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Fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos quando acasalam com vários machos

15/10

2012

às 14:49

 

As fêmeas dos peixes guppy têm mais filhos e mais coloridos quando se reproduzem com vários machos, pois o corpo "escolhe" o mais compatível, característica que pode aplicar-se na melhoria da aquicultura, concluiu um investigador português.



Miguel Barbosa, investigador do Scottish Oceans Institute (Instituto Escocês dos Oceanos) da Universidade de St. Andrews, na Escócia, explicou à agência Lusa que se "pensava que um macho era suficiente para a fêmea ter os ovos todos fertilizados e que não havia qualquer razão para uma fêmea procurar um segundo ou terceiro macho".



As fêmeas que se reproduzem com vários machos produzem bebés mais coloridos e em maior número, ou seja, "67% mais bebés do que uma mãe guppy que tenha só um macho", referiu.



No decorrer do trabalho do seu grupo de cientistas, conclui-se que "a fêmea que se reproduz com vários machos tem ao dispor diferentes tipos de esperma e o melhor vai fertilizar os ovos".



Essa escolha "decorre dentro do corpo da fêmea, depois de haver a reprodução", especificou Miguel Barbosa.



A característica de qualidade do guppy pai passa para os filhos e fica também aberta a hipótese de evitar a incompatibilidade genética entre os progenitores.



O investigador defendeu que "uma boa aplicabilidade [deste conhecimento] é nas aquaculturas", onde há o problema da consanguinidade dos peixes, que se reproduzem entre si.



Na reprodução entre elementos muito familiares as probabilidades de não gerarem bebés saudáveis é enorme, frisou.



Assim, "pode ser feita inseminação artificial com esperma de vários machos e combate-se a probabilidade de o esperma de um só macho ser incompatível com as características genéticas da fêmea", sugeriu.



Como resultado, as unidades de produção de peixe em cativeiro obtinham "mais peixe e de mais qualidade", por exemplo, no que respeita a textura da carne, concluiu o investigador.



E Miguel Barbosa vai um pouco mais longe ao dizer que, se se souber qual a melhor compatibilidade genética para a fêmea, é possível encontrar o "macho perfeito" e maximizar a produção.

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China organizou Concurso Internacional de Peixes Dourados

17/09

2012

às 20:18

 

Mais de três mil peixes dourados provenientes de 14 países competiram, no último fim de semana, no recém criado Concurso Internacional de Peixes Dourados, que teve lugar em Fuzhou, na China.



Os criadores bateram-se por uma variedade de títulos, sendo o mais cobiçado o de “World Goldfish Queen”, segundo a edição inglesa do jornal Metro.



Dentro de aquários gigantes alinhados mesas, os peixes ornamentais foram avaliados em 12 categorias, incluindo o maior e o mais pesado peixe em competição.



“Nós avaliamos os peixes dourados tendo em conta cinco critérios: raça, forma do corpo, a forma como nadam, a cor, que é muito importante, e a impressão geral”, explicou Ye Qichang, um dos membros do júri.



Os juízes ficaram especialmente impressionados com um espécime premiado no concurso que pesa 1,75 quilos. “Há cerca de 50 anos que crio peixes dourados, mas nunca vi um tão grande”, acrescentou Ye Qichang.



A criação de peixes dourados é um negócio próspero na China. “O nosso peixe era exportado sobretudo para o Japão e o sudeste asiático, mas o mercado interno cresceu muito depressa nos últimos anos”, explicou Wang Aimin, piscicultor.

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Fluviário de Mora apresentou as novidades para 2012

27/12

2011

às 14:37

 

O Fluviário de Mora, que já recebeu mais de 660 mil visitantes, vai disponibilizar a partir de Janeiro um novo serviço Guia Áudio para fornecer "todas as informações e curiosidades" a quem visita o espaço.



O Fluviário, construído e gerido pelo município de Mora, divulgou hoje que esta vai ser uma das novidades a concretizar no próximo ano.



