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Zoo dos EUA quer acasalar rinocerontes de Sumatra irmãos para salvar espécie

28/07

2013

às 14:15

Foto: AFP/Cincinnati Zoo

Um jardim zoológico americano decidiu avançar com a decisão controversa de acasalar dois rinocerontes de Sumatra irmãos, a viver em cativeiro em Cincinnati, no estado de Ohio, numa tentativa desesperada de preservação de uma espécie ameaçada de extinção.



Apesar da controvérsia e das reações fortes que a decisão despertou, a diretora do Centro Lindner para a Investigação e Conservação da Vida Selvagem Ameaçada, Terri Roth, garantiu que esta era a única alternativa que restava, e que o acasalamento pode avançar já em agosto.



Os especialistas dizem que não existem mais de 100 rinocerontes de Sumatra a viver no seu habitat natural, na Indonésia e na Malásia. Em cativeiro, existem apenas 10 espalhados pelo mundo, e quatro deles têm relações de consanguinidade.



Para Suci, a rinoceronte fêmea com nove anos de idade a viver no zoológico de Cincinnati, os únicos machos adequados para o acasalamento são os da sua própria família. A inseminação artificial está fora de questão, até porque nunca houve um caso de sucesso entre animais desta espécie.



"A menos que a Indonésia capture mais rinocerontes e um macho sem relação familiar com Suci fique disponível para acasalar, não teremos a diversidade genética que precisamos", referiu Terri Roth.



Os especialistas correm contra o tempo para combater a extinção da espécie: quanto mais tempo as fêmeas rinoceronte de Sumatra levam para se reproduzirem, maior a dificuldade para o conseguirem, uma vez que os seus órgãos reprodutivos podem desenvolver quistos que, eventualmente, podem provocar infertilidade.




A especialista Susan Ellis, da Fundação Internacional do Rinoceronte, sublinhou que a população desta espécie de rinocerontes sofreu uma queda dramática, consequência da invasão humana do seu território natural e da caça aos seus chifres, que algumas culturas asiáticas acreditam ter poderes curativos, apesar de serem apenas compostos por uma proteína que as pessoas também têm nas unhas e no cabelo: a queratina.



O cruzamento da espécie entre irmãos não deixa de ser um risco e que na maioria das vezes surgem problemas como malformações, mutações genéticas perigosas, entre outras, como alerta outro especialista, David Wildt, alto responsável do Instituto Smithsonian para a Conservação Biológica.



"Não sei se lhe podemos chamar uma solução. Penso que é mais uma estratégia, que abre um debate saudável", afirmou Wildt, sobre o cruzamento entre irmãos, frisando ainda que Suci e Harapan, o irmão que também habita no zoológico de Cincinnati, não são os dois últimos exemplares da sua espécie.


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Aumento do abate ilegal de rinocerontes preocupa autoridades da África do Sul

21/03

2012

às 15:28

 

O número de rinocerontes abatidos por caçadores furtivos na África do Sul desde o início de 2012 totaliza já 135, a maioria dos quais (75) no perímetro do Parque Nacional Kruger, informaram hoje as autoridades.


Preocupados com um número tão elevado de abates ilegais daquela espécie, os responsáveis dos parques naturais, públicos e privados, do Governo e das agências policiais envolvidas no combate ao tráfico de cornos de rinocerontes manifestam, no entanto, alguma satisfação pelo aumento de detenções e condenações, bem como pelas pesadas sentenças impostas a caçadores ilegais e traficantes, nos processos mais recentes.



Segundo números do Ministério do Ambiente, 89 suspeitos foram detidos nas primeiras 11 semanas deste ano, o que constitui um número significativamente maior do que as detenções efetuadas em anos anteriores. Vários grupos organizados que caçavam rinocerontes e contrabandeavam para a Ásia os seus cornos foram igualmente desmantelados desde janeiro, refere o ministério.



