetida ao Congresso prevê que o número de lobos em Montana e Idaho desça para os 150 em cada um dos estados. Contudo, Gary Power disse à Reuters não acreditar que o número de animais desça tanto. Em Idaho existem 700 lobos e, em Montana, cerca de 550.



A retirada do lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas está a ser bem acolhida pelos rancheiros, que consideram que o aumento da comunidade de lobos no norte das Montanhas Rochosas é uma verdadeira ameaça para os seus rebanhos. Por outro lado, os ambientalistas defendem que a retirada de uma espécie da lista deverá ser tomada por biólogos e não por políticos. A administração Obama pediu aos ambientalistas para aceitarem os planos definidos para Montana e Idaho como adequados para manter um número equilibrado de lobos – sem protecção federal – agora que as comunidades recuperaram.

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Cadela chinesa amamenta lobo e pantera bebés

23/03

2011

às 19:16

 

Uma cadela de um jardim zoológico chinês adoptou um lobo e uma pantera bebés, cujas mães não têm leite suficiente para os alimentar, segundo a Reuters. A cadela, que vive no Zoo Badalin, em Beijing, deu à luz recentemente e aceitou, sem qualquer objecção, as duas crias.


Li Hongxi, um dos tratadores do zoo, disse à Reuters: “Porque os cães têm um cheiro diferente do das panteras, estivemos a observá-los atentamente, enquanto ela cheirava e lambia a pantera. De início, parecia que a queria morder, mas dois dias depois já a tinha aceite plenamente e até já estava a produzir mais leite”.



Os responsáveis pelo zoo garantem que a cadela continua a alimentar os seus próprios filhotes, explicando que só continuará a amamentar as crias de lobo e pantera por mais um mês. A partir de então, os dois serão alimentados a biberão com leite de vaca.

 

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Mitos sobre o lobo debatidos este fim-de-semana em Miranda do Douro

13/03

2011

às 22:40

 

Informar e desmistificar a "animosidade" criada em torno dos lobos foi o objectivo de um conjunto de actividades desenvolvidas, este fim-de-semanam em Duas Igrejas, município de Miranda do Douro. O lobo é uma das espécies cuja área de distribuição mundial tem sido seriamente reduzida. Esta situação tem motivado "enormes" esforços com a finalidade de "evitar" a sua extinção.



"Há zonas no país onde praticamente já não existem lobos. Temos de abordar a espécie de uma forma mais científica e menos empírica, de forma a evitar a extinção do predador", relatou Mónica Almeida, do grupo Lobo, à Agencia Lusa.



Os impactos ambientais, como os provocados pelas autoestradas ou parques eólicos, por vezes resultam na "ausência das alcateias" junto dos centros mais populosos ou rurais. Não opinião dos técnicos, o lobo tem um papel "muito útil" na natureza, já que se trata de "um predador de topo" e visto que a sua principal função é a "limpeza" do ecossistema de animais fracos ou doentes.



"Os animais domésticos são as espécies mais fáceis para um predador como o lobo. Por esse motivo, é preciso estar atento às suas investidas," considera Mónica Almeida. A existência do grupo "Lobo" resulta da necessidade de divulgar novos factos sobre este animal. O predador que "nos habituaram a ver como demoníaco".



"Hoje em dia, estes conceitos estão completamente desactualizados mas, infelizmente, os novos conhecimentos sobre este animal estão pouco divulgados junto da opinião pública e, por este motivo, é necessário sensibilizar a opinião pública para o efeito," considera Mónica Almeida.


A população do lobo está divida por duas regiões importantes a nível nacional: a parte norte e sul do rio Douro. "Na parte sul do rio Douro, a população está ameaçada, enquanto que na região a norte, o lobo cruza-se com as espécies que habitam o lado espanhol, o que faz com que esta zona tenha população lopícula estável," considera a ambientalista.



"Na região norte do país, o lobo alimenta-se essencialmente do corso, veado ou javali. No Minho, os ataques dos lobos são efectuados sobre animais que são pastoreados ao ar livre, tais como os cavalos ou vacas,"disse a mesma especialista.


Na opinião do médico veterinário e membro da associação ALDEIA, João Rodrigues, desde os anos 30 aos anos 80 do século passado, houve uma recessão das espécies de lobos, já que a mesma era considerada como "cinegética". "Em tempo, quem abatesse um lobo era bem visto na população onde residia, porque se considerava que a pessoa tinha feito algo de bom para a comunidade ", referiu.



Os técnicos consideraram que existem cerca de 400 animais espalhados por todo o país. "Tem de se perceber que cinco ou seis animais como o lobo podem patrulhar uma área de 150 quilómetros quadrados", explicou João Rodrigues.

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Segundas jornadas do lobo ibérico este fim-de-semana em Castro Laboreiro

04/03

2011

às 15:39

O Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro organiza as segundas jornadas sobre o Lobo Ibérico com os objectivos de "desmistificar" a maldade do lobo e promover a ideia que estes animais "são parte do ecossistema" do monte. As jornadas realizam-se este fim-de-semana em Castro Laboreiro.

 

À Agência Lusa, Américo Rodrigues, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro (NEPML), explicou que um dos objetivos do encontro é "desmistificar" a imagem do lobo. "Ao longo dos séculos, os lobos foram objecto de perseguições com a desculpa que eram um animal inimigo do Homem. Tal não é verdade. Se é verdade que os lobos atacam os animais domésticos, como o gado, também é verdade que é a acção do Homem que muitas vezes os obriga a isso", afirmou.