"Em Janeiro, os visitantes passam a poder utilizar o serviço Guia Áudio, que, de forma muito dinâmica e pedagógica, lhes dará todas as informações e curiosidades", explicam os responsáveis do equipamento alentejano.



Aberto desde Março de 2007, o Fluviário reúne mais de 500 peixes de 55 espécies diferentes de todo o mundo em habitats naturais, aquáticos e terrestres, num percurso entre a nascente e a foz de um rio.



Até à data, o espaço já recebeu "mais de 660 mil visitantes" e tem em curso obras de alargamento que, no global, envolvem um investimento que ronda os 600 mil euros.



"As obras prosseguem a bom ritmo, estando praticamente finalizada toda a estrutura de betão" do novo habitat para lontras, revelou o Fluviário.



Com o novo tanque, que deve estar pronto a tempo das comemorações do quinto aniversário, a infraestrutura vai passar a acolher um novo casal de lontras, que se juntará ao que já possui, formado pela "Mariza" e pelo "Ronaldo".



O novo casal será da espécie "Lutra lutra", existente em algumas bacias hidrográficas de Portugal e com estatuto de protegida, o que implicou que "todo o processo seja acompanhado pela Direcção-Geral de Veterinária e pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade".



As obras, que arrancaram em Junho passado, vão ainda permitir ao Fluviário criar um aquário para "Monstros do Rio", ou seja, para peixes de grande porte, como sejam "carpas com mais de 20 quilos ou esturjões com mais de um metro de comprimento".



"A renovação impõe-se pela diversificação da oferta de um espaço dinâmico e vivo e pela cada vez maior participação do equipamento em projectos científicos, através do seu Núcleo de Investigação", justifica o Fluviário.



O equipamento tem ainda em curso trabalhos de embelezamento de diversos habitats e pretende iniciar, "muito em breve", um projecto para introduzir mais espécies autóctones, de forma a alargar "substancialmente" a sua colecção animal, composta por macroinvertebrados, répteis e anfíbios, entre outros.


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Aquários podem tornar peixes agressivos

06/10

2011

às 16:33

 

Os aquários parecem, à primeira vista, serem ambientes tranquilos, mas se olharmos mais de perto poderemos dar de caras com um peixe dourado furioso.



Um novo estudo concluiu que os peixes ornamentais nos Estados Unidos (que se estimam em cerca de 182,9 milhões) correrem o risco de se tornarem agressivos, devido ao ambiente hostil dos aquários e tanques onde vivem, relata a BBC Discovery News, citando um estudo publicado no Journal of Applied Animal Welfare Science.



“O bem-estar dos peixes de aquário pode não parecer uma questão importante, mas com tantos a viverem em cativeiro, este tornou-se um assunto importante”, explica o coordenador do estudo, Ronald Oldfield, um instrutor de biologia na Case Western Reserve University, num comunicado.



Este é o primeiro estudo sobre o impacto do ambiente dos aquários no comportamento dos peixes ornamentais, embora Ronald Oldfield tenha já feito experiências nesta área anteriormente.



Na última experiência comparou o comportamento do Midas Cichlid (Amphilophus citrinellus) em diferentes ambientes: dentro do seu ambiente natural, num lago na Nicarágua; num tanque artificial num parque zoológico e em aquários.



Na experiência foram utilizados apenas peixes juvenis, para afastar a possibilidade de o comportamento agressivo se dever ao acasalamento, e foram criadas condições para que os animais não disputassem alimento ou abrigo.



O investigador concluiu que nos ambientes mais “complexos”, que apresentavam rochas, plantas e outros ornamentos, os peixes eram menos agressivos. Oldfield defende que este tipo de experiência pode ser adaptada aos seres humanos, cujo comportamento também dependen muito do ambiente em que está.



Do ponto de vista de um peixe, sublinha, um aquário pequeno e pouco ornamental pode assemelhar-se a uma prisão, influenciando o comportamento do animal da mesma forma que tem consequências no ser humano.