Um sinal de que as pesadas sentenças passadas pelos tribunais aos responsáveis pela caça ilegal de rinocerontes começam a ter um efeito dissuasor foi o suicídio, na noite de segunda-feira passada, de um capataz de uma fazenda onde se criam aqueles e outros animais selvagens e que era suspeito de colaboração com caçadores furtivos.



Segundo a polícia sul-africana, o suspeito, de 40 anos de idade, foi encontrado sem vida no quarto que ocupava na fazenda, com um tiro na cabeça, aparentemente disparado com a arma de caça que lhe havia sido atribuída e que estava caída perto do corpo.



As autoridades dirigiram-se ao local com a intenção de questionar o homem sobre um rinoceronte que tinha sido descoberto morto na fazenda na passada sexta-feira, disse o coronel Vishnu Naidoo, do comando provincial do Limpopo, onde se verificou a ocorrência. As autoridades suspeitavam de cumplicidade entre o capataz e grupos de caçadores furtivos, tendo pistas que incriminavam o suspeito.



Ao animal tinha sido serrado o corno, o que é "prova evidente" de atividade criminosa, salientou o porta-voz.



A fazenda onde o homem se suicidou situa-se em Dwaalboom, na zona de Thabazimbi, província do Limpopo no norte da África do Sul.



Em 2011 foram abatidos em toda a África do Sul 449 rinocerontes, um número que constitui um recorde absoluto e que leva alguns ambientalistas a temerem uma provável extinção da espécie a curto prazo.



Karen Tendler, uma ativista que há mais de duas décadas trabalha no salvamento e reabilitação de rinocerontes numa quinta nos arredores da capital, Pretória, afirma que se a matança daqueles animais continuar ao ritmo atual, os parques naturais da África do Sul poderão deixar de ter rinocerontes em 2015.



Tendler, que foi responsável pelo salvamento e reabilitação de cerca de 200 rinocerontes órfãos ao longo dos últimos 20 anos, alerta para as profundas implicações da atividade dos caçadores furtivos, que aproveitam o elevado preço pago nos mercados asiáticos pelos cornos de rinocerontes.



"Muitas vezes quando matam animais adultos condenam também à morte as suas crias, incapazes de sobreviver sem as mães", salienta a ambientalista.



Karen Tendler refere que a corrupção entre funcionários dos diversos departamentos estatais e fazendas privadas onde são criados rinocerontes, bem como a utilização de sofisticados equipamentos, como GPS, telefones móveis e helicópteros, pelos caçadores furtivos, contribuem de forma significativa para a presente situação de crise no mundo da conservação das espécies.

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443 rinocerontes mortos este ano nos Parques Nacionais da África do Sul

28/12

2011

às 19:38

 

Um número recorde de 443 rinocerontes mortos por caçadores furtivos foi já registado pelas autoridades sul-africanas desde 1 de Janeiro deste ano, disse à agência Lusa uma fonte dos Parques Nacionais da África do Sul (SANPARKS).



Este número, superior em mais de 33% ao do ano passado, quando foram mortos 333 rinocerontes em todo o território sul-africano, sugere que apesar do destacamento de unidades especiais conjuntas da polícia, forças armadas e alfândegas no Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, os caçadores furtivos estão a vencer a batalha contra as autoridades e a pôr em perigo a já de si escassa população de rinocerontes existente na África do Sul.



Apenas no Parque Kruger, situado na província de Mpumalanga, as autoridades confirmaram o abate ilegal de 244 rinocerontes desde 1 de Janeiro deste ano. Os restantes foram mortos em reservas estatais e privadas de Mpumalanga e outras províncias, nomeadamente Noroeste, Limpopo, Free State e Cabo Ocidental, onde se registaram mais incursões dos caçadores furtivos.



A mesma fonte, que pediu o anonimato por "estes não serem ainda números oficiais para 2011", disse que apesar da gravidade da situação as unidades especiais contra a caça furtiva registaram sucessos notáveis, tendo detido este ano mais de 215 suspeitos e morto em tiroteios mais de uma dezena deles em operações conjuntas no interior do parque Kruger.