 

Isto porque, segundo explicou Américo Rodrigues, "a construção de estradas, a urbanização e a acção do Homem limitou o espaço aos lobos e o alimento". Hoje em dia, disse, os lobos ibéricos "são apreciados e alvo de protecção". "Mas, mesmo assim, só existem cerca de 300 lobos canis lupos signos", a subespécie de lobo existente na Península Ibérica.

 

Outro dos objectivos enumerados por Américo Rodrigues é o de "sensibilizar as populações para o facto de o lobo fazer parte do ecossistema do PNPG". Além disso, o núcleo pretende "chamar a atenção" para a existência de um "vasto património ligado aos lobos". Américo Rodrigues apontou como exemplo a existência de vários fojos, "autênticas obras de arte" que apenas existem nesta zona do mundo.

 

Um fojo, explicou, "é uma armadilha medieval, anterior às armas de fogo, que exigia um grande esforço humano para construir, consistindo em dois muros, com mais de um quilómetro, que convergem para um poço". Quando a população avistava um lobo, contou à Lusa Américo Rodrigues, "reunia-se numa espécie de festa e fazia uma batida". "A queda do lobo no poço era festejada por toda a aldeia", lembrou. Actualmente, o lobo é encarado como uma "fonte de riqueza". "Começa-se a ver uma aposta no ecoturismo baseado no lobo. Isto é uma prova de como a imagem do lobo pode, e deve, ser desmistificada".

 

As jornadas vão incluir palestras com especialistas e autores de obras literárias sobre o lobo ibérico. No domingo, vai ser organizada uma "saída de campo" para visitar os locais onde se podem avistar os animais e alguns dos fojos da região de Castro Laboreiro. Estas vão ser as segundas jornadas subordinadas ao lobo ibérico, depois de, em 2004, terem tido "bastante" adesão. A organização prevê que o mesmo aconteça com estas jornadas, apontando para "cerca de trezentas pessoas, curiosos e amantes do animal excecional que é o lobo", adiantou Américo Rodrigues.

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Lobos conseguem ler o nosso olhar

01/03

2011

às 19:29

  Foto: Discovery News

Se um lobo o está a observar, não olhe na direcção do galinheiro onde tem as suas galinhas guardadas.Segundo um novo estudo, citado pelo Discovery News, os lobos têm essa capacidade de conseguir perceber a direcção do nosso olhar. Uma faculdade que é de vital importância para a sua sobrevivência em estado selvagem, uma vez que tanto lhe permite saber onde está uma presa ou perceber de onde vem uma ameaça.



Os investigadores consideram que essa faculdade exige um processo mais avançado de pensamento, anteriormente visto em apenas algumas espécies, como o ser humano, os chimpazés ou os corvos. Friederike Range e Zsofi Viranyi, da Universidade de Viena, descobriram que os lobos criados em cativeiro desviam-se dos obstáculos que estes estivessem na linha de mira de outro lobo ou mesmo de um ser humano. Se nada de interessante estiver no campo de visão, deixarão de responder a consecutivos olhares.



Contudo, se um ser humano estiver a olhar no vazio, o lobo não parará de reagir. Até às 14 semanas, os lobos seguem a direcção dos olhares no vazio e só mais tarde desenvolvem a capacidade de olhar à procura de objectos. Esta constatação sustenta a tese de que são usados dois processos autónomos de pensamento para seguir diferentes tipos de olhar, defendem os dois investigadores.


A próxima pergunta a responder é a de saber se eles sabem que nós sabemos que eles sabem onde é que as galinhas estão escondidas.

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"Tertúlia com Lobos" em Mafra

18/11

2010

às 14:57

O Grupo Lobo, que comemora 25 anos de existência, e o CLUPAC - Clube Português de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar promovem no sábado uma "Tertúlia com Lobos". Aproveitando o facto de a Delta Cafés ter emitido uma série de pacotes de açúcar alusivo ao trabalho do Grupo Lobo, as duas instituições decidiram aliar o prazer do coleccionismo à vontade de conhecer melhor o último grande predador existente em território nacional.

 

Da parte da manhã, será feita uma visita de cerca de uma hora ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, em Mafra. Depois de almoço, realiza-se no auditório da Casa do Povo de Gradil uma conversa à volta do tema "Biodiversidade - fauna e flora divulgadas através do pacote de açúcar".

 

Para mais informações, contactar o CLUPAC através de: secretaria@clupac.com

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Nas pegadas do lobo ibérico

23/10

2010

às 10:14

 

“Nas Pegadas do Lobo” é o tema do primeiro bio-trilho que a Ecotura vai realizar, no Gerês, nos dias 7 e 20 de Novembro e 4 e 18 de Dezembro. É nas serras do norte do país que vive aquela que é uma das espécies animais mais ameaçadas da Península Ibérica – o lobo. Durante um dia inteiro, técnicos da Ecotura – Centro de Ecoturismo e Turismo Equestre da Serra da Peneda conduzem os visitantes pelos trilhos utilizados pelos lobos, permitindo-lhes observar as suas pegadas e outros sinais da sua passagem. Os participantes terão também a oportunidade de ver in loco um fojo (armadilhas que durante séculos foram utilizadas na caça ao lobo) e ouvir explicações sobre a sua construção e utilização.

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