 

                             

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Peixe-gato albino gigante capturado em Barcelona

01/08

2011

às 19:07

 

Um peixe-gato albino com 2,44 metros de comprimento e 88 quilos rendeu a um pescador inglês um lugar no livro dos recordes. O peixe, capturado por Chris Grimmer, de Sheffield, Inglaterra, é um dos maiores da espécie alguma capturado à linha, segundo o jornal The Telegraph. Chris - que passou uma semana de pesca no rio Ebro, em Barcelona, com três amigos -  esteve cerca de meia hora a tentar atrair o peixe, depois de este ter conseguido partir o isco. O animal foi devolvido à água em segurança, depois de devidamente pesado.

 De acordo com o mesmo jornal, o maior peixe-gato jamais capturado pesava 293 quilos e foi apanhado na Tailândia em 2005.

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Fluviário de Mora inaugura Sala de Experimentação Animal de Peixes

26/05

2011

às 14:43

Uma Sala de Experimentação Animal de Peixes, a primeira do país criada num aquário ou zoo, é inaugurada em Junho no Fluviário de Mora para permitir trabalhos de investigação científica com organismos aquáticos, foi ontem anunciado. O espaço, já finalizado e licenciado, vai ser "uma das primeiras salas de experimentação no país", sendo mesmo inovadora no que toca a "zoos e aquários" nacionais, garantiu a instituição.

 

A nova valência do equipamento alentejano envolveu um investimento inicial superior a 20 mil euros e vai dedicar-se, essencialmente, ao estudo dos peixes. O director do Fluviário de Mora, José Manuel Pinho, explicou à agência Lusa que se trata de um espaço que vai dar "apoio operacional" ao Núcleo de investigação Científica do equipamento.

 

"Claro que não vamos maltratar os animais, não é isso que fazemos no Fluviário. Os investigadores vão procurar, essencialmente, conhecer um bocadinho mais da vida dos animais, desses seres maravilhosos que vivem no nosso mundo dos rios e dos lagos", frisou.

 

 Segundo o responsável, há uma "complementaridade" entre "o mundo académico e espaços como o Fluviário, que tem também como missão participar na investigação científica, que deve ser aproveitada. Construída com o apoio do município de Mora, a unidade reúne "todos os requisitos legais, bem como as condições necessárias, ao regular funcionamento", garante o responsável pelo Fluviário.

 

A instituição assegura ainda que está garantido o "escrupuloso cumprimento das regras de bem-estar animal" e que o espaço já foi vistoriado por técnicos da Direcção-Geral de Veterinária.

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Estudo prova que as pontas dos cigarros envenenam os peixes

20/04

2011

às 15:00

 

As pontas dos cigarros envenenam os peixes de água doce e os de água salgada, segundo um estudo divulgado no último número da revista científica “British Medical Journal”, citado por El Mundo. Os filtros são dos resíduos mais omnipresentes, se tivermos em conta que anualmente são consumidos 5,6 biliões de cigarros e que as suas pontas demoram muito a degradar-se e, mais do que isso, flutuam.



Foram estas as razões que levaram os cientistas da Universidade de São Diego, nos Estados Unidos, a investigar se, além da questão estética relacionada com este tipo de resíduos, haveria também impacto nos seres vivos. Como experiência, colocaram peixes de água doce e de água salgadas em ambientes com diferentes quantidades e tipos de pontas de cigarros. O objectivo era verificar se os efeitos adversos se concentravam apenas no filtro ou também nos restos de tabaco.



Os filtros foram colocados em água mineral diluída e em água do mar durante 24 horas. O líquido obtido foi diluído em seis concentrações diferentes, cada uma das quais divididas por quatro reservatórios, em cada um dos quais foram colocados cinco peixes. Neste experiência foram usadas duas espécies de peixe, uma de água salgada – Atherinops affinis – e outra de água doce – Pimephales promelas.



Os investigadores deixaram os peixes neste meio ambiente durante quatro dias e comprovaram que todo o tipo de filtro era tóxico para ambas as espécies. As mais prejudiciais eram as pontas que, além dos filtros, continham restos de tabaco fumado. Metade dos peixes adoeceu ou morreu quando esteve sujeito a uma ponta de cigarro destas por cada litro de água. As menos letais foram as pontas com filtro, mas sem tabaco fumado.