A fronteira de mais de 400 quilómetros que separa o Parque Kruger de Moçambique, e que está aberta em vários pontos para que fosse constituído o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, é considerada pelos sul-africanos o mais sensível ponto de entrada e de fuga dos caçadores furtivos de rinocerontes, que escoam os chifres serrados aos animais na sua maioria para a China e para o Vietname, onde são utilizados em poções recomendadas para as mais variadas doenças e também como afrodisíaco.



O abate ilegal de rinocerontes tem crescido em espiral desde 2007, ano em que foram apenas mortos 13 daqueles grandes herbívoros, um dos "5 grandes" do reino animal em África, conjuntamente com o elefante, o leão, o leopardo e o búfalo.



No Parque Kruger, que tem uma área de 1 930 000 hectares, vivem em liberdade entre 10 e 12 mil rinocerontes brancos e 500 rinocerontes negros.



Na semana passada o proprietário de uma reserva privada do Cabo Ocidental injectou um veneno especial desenvolvido por uma empresa local e misturado com um corante vermelho nos cornos de alguns dos seus rinocerontes numa tentativa de evitar o seu abate por caçadores furtivos.

 


O veneno, que não é, segundo os seus fabricantes, letal, provoca no entanto problemas de saúde aos consumidores dos produtos que contenham os cornos dos rinocerontes com ele injectado, desencorajando assim a caça aos animais.



Em alguns casos verificados ultimamente os animais são encontrados ainda vivos e num indescritível sofrimento depois dos caçadores furtivos os anestesiarem com dardos e serrarem os cornos sem os matar.

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Rinoceronte de Java extinto no Vietname

25/10

2011

às 14:33

  Foto: WWF

As amostras genéticas recolhidas em 2010 no Parque Nacional de Cat Tien, no Vietname, confirmaram a morte do último exemplar de uma das subespécies do rinoceronte de Java no sudeste asiático às mão de caçadores furtivos, denuncia a ONG World Wildlife Fund (WWF).



De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o animal morreu depois de o terem baleado nas patas e de lhe terem retirado o chifre, um dos produtos mais utilizados na medicina tradicional chinesa, que no mercado negro pode atingir os 21,6 mil euros.



A organização dedicada à conservação da natureza publicou, na terça-feira, um documento intitulado “A extinção do rinoceronte de Java no Vietname” onde confirma a extinção desta subespécie, que se julgava desaparecida até que, em 1988, foi descoberto um pequeno grupo na selva de Cat Tien.



O WWF aponta a “indiscriminada” caça furtiva existente naquele país asiático como uma das causas para o desaparecimento desta subespécie, favorecida pela “ineficaz” protecção dos parques naturais no Vietname.



Outras das causas é a destruição do habitat natural que ameaça também outras espécies animais, devido ao crescimento das população e à desmatação. “A única forma de conservar as espécies ameaçadas no Vietname é protegendo o seu habitat e acabar de uma vez por todas com a caça furtiva e o comércio ilegal”, afirma em comunicado Nick Cox, responsável pelo Programa de Espécies del Gran Mekong.

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Rinocerontes correm risco de extinção

23/09

2011

às 16:07

Os rinocerontes podem desaparecer devido ao aumento do interesse pelos seus chifres, aos quais são atribuídos poderes curativos para vários males, principalmente na Ásia, tendo sido criado um Dia Mundial para alertar para o perigo de extinção.

 

O Dia, assinalado ontem, pelo segundo ano, pretende ser uma forma de chamar a atenção de todos para a necessidade de preservar a espécie e os seus habitats, e agravar os castigos para aqueles que matam os rinocerontes com o objectivo de extrair os cornos, muito valiosos no mercado paralelo.

 

O Jardim Zoológico de Lisboa juntou-se a esta iniciativa e convidou todos a visitar os rinocerontes brancos e indianos que vivem nas suas instalações, assistindo à rotina destes animais e conhecendo as características da espécie, apresentada pelos tratadores.