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Aquário Vasco da Gama liberta 400 ruivacos-do-Oeste no rio Alcabrichel

14/04

2011

às 10:30

 

Fotos: Marinha Portuguesa

O Aquário Vasco da Gama liberta hoje 400 exemplares de ruivaco-do-oeste (Achondrostoma occidentale) no rio Alcabrichel, entre as localidades de Ramalhal e Abrunheira (Sintra), perto do local onde foram capturados os progenitores. De acordo com a Marinha Portuguesa, esta espécie de peixe de água doce, descoberta em 2005, existe apenas em Portugal, nos rios Alcabrichel e Sizandro, cursos de água sujeitos a níveis extremos de poluição por esgotos urbanos, poluentes de origem agrícola e descargas de instalações pecuárias. Esta é, por isso, uma espécie seriamente ameaçada.

                  


Para aumentar a população destes peixes, o ruivaco-do-Oeste foi integrado num projecto de conservação de espécies endémicas de organismos fluviais através da sua reprodução ex-situ (fora do seu habitat”, desenvolvido pela Quercus, Unidade de Investigação em Eco-Etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Faculdade de Medicina Veterinária e Aquário Vasco da Gama. Ainda de acordo com a Marinha, a reprodução ex-situ é recomendada para a recuperação do número de exemplares de uma espécie quando esta atingiu valores muito baixos e a sua área de distribuição foi reduzida, tendo sido classificada como criticamente em perigo.

           


O Aquário Vasco da Gama realizou ensaios preliminares de reprodução do ruivaco-do-oeste e de duas populações diferentes de boga portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum) em tanques ao ar livre naturalizados, ou seja, onde foi simulado o habitat natural, sendo as larvas criadas na presença dos progenitores e sem qualquer adição de alimento próprio (tiveram que alimentar-se do plâncton que se desenvolvia naturalmente nos tanques). Os ensaios tiveram sucesso e parte dos animais foram posteriormente transferidos para a Estação Aquícola de Campelo, em Torres Vedras.

             


A libertação destes 400 exemplares é possível graças ao trabalho realizado pela Quercus junto das autoridades locais para que o rio Alcabrichel sob mais vigiado e alvo de trabalhos de melhoria ambiental. À semelhança dos 400 ruivacos-do-Oeste libertados em Março, também estes vão ser ser marcados para que possam ser monitorizados pela equipa do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. A Marinha acrescenta que este procedimento irá repetir-se no futuro para as outras espécies do projecto.

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Milhares de peixes deram à costa em Acapulco provavelmente devido ao tsunami do Japão

12/03

2011

às 21:47

As praias de Acapulco, no México, foram invadidas por centenas de milhar de peixes. Uma mancha de tal forma compacta que parecia tratar-se de uma mancha de óleo, quanto vista de cima, noticia o Mail Online. Milhares de sardinhas, anchovas e cavalas deram à costa durante todo o dia de hoje. Ao que tudo indica, este fenómeno será uma consequência do forte sismo, seguido de tsunami, que ontem afectou a costa este do Japão e pôs sob alerta todo o Pacífico.



Surpreendidos com as manchas de peixes, os pescadores abandonaram as canas e as redes, e deslocaram-se mar adentro em barcos a motor para carregar o máximo de peixe que conseguiam. “Entre 20 a 30 pescadores aproveitaram esta situações e houve famílias que levaram os filhos para dentro de água, para verem o fenómeno de perto”, contou Carlos Morales.



Os pescadores atribuem a chegada destes enormes cardumes à costa de Acapulco à mudança de maré provocadas pelo Tsunami no Japão, mas os cientistas não têm tanta certeza. “Os tsunamis podem, de facto, alterar as correntes locais, mas é difícil fazer uma ligação entre um fenómeno e outro”, disse Rich Brigs, do Departamento de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos.