 

Da "família" de rinocerontes do Zoo lisboeta faz parte Gyasi, a mais recente cria de rinoceronte branco que nasceu no Jardim, há cerca de um ano.

 

Teresa Fernandes, veterinária do Jardim Zoológico de Lisboa, explicou à agência Lusa que "desde há muito tempo se sabia que os rinocerontes eram mortos por causa dos seus cornos, principalmente devido ao seu uso na medicina tradicional chinesa".

 

Nos últimos dois anos, um boato dizendo que o corno do rinoceronte tem propriedades curativas contra o cancro veio agravar a situação e "tem havido uma crescente procura do corno destes animais e a única maneira de o obter é matando o animal", disse.

 

Os principais alvos são os rinocerontes africanos, o preto e o branco, e Teresa Fernandes referiu que se "acredita que este ano já foram mortos 285 animais só na África do Sul".

 

O comércio do corno de rinoceronte, que envolve muito dinheiro, foi proibido e foram feitos esforços para aumentar a população de rinocerontes no estado selvagem, tendo sido conseguidos crescimentos ligeiros. Agora a população "está a descer a pique", alertou a veterinária. 

 

Enquanto o rinoceronte africano está ameaçado por causa do corno, os problemas das espécies asiáticas relacionam-se mais com problemas no seu habitat natural, as florestas.

 

O Dia Mundial do Rinoceronte foi criado em 2010 com o objectivo de chamar à atenção para o perigo de extinção destes animais. Actualmente existem cinco espécies (duas em África e três na Ásia).

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Dois chineses detidos em Joanesburgo por contrabando de chifres de rinoceronte

05/08

2011

às 14:45

Dois cidadãos chineses foram condenados, na quarta-feira, no tribunal de Kempton Park, Joanesburgo, a penas de 12 e oito anos de prisão por contrabando de chifres de rinoceronte.

 

Duc Manh Chu, detido em 2010 no aeroporto OR Tambo na posse de 12 chifres de rinoceronte, foi condenado a 10 anos de prisão, pela posse ilegal da mercadoria, e dois anos adicionais por fraude. Por seu turno, Phi Hubng Nguyeng, detido também no mesmo aeroporto na posse de seis chifres que tentava contrabandear para o seu país, foi condenado a seis anos de prisão por posse se mercadoria ilegal e dois anos por fraude.

 

Os contrabandistas foram sentenciados ao abrigo da Lei da Gestão da Biodiversidade Ambiental, bem como da legislação aduaneira do país, e constituem um exemplo, segundo o magistrado, de que o crime de contrabando de chifres de rinoceronte é tão grave como o de matar os animais.

 

O juiz Prince Manyathi salientou, durante a leitura do acórdão, que pretende, com ele, evitar que um dia mais tarde tenha apenas fotografias dos rinocerontes para mostrar aos netos, por todos os animais terem já sido mortos.

 

Rynette Coetzee, do grupo ambientalista Endangered Wildlife Trust, saudou as sentenças exemplares impostas aos dois contrabandistas, bem como o trabalho da polícia, salientando que "os ambientalistas não são apenas aqueles que têm o privilégio de trabalhar nas reservas naturais, sendo antes todos os que se empenham na conservação da herança natural e na proteção da fauna dos que a matam e contrabandeiam".

 

A África do Sul, referiu Coetzee, "possui uma excelente legislação de protecção ambiental e uma forte componente policial, sendo a imposição de sentenças adequadas previstas na lei um componente crítico do movimento ambientalista".

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Nepal reforça combate à caça furtiva de rinocerontes

06/04

2011

às 12:52

 

O Nepal lançou um programa com vista à localização e identificação dos rinocerontes asiáticos de um só chifre que vivem nas planícies do sul de modo a defendê-los dos caçadores furtivos. Segundo o DNA China, dezenas de condutores de elefantes, munidos com GPS e câmaras de video, vão percorrer as planícies nas próximas três semanas para verificar se há rinocerontes em falta, explicou Krishna Acharya, responsável pelo Departamento dos Parques Nacionais e da Conservação da Vida Selvagem.



Em vários países da Ásia acredita-se que o chifre de rinoceronte tem poderes afrodisíacos, apesar de ser feito de queratina, a mesma substância presente nas unhas. Contudo, a procura dos chifres para utilização em cremes é bastante elevada. No mercado negro, sobretudo na China, os caçadores furtivos ganham milhões de dólares com a venda de um só chifre.



O Nepal, que tem a segunda maior comunidade de rinocerontes asiáticos de um só chifre a seguir à China, tinha 435 destes animais aquando da última contagem, em 2008. Mas, segundo as autoridades, morreram 60 nos últimos três anos, 28 dos quais às mãos dos caçadores. “Temos de saber o estado em que se encontra a população de rinocerontes e a sua distribuição pelos vários habitats”, sublinhou a mesma responsável. “Esta contagem vai ajudar-nos a delinear medidas de combate à caça ilegal e de protecção desta espécie”.



Krishna Acharya referiu, contudo, que apesar da caça ilegal e do facto de o país ter estado mergulhado numa guerra civil nos últimso três anos, o número de rinocerontes poderia ter aumentado. Os rinocerontes de um chifere, também conhecido como rinoceronte indiano, pode ser encontrado em parques naturais nepaleses como o Chitwan, Bardiya e Shuklaphanta.

Rinocerontes de Java estão a reproduzir-se

01/03

2011

às 15:27

 

A World Wildlife Foundation (WWF) capturou imagens de vários rinocerontes e respectivas crias no Parque Nacional de Ujung Kulon, na ilha indonésia de Java, noticia o jornal El Mundo. A organização dedicada à conservação da natureza pretende com estas imagens dar um novo impulso à salvação desta espécie animal, que se encontra à beira da extinção.



O rinoceronte de Java vive fortemente ameaçado por doenças, a caça clandestina e os desastres naturais. A secção indonésia da WWF instalou uma câmara de video no parque para capturar imagens destes animais no seu habitat natural, uma vez que não há exemplares em cativeiro. Se estes animais morrerem, será toda uma espécie que desaparece para sempre.



“Estas imagens são uma boa notícia, são a prova de que os rinocerontes de Java se estão a reproduzir em Ujung Kulon, embora a sobrevivência da espécie esteja longe de estar garantida”, adverte Eric Dinerstein, director da WWF americana. A erupção do vulcão Krakatoa podia facilmente arrasar a península em que se encontra esta pequena população de rinocerontes, acrescentou.



Segundo a WWF, o rinoceronte de Java é provavelmente a espécie mais ameaçada do planeta. Existem apenas 40 indivíduos e todos vivem no parque nacional onde a organização os filmou.

Escolha o nome do rinoceronte-branco bebé do Zoo de Lisboa

31/01

2011

às 14:28

  Fotos: Zoo de Lisboa

Para assinalar o nascimento de um cria de rinoceronte-branco no início deste ano, o Jardim Zoológico de Lisboa lança amanhã o concurso “Dá um nome ao Rino bebé do Zoo”. De acordo o comunicado emitiro pelo parque, quem sugerir o nome mais original e criativo receberá um kit Padrinho. Quem quiser participar só terá que enviar o seu nome completo e a sugestão de nome para o rinoceronte-branco bebé até ao dia 28 de Fevereiro para o e-mail promocao@zoolisboa.pt O rinoceronte-bebé nasceu com 50 quilos. O pai tem 24 anos e a mãe 9.  Com o nascimento desta cria, o Zoo de Lisboa reforçar o seu compromisso  na conservação das espécies, fortalecendo o seu índice de reprodução, um dos mais elevados da Europa. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, esta é uma espécie em perigo, muito ameaçada pela caça para o comércio do corno e pela destruição do habitat.  O Jardim Zoológico refere, no mesmo comunicado, ter desenvolvido uma estratégia de conservação do Rinoceronte-de-bornéu, conduzindo um técnico do Zoo à ilha de Bornéu, no âmbito do projecto de conservação in-situ (no habitat natural) da Fundação SOS-Rhino (inserida na campanha da EAZA 2005/2006 dedicada aos rinocerontes).  O Rinoceronte-de-bornéu é uma subespécie do Rinoceronte-da-sumatra e é o mais pequeno do mundo. É também uma das espécies de grandes mamíferos mais ameaçados, com uma população de menos de 100 indivíduos (estima-se que existam apenas cerca de 30 animais em estado selvagem, todos na Ilha de Bornéu).  De salientar, também, a reintrodução de uma fêmea de Rinoceronte-preto, a Shibula, numa reserva protegida na África do Sul em 1990. Hoje, a Shibula tem várias crias e subsiste em terras africanas, no seu habitat natural.  