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Pescador inglês captura carpa com 42,6 quilos

02/12

2010

às 20:30

 

Foto: Daily Mail

Quando dois amigos vão à pesca, não estão à espera de apanhar a maior carpa do mundo, mas foi exactamente isso que aconteceu, de acordo com o Daily Mail. Paul Roberts, 47 anos, e Richard Middleton, 39, foram pela primeira vez a Le Graviers, perto de Dijon, França, e ambos foram premiados com duas pescarias de peso. Logo no primeiro dia, Middleton capturou um peixe com 37,6 quilos. Mas a surpresa maior deu-se no dia seguinte, quando Roberts pescou uma carpa com 42,6 quilos. Um autêntico recorde.



Paul Roberts, natural de Christchurch, Dorset, Inglaterra, contou que as suas pernas “tremiam que nem geleia”, quando descobriu o que tinha pescado. Emocionado, este construtor de embarcações, que pesca desde que se lembra, recordou: “Eu estava a enrolar a linha quando vi o que tinha pescado e as minhas pernas começaram logo a tremer. Demorei meia hora para conseguir içá-la, estavam como que no meio de um pesadelo, mas no fim valeu a pena”.



O lago é gerido por Luke Moffatt, que ajudou os dois amigos a pesarem a carpa. “Tudo foi feito dentro de água, pois não estamos autorizados a levar o peixe, pelo que tive que entrar na água”, continuou Roberts, em declarações ao Bournemouth Eco.

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Coreia do Sul utiliza peixes vermelhos para monitorizar a água durante a cimeira do G20

11/11

2010

às 16:43

 

A Coreia do Sul estará a utilizar peixes vermelhos para garantir a pureza da água utilizada nas casas-de-banho durante a cimeira do G20, que começa hoje em Seul, escreve a AFP. As autoridades sul-coreanas informaram que, além da mobilização de cerca de 50 mil polícias para garantirem a segurança durante o encontro, vão colocar seis peixes vermelhos em cada reservatório de água das casas-de-banho para garantir a sua pureza.



Esta intenção doi denunciada pela organização de defesa dos direitos dos animais PETA, que explica que os peixes sentem dor tal como os cães e os gatos. “A protecção dos líderes mundiais é um assunto demasiado sério, mas também o é os direitos dos animais, que sofrem tal como nós”, sublinhou Tracy Reiman, uma das responsáveis da PETA.



“Há uma grande variedade de métodos científicos para proteger os líderes mundiais e evitar que os peixes morram em agonia se a água estiver contaminada”, referiu.

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Descoberto gene que permite aos peixes mudarem de cor

03/11

2010

às 21:05

 

São várias as espécies animais, principalmente mamíferos, que têm a capacidade de adaptar a sua coloração para se confundirem com o ambiente em que se encontram e, desta forma, passar despercebidos aos predadoes. Mas uma investigação realizada recentemente nos Estados Unidos permitiu identificar um gene, o agrp2, cuja proteína permite aos peixes mudarem rapidamente de cor, divulgou, ontem, o jornal El País, acrescentando que, até ao momento, esse gene só foi encontrado nas trutas, salmões e peixes-zebra.


Este é o terceiro gene da família dos agouti que é descoberto. Os dois primeiros foram identificados nos seres humanos: um ajuda a determinar a pigmentação da pele e do cabelo e, o outro, desempenha um papel importante na obesidade e na diabetes, segundo a Universidade de Vanderbilt (EUA).



“Quando Youngsuo Song, estudante graduado da minha equipa, descobriu esta terceira proteína agouti num peixe, mais concretamente, na glândula pineal (órgão que regula os ritmos diários de resposta à luz), pensámos que tinhamos descoberto a via que regula o apetite diariamente, ou seja, o mecanismo que faz com que tenhamos fome durante o dia, mas não à noite”, explica Roger Cone, investigador do Centro Médico de Vanderbilt. “Contudo, Chao Zhang, o licenciado que prosseguiu a investigação, descobriu que esta proteína agouti está ligada às mudanças rápidas de pigmentação que permitem aos peixes adaptar-se ao meio ambiente”.