 

Nasceu um rinoceronte preto em zoo americano

27/01

2011

às 21:30

  Foto: Saint Louis Zoo

O jardim zoológico de Saint Louis, EUA, tem um novo habitante: um rinoceronte preto que nasceu no dia 14 de Janeiro com 55 quilos. De acordo com um comunicado do parque, citado pelo site kmov.com, trata-se da primeira cria de Kati Rain e Ajabu, ambos com seis anos de idade e chegados ao zoo em 2007. Em 20 anos, é o primeiro rinoceronte preto – uma espécie ameaçada - a nascer naquele zoo. Os responsáveis do parque dizem que tanto a mãe como o bebé (que ainda não tem nome) estão bem. Encontram-se num lugar mais reservado e quente, que só abandonarão quando a temperatura começar a subir.



Segundo os especialistas, de entre todas as espécies de rinocerontes, a dos rinocerontes pretos é a que apresenta a maior taxa de decréscimo das populações. A principal causa é a caça ilegal, uma vez que em muitas regiões da Ásia se acredita que os seus chifres têm efeitos medicinais. Citando dados da Fundação Internacional do Rinoceronte, a AFP adianta que, entre 1970 e 1992, os rinocerontes pretos estiveram à beixa da extinção. Graças aos esforços entretanto desenvolvidos, a população selvagem no continente africano passou dos 2300 indivíduos em 1993 para os actuais 4240.

Caça ilegal de rinocerontes quase triplicou este ano

22/12

2010

às 19:42

Proteger os rinocerontes, uma espécie ameaçada de extinção, é tão difícil em África como na Ásia, onde o mercado negro dos chifres destes mamíferos está em plena expansão, muito graças aos meios sofisticados utilizados pelos caçadores furtivos. O epicentro do massacre é a África do Sul, que concentra mais de 70% da população de rinocerontes do mundo. Este ano, 316 animais foram caçados ilegalmente, contra 122 em 2009 e menos de 10 há dois anos, segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).



“Este ano foi muito desastroso para a protecção dos rinocerontes”, afirmou, à AFP, Joseph Okori, coordenador do WWF para a África do Sul. “As organizações criminosas na África do Sul actuam com meios cada vez mais sofisticados. Estão muito bem coordenados. Não se trata da caça tradicional”, sublinhou. Helicópteros, armas com silenciador, óculos infra-vermelhos e tranquilisantes tendem a substituir os dardos ou as cordas utilizadas pelos caçadores locais.



Não existem mais do que 25 mil rinocerontes em todo o mundo, de três espécies na Ásia e duas na África oriental e austral, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Quatro destas espécies estão ameaçadas de extinção. A caça e a deflorestação são as principais ameaças. Os rinocerontes das ilhas indonésias de Java e Sumatra estão classificados como espécie em risco crítico de extinção e os da Índia, como vulneráveis.



No continente africano, estes grandes mamíferos foram dizimados pela caça nos séculos XIX e XX, mas graças à criação de parques nacionais e à luta contra a caça clandestina, a população de rinocerontes brancos situa-se actualmente nos 17500 exemplares e a de pretos em 4.200, anuncia a UICN. Contudo, estes esforços podem ser anulados pela realidade na Ásia, onde um chifre de rinoceronte pode ser vendido por mais de 53 mil euros.

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Rinoceronte morto por caçadores furtivos em reserva natural na Tanzânia

16/12

2010

às 19:58

 

Caçadores furtivos mataram um dos cinco rinocerontes pretos, uma das espécies mais severamente ameaçadas da África oriental, que foram reintroduzidos no seu habital natural, no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia, em Maio, revela a agência Reuters. O rinoceronte foi morto apenas sete meses depois de ali ter chegado, apesar de ter um chip electrónico implantado e ser defendido por rangers devidamente treinados para a guarda de animais.



Devido à caça ilegal em Serengeti, conhecida pelas suas longas planícies e por ali ocorrer uma das mais famosas migrações de animais selvagens, entre as décadas de 60 e 70, a população de rinocerontes pretos na Tanzânia desceu dos 1000 exemplares para os 70.



“No doming, recebemos a informação de que um dos cinco rinocerontes que chegaram à África do Sul estava desaparecido, depois de o dispositivo implantado no animal ter ficado inactivo”, explicou, à Reuters, Ezekiel Maige, o Ministro dos Recursos Naturais e do Turismo da Tanzânia. “A carcaça do rinoceronte foi encontrada no Parque National de Serengeti, na terça-feira, com o chifre cortado. É, claramente, trabalho de um grupo de caçadores furtivos”.



Os rinocerontes são uma das vítimas privilegiadas da caça ilegal, devido aos chifres, altamente cotados no Médio Oriente e no Oriente. Em algumas culturas, acredita-se que o pó do chifre do rinoceronte tem poderes medicinais, embora não esteja cientificamente provado.



Os cinco rinocerontes que voaram até à Tanzânia fazem parte de um grupo de 35 animais que estão a ser reintroduzidos no seu habitat natural. São filhos de sete animais que foram reintroduzidos na África do Sul no início dos anos 60. Os peritos em conservação ambiental esperam que a protecção dos rinocerontes possa também ajudar outras espécies do parque.

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Descobertas 17 carcaças de rinocerontes numa reserva animal da África do Sul

19/11

2010

às 15:23

 

Dois funcionários dos Parques Nacional da África do Sul (SANParks) encontraram um autêntico cemitério de rinocerontes com 17 carcaças numa zona de fronteira entre as provínicias de Mpumalanga e Limpoo, na fronteira ocidental do Parque Nacional Kruger, segundo o site News24. As autoridades já abriram um inquérito para purar o que se passou. A descoberta foi feita quando a equipa de técnicos sobrevoava o terreno para realizar um censos à população de rinocerontes.


Joshua Kwapa, porta-voz da Junta de Turismo do Limpoo, disse que no seu departamento todos ficaram “extremamente chocados” com a descoberta das carcaças e que tudo farão para apurar o que verdadeiramente aconteceu e responsabilizar os culpados. Há suspeitas de que funcionários públicos possam estar envolvidos neste crime. De acordo com o mesmo porta-voz, tudo indica que os animais tenha sido caçados naquela reserva no último ano. Aparentemente, alguns dos chifres foram arrancados, enquanto outros foram cortados cirurgicamente.



A maioria das carcaças estava numa coutada conhecida por Letaba Ranch, com uma área de 42 hectares, uma concessão dada pelo Parque Nacional Kruger a um operador privado que, entretanto, abriu falência. Desde então, as cercas foram retiradas e tudo mudou. Outras carcaças estavam espalhadas pela zona de Loskopdam e Haartbeesfontein, não estando de parte a possibilidade de muitos dos animais terem sido mortos há vários anos, a julgar pelo seu estado de decomposição.



Um especialista em gestão ambiental, que não quer ser identificado, pergunta como é possível as carcaças estarem ali há mais de dois anos sem que ninguém tenha reparado nelas. Desde o início do ano, as autoridades sul-africanas já contabilizaram o abate ilegal de 268 rinocerontes, um número sem precedentes na história do país desde que foram aplicados programas de protecção da vida selvagem.


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