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Pescador apanha peixe com dentes humanos

22/09

2010

às 20:51

                                

Um pescador americano apanhou um grande susto quando reparou que o peixe que tinha acabado de pescar tinha dentes iguais aos humanos, conta o World’s Kaleidoscope. Frank Yarborough pescava no lago Wylie, na Carolina do Sul, quando puxou o peixe, que pesava 2,27 quilos e media 55 centímetros. Supondo que era um peixe-gato, Frank colocou a mão na água para o apanhar, acabando por ser mordido. Foi então que descobriu que o animal tinha uma dentadura igual à dos seres humanos. Robert Stroud, um biólogo especialista em peixes de água doce do Departamento de Recursos Naturais da Carolina do Sul, referiu que foram enviadas amostras do peixe para laboratório, para ser determinada a sua espécie. “Este peixe é, provavelmente, de uma espécie comum de Pacu, Colossama macropomum, proveniente do rio Amazonas e é bastante comum no comércio de peixes para aquário”, explicou o mesmo biólogo. Pacu, um parente distante das piranhas, é um peixe de água quente, pelo que a sua presença no lago Wylie é de estranhar. Stroud refere que, possivelmente, terá sido lançado à água depois de ter ficado demasiado grande para um qualquer aquário de peixes exóticos.    

 

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Fêmeas do peixe molly preferem machos com bigode

13/09

2010

às 15:31

 

Os peixes mollies mexicanos (Poecilia sphenops) usam bigode para se tornarem mais sexys aos olhos das fêmeas, de acordo com um estudo científico internacional, que analisou o comportamento de mais de 100 exemplares desta espécie. Além de ser visualmente atraente, o bigode serve também para excitar os órgãos sexuais das fêmeas, segundo a mesma investigação, cujos resultados foram publicados na revista Comportamento Ecológico e Sociobiologia.



Tal como o nome sugere, os peixes mollies vivem no México, sendo uma das espécies residentes mais comuns, podendo ser encontradas em lagos, anseadas e pequenos rios. O processo de acasalamento desta espécie é complexo, com os machos a fertilizarem as fêmeas internamente e não ejaculando sobre os ovos, uma vez estes postos.



Até recentemente, era desconhecida a função do bigode dos peixes mollies. Razão pela qual Ingo Schlupp, da Universidade de Oklahoma (EUA), e colegas de outras universidades americanas e alemã decidiram investigar. Colocaram cerca de 100 machos e fêmeas em vários tanques e observaram o seu comportamento, nomeadamente o tempo que as fêmeas passavam junto dos machos que tinham bigode (grande ou pequeno) e os que simplesmente não tinham.



Os resultados foram claros: as fêmeas preferem sem qualquer dúvida machos que tenham bigode.

Autoridades australianas proíbem número de circo em que um peixe é engolido vivo e regurgitado

08/09

2010

às 18:58

As autoridades australianas proibiram, ontem, o Great Moscow Circus de continuar a apresentar um número durante o qual uma mulher engole um peixe vivo e em seguida o regurgita, adianta a AFP. A proibição foi decretada na sequência de diversas queixas apresentadas por pessoas que assistiram aos espectáculos em Miranda, no sul da Austrália. De acordo com um porta-voz do governo do Estado de New South Wales, “os circos que aqui actuam têm que cumprir as regras do bem-estar animal”.



Glenys Oogjes, director executivo da associação “Animals Australia”, referiu que estudos científicos comprovam que os peixes sofrem e, por isso, estão protegidos pela Lei de Protecção de Animais em Exibição. “Os circos continuam a argumentar que os espectáculos com animais são educativos”, acrescentou.



O director do Circo, Greg Hall, disse ao Sidney Morning Herald que o número em causa só está em exibição “há quatro ou cinco semanas” e que, por enquanto, “está cancelado”. Contudo, garantiu, que não será mais utilizado um peixe vivo, não adiantando o que será utilizado em lugar deste. Greg Hall sublinhou, no entanto, que este tipo de actuação é feito em qualquer circo do mundo.

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